Para Luiz Maçãs

abril 29, 2011

Na quinta-feira passada, dia 21 de abril, eu soube da morte do ator Luiz Maçãs. Ele interpretou, em 1991, um dos personagens marcantes de minha meninice, o Armando Rosas, de A História de Ana Raio e Zé Trovão. Chorei tomada por uma sensação de perda profunda. Estranho pensar que já faz 15 anos desde o falecimento do ator e eu nunca tinha ouvido nada a respeito. Maçãs partiu com 33 anos, em julho de 1996. Pouco se sabe sobre a causa da sua morte. Isso tampouco importa. O que me abalou foi a notícia: ele se foi.

Vira e mexe, lembro dele em cena: rosto expressivo, voz suave, olhos vibrantes. Um toque de poesia na trama escrita por Marcos Caruso e Rita Buzzar. Poucas vezes vi, na televisão, um personagem tão grandioso em sua simplicidade. Por onde passava deixava aquele rastro de força e brilho próprios das pessoas que se entregam a quem são com verdade. Armando trazia no semblante a intensidade que sente o artista por ser artista, criatura pulsante, à flor da pele, um mágico dos ares, que corta o sol com uma lágrima, toca a terra com um sorriso. Ele era assim, prosador mambembe, homem criador de estrelas.

O que dizer mais? Quem deu ao personagem a forma autêntica foi o Luiz Maçãs. Este rapaz garboso que eu tive o prazer de ver apenas uma vez na vida. Era dono de um talento do tipo que a gente reconhece com um sutil bater de olhos. Deixou, para mim, um legado por meio de seu personagem. Obrigada Luiz. Parabéns por quem foi. Estará sempre em minha companhia trajado de Rosas.

Encontrei uma sequência de cenas do Armando na novela. A marca de que falo está espalhada por todos os trechos, interpretados com delicadeza pelo ator. Publico também a versão da música tema do personagem. Jayme Monjardim, diretor do núcleo do folhetim, escolheu para Armando a canção de Hans Zimmer composta para clássico Driving Miss Daisy.

Minha homenagem a você Luiz. Grande abraço.

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Cabras da Peste

agosto 21, 2010

Sá & Guarabira

Estou acompanhando a novela A História de Ana Raio e Zé Trovão, que, diga-se de passagem, depois de Pantanal, foi a coisa mais revolucionária que a teledramaturgia brasileira produziu. Saboreio cada capítulo. Uma orgia.

Naquela época – o folhetim foi ao ar pela primeira vez em 1991 (hoje é o SBT que transmite) –, novelas eram obras originais da criação do roteiro à concepção da trilha sonora. As músicas eram compostas especialmente para elas. Cada personagem de destaque tinha a sua canção. Não que isso fosse uma regra. Algumas músicas eram selecionadas após período de pesquisa.

Lenine

Entre as belas canções que integram a trilha de Ana Raio e Zé Trovão, há três verdadeiros primores: Atrás Poeira, de Ivan Lins e Vitor Martins; Ana Raio, de Xangai, um monstro sagrado da música caipira; e As Voltas que o Mundo Dá, de Lenine. A versão escolhida da primeira foi gravada por Sá & Guarabira, dupla de excelência que faz um fabuloso trabalho vocal. Lembro aos leitores que Atrás Poeira é anterior ao folhetim.

Exceções à parte, todas são obras de craques da MPB. Publico-as na página, deixando o registro para a posteridade. Divido este tesouro, cem por cento brasileiro, com os andantes que pelo blog vagueiam. Aplausos para os nossos cantadores. Cambada de cabras da peste. Puro heave metal, como diria o maestro soberano Antônio Carlos Jobim. O Brasil que o Brasil não conhece era o slogan de abertura das chamadas da novela. E não conhece mesmo.

Xangai

Sobre Xangai, encontrei ainda a riqueza a seguir, escrita por Elomar, outro grande nome do cancioneiro nordestino.

“Xangai, um cantor, um artista, um menestrel, um dos maiores poucos gatos pingados e tresloucados sonhadores-de-mãos-sangrentas-contrapontas-afiadas inimigas. Remanescente que teima guardar a moribunda alma desta terra. Que também vai se atropelando contra a multidão de astros constelados que fulgurantes espargem luz negra dos céus dos que buscam a luz. Lá vai ele recalcitrante e contumaz cavaleiro, perdulário da bem querência que deixa a índole dissoluta de um pobre povo que habita o espaço rico de uma pátria que ainda não nasceu (…)”

Casa dos Carneiros, minguante de maio de 1991

Elomar Figueira Mello

Publico também o site oficial de Elomar para todos os brasileiros. Um gênio chamado por Vinícius de Moraes de o Príncipe da Caatinga.

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Loreena McKennitt para todos

novembro 20, 2009

Fotos Web 

 

Eu tinha 20 anos quando ouvi Loreena McKennitt pela primeira vez. A época era de transformações para mim, em vários sentidos. Lembro-me, hoje, do quão emblemático foi estar em contato mais íntimo com Florianópolis. Recém-chegados à ilha – dois anos depois retornei a Porto Alegre –, morávamos eu e minha família em apartamento com amplas aberturas. Por elas o dia entrava intenso, ora voluptuoso, ora introspectivo. Divino. Todas as janelas frontais ofereciam uma vista espetacular da Baía Norte. O mar sempre me trouxe múltiplas sensações. Enxergo-o forte, tempestuoso, e, ao mesmo tempo, apaziguado, terno. A mistura causa em mim o que chamo de indescritível. Não me lembro de nada que me deixe absolutamente sem palavras, tão entregue, tão pequena grandiosa. Não é à toa que chamamos a Terra de Planeta Água. Os oceanos são os senhores de nossa História. Em sua imensidão repousa silencioso o nosso princípio e dela brotará com veemência a nossa extinção. A dinâmica da vida tem neles a sua mais significativa referência. Sinto-me privilegiada por ter o mar próximo, tocável, visível. Cresci afastada dele, mas jamais distante. Nasci em uma cidade litorânea e parte de minhas cinzas, um dia, será jogada em águas marinhas. Se Deus existe, e acredito que sim, ele se apresenta aos olhos da humanidade por meio deste Rei felino e apaixonado.

Era final de tarde chuvosa, cinzenta, enevoada. A meia luz cobria a atmosfera e os ânimos da cidade. Sentia-me muito bem, estava a trabalhar em algum exercício para o cursinho, não recordo ao certo, quando a música invadiu o ar e me chamou a atenção de forma instantânea. Era Loreena McKennitt. Com o toque em um botão, o álbum The Visit seguiu caminho por tempo que, agora, não saberia precisar. Não importa. As primeiras notas logo me tomaram o pensamento, abandonei o que estava fazendo e caminhei em direção à sala. Lá estava o meu irmão, Cristiano, sentado em uma berger ao lado da janela, quieto, absorvido pela música, vidrado na paisagem. Com a minha chegada, ele começou a contar sobre a cantora e compositora canadense, pianista, harpista, de origem celta e dona de uma sonoridade fora do comum. Mostrou-me o álbum, o encarte do cd, as fotos e as letras, entrou em detalhes; enfim, colocou-me a par de tudo o que eu precisava saber a respeito do que ouvia ao fundo. Meu irmão sempre teve o dom de capturar informações mil sobre assuntos relevantes. Não é por outra razão que se tornou um excelente historiador, além de um homem de muito bom gosto.

Foi uma experiência única. Desde então ouço Loreena McKennitt, sempre por intermédio do Naninho, que foi adquirindo um álbum depois do outro. Todos excelentes! Um em particular, atraiu-me primeiro pela qualidade das canções, como esperado, depois pelo relato que ela, a compositora, fez sobre a viagem que havia empreendido em busca de suas raízes. Sem querer terminou em um trem rumo à Sibéria e quando deu por si estava em Istambul. No encarte de The Book of Secrets há um verdadeiro diário desta jornada. Cada palavra me transportou para longe, trouxe-me impressões diversas das culturas, pessoas, dos lugares, países pelos quais passou. Lembro-me de um trecho, o qual trago bem guardado, em que ela fala sobre a experiência de viajar, de como esta se revela enriquecedora e extraordinária, de como se manifestam as sensações no decorrer do caminho, nos meandros do trajeto, da importância de nos deixarmos levar pelos acontecimentos para que possamos nos perder para nos encontrar, rompendo assim barreiras que jamais imaginávamos que existissem dentro e fora de nós mesmos. Loreena entrega ao público por meio dos escritos um pouco do que experimentou estrada afora, complementando o contexto de sua obra musical a partir do que viveu neste momento específico de sua história pessoal e carreira.

Há algumas semanas, senti-me surpresa ao escutar Loreena em pleno horário nobre da televisão brasileira. Confesso que foi a primeira vez que a ouvi em uma novela transmitida pela Rede Globo. Ôpa! Ocorreu-me que tal feito só poderia ter as mãos de Jayme Monjardim, diretor do núcleo de Viver a Vida. Pelo pouco que acompanhei de sua carreira, tenho como evidente o fato dele ter gosto apurado, sensibilidade e excelência em trazer técnicas do cinema para a televisão, consciente do quanto isso amplia no telespectador o conhecimento sobre cultura clássica e erudita, cujo grau de informação é acessível, na maior parte das vezes, a poucos. Admirável a postura de Monjardim por não subestimar a inteligência e o grande potencial do povo brasileiro, capaz de absorver um leque amplo de dados e elementos independente de serem mais elaborados. Outro ponto para o diretor, que mostra com clareza o quão estúpido e paralisante é o preconceito e o estado padrão.

Com prazer publico na página o clipe de uma versão ao vivo da canção Dante’s Prayer. Na introdução do vídeo, a artista comenta um pouco sobre a sua a viagem, a leitura da obra de Dante Alighieri – que teve influência direta na composição das músicas que integram o álbum –, e a marca que a experiência deixou em sua vida. A canção é parte da trilha sonora da novela Viver a Vida. Muito bom saber que o nosso telespectador tem a oportunidade de conhecer Loreena McKennitt e sua obra musical, de grande valor para a contemporaneidade.

 

 

Dante’s Prayer, by Loreena McKennitt

When the dark wood fell before me
And all the paths were overgrown
When the priests of pride say there is no other way
I tilled the sorrows of stone

I did not believe because I could not see
Though you came to me in the night
When the dawn seemed forever lost
You showed me your love in the light of the stars

Cast your eyes on the ocean
Cast your soul to the sea
When the dark night seems endless
Please remember me

Then the mountain fell before me
By the deep well of desire
From the fountain of forgiveness
Beyond the ice and the fire

Cast your eyes on the ocean
Cast your soul to the sea
When the dark night seems endless
Please remember me

Though we share this humble path, alone
How fragile is the heart
Oh give these clay feet wings to fly
To touch the face of the stars

Breathe life into this feeble heart
Lift this mortal veil of fear
Take these crumbled hopes, etched with tears
We’ll rise above these earthly cares

Cast your eyes on the ocean
Cast your soul to the sea
When the dark night seems endless
Please remember me…

pantanal41Fotos Divulgação

Pantanal, a saga que atravessa gerações; “Pantanal” é o triunfo da simplicidade; Pantanal bate recorde de audiência em sua estreia no SBT; são incontáveis as chamadas que alavancam publicações a respeito da novela que revolucionou a televisão brasileira. A Revista Veja abriu a matéria de capa de 9 de maio de 1990 com o texto a seguir:

“Algo de extraordinário está acontecendo na televisão brasileira, e não se trata da estreia de uma nova emissora ou da entrada no ar de um programa revolucionário. A programação das redes continua se apoiando no tripé básico de novelas, telejornalismo e filmes. A grande mudança está acontecendo na frente dos aparelhos de televisão. Na medida em que o tempo passa, fica cada vez mais claro que a novela Pantanal, apresentada pela Rede Manchete, às 9 e meia da noite, de segunda-feira a sábado, caiu definitivamente nas graças do público. Nos últimos índices de audiência disponíveis do Ibope, nos horários de melhor desempenho Pantanal bate sistematicamente os programas da Rede Globo.”pantanal_jumajove2

Extraordinário é o adjetivo para qualificar a produção, fenômeno absoluto da teledramaturgia nacional. A novela foi originalmente exibida pela extinta Rede Manchete, em 1990, e reapresentada em 1991, 1998 e 2008, desta vez pelo SBT após surpreendente jogo de marketing de Sílvio Santos. A reprise causou rebordosa, indignação e revolta nos bastidores da Rede Globo, que entrou na justiça contra o SBT sob a alegação de ter adquirido os direitos autorais de Pantanal em 2006.

A emissora de Roberto Marinho pretendia o que quando decidiu comprar os diretos sobre a obra de Benedito Ruy Barbosa? Guardar a relíquia – afinal, trata-se da história da televisão brasileira? Sugerir ao autor que produzisse um remake à altura? Para tal história, não há remake , pois certos momentos emocionais são únicos. Qualquer uma das finalidades globais desvirtuaria o objetivo da obra, o de se tornar eterna. Aquilo que conquista certo grau de referência no inconsciente coletivo extrapola planejamento e ponderações.

pantanal51A Rede Globo, portanto, pecou em dobro ao decidir comprar os direitos autorais de Pantanal com a falsa crença de que a situação estaria sob controle. Nos anos oitenta, a emissora carimbou a inviabilidade da novela, considerando a história mirabolante e engavetando a mesma por cerca de oito anos. Após dezoito anos desde o seu lançamento, a novela foi ao ar mais uma vez. O folhetim se impõe ao tempo e a determinações. Quem saiu ganhando foi o público, que recebeu do SBT um belo presente.

Pantanal foi trazida à tela pelas mãos de Jayme Monjardim, diretor geral da emissora dos Bloch na época. O universo de Benedito Ruy Barbosa arrebatou o telespectador, habituado com enredos urbanos, cenas curtas e cortes rápidos. Gravada no Pantanal Mato Grossense, até então jamais explorado pela teledramaturgia, a pantanal13novela somou diversos fatores para romper tantas barreiras. O elenco de primeira grandeza, a direção impecável de Monjardim, os destacados trabalhos de fotografia e sonoplastia, entre outros atributos deram o suporte que levou Pantanal ao topo da disputa pela audiência com significativos 40 e tantos pontos no Ibope, número que manteve até a transmissão do último capítulo.

A trilha sonora, uma das mais refinadas já organizadas, reuniu músicos como Marcus Viana & O Sagrado Coração da Terra, Almir Sater, Maria Bethânia, Sá & Guarabyra, Ivan Lins, Cláudio Nucci, Sérgio Reis, João Bosco, Robertinho do Recife, Leo Gandelman e Renato Teixeira. Entre os atores que integraram o elenco da novela estão Cláudio Marzo, Marcos Winter e Cristiana Oliveira – de química perfeita nos papéis principais –, Marcos Palmeira, Cássia Kiss, Paulo Gorgulho, Ingra Liberato, José de Abreu, Jofre Soares, Luciene Adami, Rosamaria Murtinho, Ângelo Antônio, Antônio Petrin, Ângela Leal, Jussara Freire, Natália Thimberg, Rômulo Arantes, Sérgio Britto, Kito Junqueira, Rubens Corrêa e Tarcísio Filho, além das muito bem encaixadas participações dos músicos Almir Sater e Sérgio Reis.

“Esta foi a primeira, e por enquanto a única telenovela, desde a falência da TV Tupi em 1980, a conseguir a proeza de pantanal72ultrapassar a audiência da Globo.  O avassalador sucesso da trama rural pôs a emissora de Adolpho Bloch de vez entre as grandes produtoras de telenovelas da América Latina.” Tanto que rendeu inclusive estudos acadêmicos. O livro Pantanal – A Reinvenção da Telenovela, de Arlindo Machado (USP e PUC/SP) e Beatriz Becker (UFRJ), publicado em novembro do ano passado, expõe, entre outras, a ideia de que o folhetim, diante da urbanização acelerada, do consumo e da fragmentação, funcionou outra vez como resgate de identidade e valores que estão pedidos. “Pantanal entrou no ar 11 dias depois que Fernando Collor confiscou a poupança dos brasileiros. Agora, em reprise, sem Collor e, por coincidência, em tempos de crise financeira, ainda precisamos reaprender a viver com outras referências que não só o dinheiro, o consumo, a poupança e a aposentadoria”, afirmou Beatriz em entrevista a Folha de São Paulo.

pantanal8Outro aspecto histórico relevante foi que Pantanal estreou no Ano Internacional do Meio Ambiente, antecipando a Conferência Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada dois anos depois, no Rio de Janeiro. “Naquele momento, a ecologia ultrapassou os discursos da elite e invadiu a alma dos brasileiros. O Brasil rural que se escondia nos programas de música sertaneja nas manhãs de domingo integrou-se ao cotidiano das grandes cidades. Pantanal revelou uma nova linguagem e mostrou cenas de amor e sexo recheadas de um erotismo lírico nunca visto na telinha. O nu virou notícia, mas não explicou a magia das imagens e dos personagens míticos que se misturavam com a natureza num paraíso selvagem onde era possível haver equilíbrio e serenidade”, esclarecem os autores da publicação.

O poder avassalador de Pantanal é visível. A obra mudou o rumo da teledramaturgia no país. Trouxe à tona, pela primeira vez em telenovelas, a importância fundamental da relação entre o homem e a natureza. Temas como o desmatamento, a caça predatória, a poluição das águas e a ocupação irregular sobre as matas de encosta foram amplamente debatidos entre os personagens. “Que novela se deu ao luxo de dedicar tanto tempo à fauna e flora, sem diálogos, só com trilha sonora de fundo, e sem despencar no Ibope?”, questionou um repórter do Estadão em entrevista com Jayme Monjardim.  O diretor respondeu sem titubear – “era para ser assim: Pantanal é cativante, popular e humana”.

Eu tinha 13 anos quando a novela foi ao ar, em 1990. Hoje, tenho 32 e constato que após quase duas décadas, pantanal61Pantanal continua atual.

Para mim, a frase com que Benedito Ruy Barbosa encerra o último capítulo da trama segue rumo em disparada. Um erro que a humanidade está tentando corrigir, uma ferida que o planeta precisa cicatrizar: “O homem é o único animal que cospe na água que bebe. O homem é o único animal que mata para não comer. O homem é o único animal que corta a árvore que lhe dá sombra e frutos. Por isso, está se condenando à morte… (palavras do Velho do Rio, meu pai)”.

Fiz uma pequena seleção de vídeos sobre a novela para publicar na página. Entre eles estão Estrela Natureza, a música da trilha sonora que eu mais gosto (a canção foi composta pela dupla Sá & Guarabyra); o vídeo que durante a pesquisa encontrei e achei fantástico (o artista plástico EDUdasAGUAS transformou cenas da novela em uma sequência de quadros); e a última cena de Pantanal.

ESTRELA NATUREZA

Sá & Guarabyra

Estrela natureza precisamos demais
Te ter sempre por perto
Na calma e santa paz
Nos morros e nos campos
No sol e no sereno
Zelando por florestas
Cuidando dos animais
Mulher, e Mãe de todos
O que será de nós
Se a força do inimigo,
Calar a tua voz
Que sai dos passarinhos
Dos mares e dos rios
Dos vales preguiçosos
Dos velhos pantanais.


Cenas em pintura


Última cena