Florianópolis

Com a finalidade de chamar a atenção para ações que visam a conservar a natureza, publico no blog um material que apresenta ao leitor a Estação Ecológica (ESEC) de Carijós. O acervo de fotos da mostra Os Ciclos da Vida foi exposto em locais estratégicos de Florianópolis, levando ao conhecimento da sociedade o trabalho desenvolvido pela ESEC em parceria com o Instituto Carijós Pró-Conservação da Natureza (IC), ONG que há mais de uma década desenvolve projetos socioambientais na capital catarinense e em Unidades de Conservação situadas no litoral do Estado.

Na época de publicação da reportagem que segue abaixo, eu trabalhava como assessora de comunicação do IC. Tive a oportunidade de acompanhar e participar das atividades promovidas pela instituição. Foi uma experiência fantástica. Abraçar a causa e levantar a bandeira por um mundo melhor e mais verde me trouxe um aprendizado único e especial.

Pude vivenciar cada passo dado diariamente pela equipe do Instituto Carijós, que com afinco e profissionalismo, transforma o sonho em realidade, entregando-se e levando para milhares de pessoas um exemplo de vida e uma mensagem consciente de que juntos podemos fazer do planeta um verdadeiro lar. A palavra lar é abrangente e dá a quem a conhece intimamente a certeza do pertencimento. Sinto-me privilegiada por ter estado ao lado de tanta gente nesta luta incansável e fundamental.

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Fotos Anselmo Malagoli

* Matéria publicada originalmente na versão impressa do Cacarijós nº 13 – Informativo do Instituto Carijós Pró-Conservação da Natureza, em janeiro de 201o.

EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA OS CICLOS DA VIDA CONQUISTA A ILHA DE SANTA CATARINA

Mostra atrai o olhar da sociedade para a importância de conservar os ecossistemas regionais

Inaugurada em agosto de 2008, a Exposição Fotográfica Itinerante Os Ciclos da Vida completou, em novembro, 15 meses de sucesso percorrendo diversos locais da capital, entre eles a Reitoria e a Biblioteca da UFSC, o Beiramar Shopping, a Estação 261 Bar e Restaurante, em Jurerê Internacional, o Centro Administrativo do Estado de Santa Catarina e a loja Supercenter Beira Mar da rede de supermercados Angeloni. Com objetivo de divulgar a Estação Ecológica (ESEC) de Carijós para todos os setores da sociedade, a mostra constitui uma ferramenta importante de comunicação do trabalho desenvolvido nesta Unidade de Conservação (UC).

Segundo Deisiane Delfino, geógrafa e coordenadora geral do IC, a principal meta é atingir públicos de todas as idades e origens. Três painéis com 43 fotos selecionadas retratam as belezas e os encantos da fauna e da flora da ESEC Carijós sob o olhar do fotógrafo Anselmo Malagoli. Imagens belíssimas do mais complexo ecossistema do planeta – o rastro do jacaré-de-papo-amarelo, os emaranhados das raízes dos mangues, as cores vivas dos caranguejos e a diversidade de pássaros – fazem parte do acervo.

Deisiane esclarece que a mostra ajudou também a divulgar o trabalho realizado pelo Instituto Carijós no entorno da Unidade. “Houve um aumento da procura por vagas de trabalho e de estágio na ONG, além de ser nítido o reconhecimento de nossos projetos pelas pessoas”, afirma.

O Instituto Carijós atua no desenvolvimento de projetos socioambientais há uma década em Florianópolis. “A partir de janeiro de 2010, pretendemos reformular a estrutura da exposição para que ela retome o seu itinerário”, comenta a geógrafa.

Localizada nas Bacias Hidrográficas do Rio Ratones e do Saco Grande, a noroeste da Ilha, a ESEC Carijós é uma UC federal criada em 20 de julho de 1987. Sua área de 7,12 km² abriga inúmeras espécies vegetais e animais de manguezal e restinga: o capim praturá, o caranguejo, a lontra, o marisco, a ostra e mais de 110 espécies de aves. As ações do Instituto contemplam o monitoramento, a pesquisa científica, a educação ambiental e a mobilização de toda a comunidade do entorno da Estação.

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Para maiores informações sobre o Instituto Carijós Pró-Conservação da Natureza, acesse o site www.institutocarijos.org.br

Pesquisa científica teve a participação de pescadores e moradores do bairro de Ratones

Pesquisa científica teve a participação de pescadores e moradores do bairro de Ratones

O projeto Nosso rio tá pra peixe, desenvolvido de setembro de 2006 a agosto de 2008 pelo Instituto Carijós (IC) Pró-Conservação da Natureza, surgiu de um antigo questionamento da comunidade de Ratones sobre a efetividade do trabalho da Estação Ecológica (ESEC) de Carijós na conservação do recurso pesqueiro da região. A pesquisa apurou o conhecimento local dos peixes, das condições da bacia hidrográfica e da pesca, além da coleta de campo em áreas dentro e fora da estação.

De acordo com a bióloga Marília Medina Pupo, coordenadora do projeto, os principais problemas são o assoreamento e o depósito de matéria orgânica no curso do rio. “Revitalizá-lo é resolver o problema na base.” Para isso será necessária a recomposição da mata ciliar, a implantação de saneamento básico, a reabertura do Poço das Pedras (trecho do leito original do rio Ratones interrompido pela SC 402) e a revitalização das nascentes.

O plano de ação participativo, traçado a partir da pesquisa, visa a envolver a comunidade na conservação do recurso pesqueiro local. Uma cartilha de linguagem simples elaborada por Marília contribui para aproximar o processo científico da comunidade. Outro resultado do trabalho foi o vídeo Rio Vivo, Rio Morto, uma iniciativa das Associações de Moradores e de Pescadores de Ratones, que relata o projeto na voz dos próprios pescadores.

O Seminário de Orientação do Processo de Revitalização do Rio Ratones, realizado em 19 de maio, tomou forma durante as reuniões comunitárias do projeto, lembra Flávio de Mori, presidente da Associação de Moradores de Ratones (Amora). O evento teve o apoio da prefeitura de Florianópolis, do Instituto Carijós e da Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR) da Grande Florianópolis. O saber da população integrou-se ao conhecimento científico de uma equipe de 11 instituições que desenvolvem ações na área da bacia, entre as quais a UFSC, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Fundação do Meio Ambiente (FATMA).

Cinco planos estratégicos deverão ser estruturados até 20 de agosto em um trabalho conjunto entre a Amora, a Associação de Pescadores do Rio Ratones e o Instituto Carijós.

Planos estratégicos do seminário

1. Promover o desassoreamento do Rio Ratones;

2. Reduzir o nível de poluição na Bacia Hidrográfica do Rio Ratones;

3. Promover a proteção do solo na área da bacia hidrográfica do Rio Ratones;

4. Desenvolver processo integrado de educação ambiental na bacia do Rio Ratones;

5. Criar mecanismos e instrumentos de gestão e de controle social da bacia do Rio Ratones;

Crédito de foto: Marília Medina Pupo

Texto originalmente publicado no Cacarijós, informativo eletrônico do Instituto Carijós (IC).

Texto: Luisa Frey (estagiária de comunicação do IC)

Edição: Carolina Pinheiro

Cerca de 20 estudantes participaram de clean up inédito realizado em área que abrange a ESEC Carijós na Bacia Hidrográfica de Ratones

Cerca de 20 estudantes participaram de clean up inédito realizado em área que abrange a ESEC Carijós na Bacia Hidrográfica de Ratones

A Estação Ecológica de Carijós promoveu, pela primeira vez em Florianópolis, um clean up na Bacia Hidrográfica de Ratones. A atividade envolveu profissionais especializados e convidados, os quais realizaram, das 8h às 14h desta sexta-feira, 27 de março, a limpeza do rio Ratones na área que compreende a estação. Dois grupos partiram (por terra e por água) de um canal do rio e do Pontal da Daniela em busca de resíduos sólidos despejados diariamente nas águas. A iniciativa visou à sensibilização da sociedade para a preservação do meio ambiente. O ato contou com a participação do Instituto Carijós Pró-Conservação da Natureza e dos calouros do curso de biologia da UFSC.

Nos últimos 50 anos, a contaminação dos ecossistemas marinho e costeiro pelo lixo se intensificou a ponto de se transformar em uma das maiores ameaças à vida da fauna e da flora litorâneas. Segundo Marcelo Kammers, analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, a quantidade de detrito encontrada na região é alarmante. “Já vimos de latas e garrafas de vidro a móveis e utensílios domésticos como sofás e televisões. Durante a atividade, colhemos cerca de 30 sacos de lixo”, afirma. “Quando um cidadão joga um papel de bala enquanto caminha na Avenida Beira Mar Norte, ele não imagina que esta ação pode ocasionar uma reação no manguezal de Ratones”, exemplifica Roberta Alencar, geógrafa e técnica ambiental do Instituto Carijós.

Estudos comprovam que inúmeras espécies que habitam a região costeira ingerem algum tipo de fragmento não degradável trazido pelas correntes. A mortandade entre as ameaçadas de extinção cresce a cada ano. Embarcações de pesca e de lazer despejam uma quantidade significativa de lixo no mar. O acúmulo de detritos causa danos também aos seres humanos. O setor turístico sofre restrições pelo impacto sobre o valor cênico e o potencial recreativo dos locais contaminados; o uso das águas para a navegação é prejudicado pelo enredamento de resíduos em hélices de embarcações; a saúde das pessoas é comprometida pela poluição e pelo surgimento de focos de doenças como a dengue. Pneus se transformam em depósitos de ovos do Aedes aegypti.

Países do mundo inteiro, baseados em pesquisas e aparatos legais, mobilizam-se na luta pela conscientização da sociedade em prol da qualidade da água, a principal fonte para a manutenção da vida no planeta. Apoena Calixto Figueirôa, analista ambiental e chefe da ESEC Carijós, informa que “a meta, ao estabelecer a ocorrência semestral do evento, é o alcance de bons resultados no que diz respeito à educação ambiental e à divulgação do trabalho”.


(Crédito de foto: Arquivo ICMBio)

O Instituto Carijós Pró-Conservação da Natureza reforçou o seu comprometimento com a comunidade. A equipe promoveu uma eleição fictícia para mostrar às crianças das escolas em que o IC atua qual a importância de votar com responsabilidade, fazendo-as entender como funciona o processo eleitoral e despertando nelas o espírito de cidadania. A atividade fez parte do projeto Olho Mágico, desenvolvido pelo Instituto Carijós nos colégios situados no entorno da Estação Ecológica de Carijós. Na ocasião, alunos da 4ª série da escola Marcolino José de Lima escolheram entre três ‘candidatos’ do folclore brasileiro: Iara, Saci Pererê e Curupira.

A idéia de abordar o tema Eleições com os alunos surgiu durante a etapa do projeto “Construindo” um novo bairro. Em uma das tarefas previstas, as crianças ‘escreveram’ uma carta ao governo municipal com pedidos de melhorias para o bairro onde moram. “A atividade não constava na programação do projeto. Ela apareceu da necessidade de trabalhar o assunto com as crianças. Estamos em época eleitoral e um dos candidatos pertence à comunidade das turmas”, afirma Flávia Martins, estudante de biologia da UFSC e estagiária de educação ambiental do Instituto Carijós.

carijos-eleicao-09-2008-0171Apresentação do personagem ‘candidato’ Saci Pererê

A atividade foi realizada em parceria com a professora da classe. Em encenação, cada candidato apresentou as suas propostas para o bairro de acordo com as características do seu personagem. A Iara – conhecida por iludir as pessoas – possuía um plano de governo desenvolvimentista com a construção de shoppings, prédios e indústrias somada a garantia de emprego para todos. O Saci Pererê – com fama de levar tudo na brincadeira – prometeu projetar parques, campos de futebol e áreas de lazer. Não apresentou, entretanto, proposta relevante. O Curupira – grande defensor das matas e florestas – expôs uma preocupação com o meio ambiente e abordou temas como saneamento básico, saúde e educação.

O candidato eleito pelas crianças foi o Curupira, com 80% dos votos. Após a divulgação do resultado, a equipe do Instituto Carijós analisou com o grupo os prós e os contras das propostas de cada candidato. Durante o processo, também foram discutidos conceitos como plano de governo, voto secreto, boca de urna, compra e venda de votos e justificativa de voto.

carijos-eleicao-09-2008-0261 Atividade estimula as crianças a exercitar a cidadania

Bom termo

agosto 26, 2008

Da esquerda para direita: Marina Cañas Martins, Guilherme Betiollo, Débora Lehmann, Ulisses Munarim e Cristiane Galhardo Biazin

A cerimônia de assinatura do Termo de Cooperação do Instituto Carijós Pró-Conservação da Natureza (IC) e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) – realizada no dia 22 de agosto de 2008, no salão nobre da superintendência do IPHAN – selou uma relação bem sucedida de dois anos. A solenidade tornou oficial o trabalho desenvolvido nas escolas públicas do entorno da Estação Ecológica de Carijós, no Norte da Ilha, com a participação de profissionais do IPHAN em atividades dentro e fora de sala de aula. “Agregamos o conhecimento sobre a importância da valorização do patrimônio histórico ao projeto de educação ambiental que empreendemos nas escolas da capital”, afirma Débora Lehmann, presidente do IC.

Por meio do projeto Olho Mágico – um dos carros-chefe do Instituto Carijós – as crianças passam a conhecer de forma íntima o seu bairro, a sua realidade e o seu ambiente. A inclusão de temas referentes ao patrimônio histórico e artístico nestas atividades as estimula a descobrir na prática o significado de patrimônio e por que é necessário preservá-lo.

O IPHAN e o Instituto Carijós integram o grupo gestor da Praia do Forte, responsável pelas discussões e buscas de resoluções para os problemas da região. A oficialização da parceria “contribui para a evolução do trabalho e para o aprimoramento do processo educacional do Instituto”, comenta Débora.

Segundo Cristiane Galhardo Biazin, arquiteta e urbanista do IPHAN, a união do conhecimento ambiental com o patrimonial nas atividades educacionais é de grande importância. “As pessoas só passarão a valorizar o patrimônio que elas e o município possuem no momento em que conhecerem o assunto. A educação é a melhor ferramenta para a tomada desta consciência”, diz.

Instituto Carijós Pró-Conservação da Natureza
(48) 3282-9337
http://www.institutocarijos.org.br
 
 

Os Ciclos da Vida

agosto 26, 2008

O Instituto Carijós Pró-Conservação da Natureza em parceria com a Estação Ecológica de Carijós convida para:

EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA “Os Ciclos da Vida”

* 01 a 05 de setembro Hall da Reitoria da UFSC    * 06 a 19 de setembro Biblioteca Central da UFSC

A exposição fotográfica itinerante “Os Ciclos da Vida” estará aberta ao público a partir do dia 01 de setembro de 2008, no hall da Reitoria da UFSC. A mostra revela os encantos da fauna e flora da Estação Ecológica de Carijós sob o olhar do fotógrafo Anselmo Malagoli. O acervo conta com imagens belíssimas do mais impressionante ecossistema do planeta. O rastro do jacaré-do-papo-amarelo se soma ao emaranhado de raízes dos mangues em um cenário deslumbrante.

O Instituto Carijós – uma ong que trabalha em prol da conservação da natureza por meio da gestão participativa da ESEC – atua no desenvolvimento de projetos sócio-ambientais há quase uma década em Florianópolis. O trabalho é realizado em parceria com Unidades de Conservação Federal, tais como a Estação Ecológica de Carijós, hoje administrada pelo ICMBio, e as APAs de Anhatomirim e da Baleia Franca.

Localizada nas Bacias Hidrográficas do Rio Ratones e do Saco Grande, a noroeste da capital, a ESEC abriga inúmeras espécies vegetais e animais de manguezal e restinga, entre elas o capim praturá, o caranguejo, a lontra, o marisco, a ostra e mais de 110 espécies de aves.

As ações do Instituto contemplam o monitoramento, a pesquisa científica, a educação ambiental e a mobilização de toda a comunidade do entorno da ESEC. O programa tem como base o Plano de Manejo da Estação, cujo objetivo é gerir a Estação Ecológica e seus recursos naturais de forma sustentável e amenizar a ocupação do solo, que acontece de forma acelerada na região.

A exposição fotográfica “Os Ciclos da Vida” é mais uma oportunidade de fortalecimento do trabalho que há nove anos envolve comunidade, equipe, colaboradores e parceiros.