Brasil:”nunca mais”

abril 19, 2016

Foto Web Cartum Laerte

 

Laerte

Nunca pensei que fosse viver para assistir a um espetáculo de horrores como o destes dias atuais. Um gangster liderando uma casa de canalhas em prol do impeachment de uma presidente honesta. Poderia dizer que é só no Brasil, mas não. Parece-me que a verdade tem proporções abissais. O golpe em curso traz consigo o poder dilacerante de um sistema que sangra a humanidade ao mesmo tempo que reflete a sua face com a precisão de uma bala. O olhar vidrado de narciso é poeira rala nesta estrada de morte anunciada. Quem diria que na rabeira de 17 de abril, sem forças, palavras ou perspectiva, eu encerraria os trabalhos com uma frase de bandido? Não a proferiu em ato falho. Ele sabia exatamente os o ques e por ques de bailar sobre o precipício galhofando de todos nós. “Que Deus tenha misericórdia dessa nação.”

 

votação impeachment

 Câmara dos Deputados vota impeachment de Dilma Rousseff

 

 

 

As chuvas voltaram

janeiro 18, 2011

Crédito de foto: O Estado de S. Paulo

“Precisa-se averiguar para saber onde foi que as autoridades erraram. Houve tempo de avisar as pessoas e ninguém avisou ninguém, houve tempo de evitar tantas mortes.” Daniel Jobim, neto do maestro Antônio Carlos Jobim, em depoimento dias após a casa de veraneio de seu avô – localizada em São José do Vale do Rio Preto – ter sido arrasada pela enchente que devastou a região serrana do Rio de Janeiro.

Mais um ano se passou sem que providência fosse tomada. As chuvas voltaram, como de costume no verão, e novo dilúvio atingiu Estados do nordeste e sudeste brasileiro. O caso mais grave ocorreu na madrugada do dia 12 de janeiro de 2011. Após curto período de precipitação intensa, uma enxurrada de lama desceu inúmeros morros abaixo, deixando por onde passou um rastro de destruição e morte. Cerca de cinco municípios fluminenses foram engolidos pela força das águas. As imagens de ruína e o número de mortos, mais de 600 até a manhã de hoje, revelam o maior desastre natural da história do Brasil.

– Nunca antes na história deste País?

Nunca se viu tamanho descaso para com as necessidades reais do povo. De que adianta promover um mega programa habitacional – com proporções inigualáveis se comparadas a ações anteriores – se, ao mesmo tempo, não há princípio ou braço do governo que impeça a proliferação de construções irregulares em áreas de risco? A lei vigente proíbe a ocupação de encostas com mais de 45 graus de inclinação, mas há fiscalização? A culpa é de pessoas ignorantes, mal educadas, irresponsáveis? Não.

Na Austrália foi constatado o maior volume pluviométrico da temporada. Choveu, em localidades como Queensland, pelo menos 100 mm a mais do que no Rio de Janeiro. A diferença? Entre as ações preventivas implantadas pelas autoridades australianas está a retirada antecipada dos habitantes de áreas que serão alagadas. Por que lá e não cá? Falta de verba? Não. Só com a arrecadação de impostos, o governo teria fôlego de sobra para o desenvolvimento de projetos com alto poder de alcance.

O que falta então? Ontem, em um dos noticiários da televisão, uma moradora que havia perdido tudo (menos a sua vida e a de seus parentes: uma vitoriosa, por mais paradoxal que seja a afirmação), relatou que a população assiste ao mesmo espetáculo ano após ano. “Só mudam os personagens, mas o cenário é o mesmo”, disse em declaração a uma repórter.

Falta vontade política, empenho de nossos governantes, envolvimento conjunto dos poderes em prol de metas efetivas que visem à solução do problema. A presidente Dilma Rousseff apresentou-se ao País de forma devida, cumprindo, que fique claro, com a sua obrigação. A líder suprema da nação tomou frente e colocou alguns pingos nos is, enfatizando, por exemplo, a necessidade de haver um trabalho coeso entre prefeituras, governos estaduais e União na busca pelo desfecho satisfatório da situação. Entretanto, a sua postura só terá valor prático e digno de um olhar aprovável e respeitoso se, e somente se, as deliberações entre políticos se transformem em realidade.

O que se entende por ‘final feliz’ tem a ver com um direito do cidadão. Pensar em algo positivo depois de famílias terem sido exterminadas com as chuvas de anos a fio exige esforço. A questão pede urgência. O povo não pode mais esperar. Quantas vidas valem a morosidade do Estado? Está na hora de ser dado um basta na paralisia do poder público, pois se as autoridades fecharem novamente os olhos para o problema, em 2012, as chuvas voltarão, como de costume, e haverá nova lista de mortos em algum lugar do mapa brasileiro.

Código Florestal

Uma matéria publicada ontem no Caderno Cotidiano da Folha de S. Paulo emplacou o seguinte título: “Revisão do Código Florestal pode legalizar área de risco e ampliar chance de tragédia.” Abordei no post Meio Ambiente – de 5 de agosto de 2010 –, a questão referente às alterações sugeridas pelo novo Código Florestal Brasileiro, em trâmite no Congresso. A proposta, a qual deixa de considerar topos de morro como áreas de preservação permanente, liberando a construção de habitações em encostas, já foi aprovada por uma comissão especial e deve ser votada em março. Entre os ditos e não ditos que envolvem o imbróglio, resta aos estupefatos afirmar que este, por razões óbvias, este é o caminho errado.

Papel da imprensa

Cabe à imprensa cobrir os fatos de forma direta e crítica, abrindo espaço para a discussão das causas da tragédia. O debate sobre o tema é fundamental para que a população tome conhecimento de seus direitos. Análises profundas de especialistas apontam para o maior responsável pelas centenas de mortes: o Estado. A maioria dos veículos de comunicação do Brasil trabalhou o viés sensacionalista da enxurrada. A abordagem simplista desvirtua a informação e presta um desserviço à nação.

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Maiores informações sobre como ajudar as vítimas da enxurrada na região serrana do RJ aqui.

Imagem da Semana

janeiro 5, 2011

Luiz Inácio Lula da Silva passa a faixa presidencial para Dilma Rousseff

Dilma e a Fé Cristã

outubro 10, 2010

Eleições 2010 no dia 10/10/10

Charges Web

 

Como ainda posso me surpreender com o nível reles de campanhas eleitorais no Brasil? O que vejo se espalhar diariamente pelos veículos de comunicação aberta ou fechada de todos os segmentos é motivo de galhofa. O espetáculo de horror desarticulado promovido por determinados candidatos e sua trupe desesperada inclui parafernália de causar espanto ao coisa ruim. Mensagens publicadas aos borbotões reproduzem frases como “Ela não tem preparo”, “A petista é mal encarada”, “Candidata de Lula está envolvida com seita satânica”, “Dilma é anticristã”, “Cuidado: terrorista”, “Candidata quer implantar ditadura vermelha no País”…

Hein? Que baixaria é essa insuflada pelo tucanato? A democracia na chamada república das bananas (um dia a gente chega lá) gera entraves ao bom senso ou estamos rodeados por zombeteiros dispostos a tudo para vencer o pleito? O candidato do PSDB perdeu a linha e partiu para a ignorância. Dilma está sendo vítima de uma enxurrada de adjetivos de baixo calão em campanha tomada pelo obscurantismo.

O caroço preso no gogó da oposição é grande e difícil de engolir, afinal, foram oito anos de um governo que trouxe ao Brasil prosperidade e riqueza jamais vistas. O sucesso de Lula, um torneiro mecânico retirante nordestino, frente ao erudito “príncipe da sociologia” é uma pedra no sapato da elite brasileira. Como Davi ousou enfrentar Golias? Como se atreveu a vencê-lo? Trata-se de uma vitória esmagadora, a qual não abrirá margens para bravatas de políticos sem carisma e de índole duvidosa.

Jogo sujo depois de ter tentado montar na garupa do presidente petista não costuma levar ninguém a lugar algum. Creio que o povo brasileiro saberá diferenciar a realidade da fantasia. Lula superou FHC. Verdade seja dita: ele fez por merecer.

Meu voto é da Dilma. Entrego-o a ela com plena certeza de que a candidata, cujo projeto de governo dará continuidade a uma gestão eficiente, engajada com a causa social e muito bem sucedida. Segue abaixo o texto de Frei Betto, um dos grandes nomes da militância social no Brasil, publicado na Folha de S. Paulo dominical.

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Texto publicado originalmente no Primeiro Caderno da Folha de S. Paulo, no dia 10 de outubro de 2010.

* Frei Betto

 

Em tudo o que Dilma realizou, falou ou escreveu, jamais se encontrará uma única linha contrária aos princípios do Evangelho e da fé cristã

Conheço Dilma Rousseff desde criança. Éramos vizinhos na rua Major Lopes, em Belo Horizonte. Ela e Thereza, minha irmã, foram amigas de adolescência. Anos depois, nos encontramos no presídio Tiradentes, em São Paulo. Ex-aluna de colégio religioso, dirigido por freiras de Sion, Dilma, no cárcere, participava de orações e comentários do Evangelho. Nada tinha de “marxista ateia”. Nossos torturadores, sim, praticavam o ateísmo militante ao profanar, com violência, os templos vivos de Deus: as vítimas levadas ao pau-de-arara, ao choque elétrico, ao afogamento e à morte.

Em 2003, deu-se meu terceiro encontro com Dilma, em Brasília, nos dois anos em que participei do governo Lula. De nossa amizade, posso assegurar que não passa de campanha difamatória -diria, terrorista- acusar Dilma Rousseff de “abortista” ou contrária aos princípios evangélicos. Se um ou outro bispo critica Dilma, há que se lembrar que, por ser bispo, ninguém é dono da verdade. Nem tem o direito de julgar o foro íntimo do próximo. Dilma, como Lula, é pessoa de fé cristã, formada na Igreja Católica. Na linha do que recomenda Jesus, ela e Lula não saem por aí propalando, como fariseus, suas convicções religiosas. Preferem comprovar, por suas atitudes, que “a árvore se conhece pelos frutos”, como acentua o Evangelho.

É na coerência de suas ações, na ética de procedimentos políticos e na dedicação ao povo brasileiro que políticos como Dilma e Lula testemunham a fé que abraçam. Sobre Lula, desde as greves do ABC, espalharam horrores: se eleito, tomaria as mansões do Morumbi, em São Paulo; expropriaria fazendas e sítios produtivos; implantaria o socialismo por decreto…

Passados quase oito anos, o que vemos? Um Brasil mais justo, com menos miséria e mais distribuição de renda, sem criminalizar movimentos sociais ou privatizar o patrimônio público, respeitado internacionalmente. Até o segundo turno, nichos da oposição ao governo Lula haverão de ecoar boataria e mentiras. Mas não podem alterar a essência de uma pessoa. Em tudo o que Dilma realizou, falou ou escreveu, jamais se encontrará uma única linha contrária ao conteúdo da fé cristã e aos princípios do Evangelho.

Certa vez indagaram a Jesus quem haveria de se salvar. Ele não respondeu que seriam aqueles que vivem batendo no peito e proclamando o nome de Deus. Nem os que vão à missa ou ao culto todos os domingos. Nem quem se julga dono da doutrina cristã e se arvora em juiz de seus semelhantes. A resposta de Jesus surpreendeu: “Eu tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; estive enfermo e me visitastes; oprimido, e me libertastes…” (Mateus 25, 31-46). Jesus se colocou no lugar dos mais pobres e frisou que a salvação está ao alcance de quem, por amor, busca saciar a fome dos miseráveis, não se omite diante das opressões, procura assegurar a todos vida digna e feliz. Isso o governo Lula tem feito, segundo a opinião de 77% da população brasileira, como demonstram as pesquisas. Com certeza, Dilma, se eleita presidente, prosseguirá na mesma direção.

FREI BETTO, frade dominicano, é assessor de movimentos sociais e escritor, autor de “Um homem chamado Jesus” (Rocco), entre outros livros. Foi assessor especial da Presidência da República (2003-2004, governo Lula).

 

Eleições 2010

outubro 5, 2010

Muito bom este texto garimpado publicado no site da Casa de Cinema. Não concordo, a princípio, com as colocações de Furtado referentes a Marina, embora sejam muito bem fundamentadas. Com o resultado do 1º turno, passei a pensar na possibilidade – e ela se confirmará caso a senadora apoie o Serra, fato que a levaria a se contradizer -, da Marina ter vindo para dividir as esquerdas. Uma divisão deste porte é improdutiva em todos os sentidos. Ela se torna mais grave se ocorrer em um momento chave como o que estamos vivendo. Dentro deste contexto, a direita nunca esteve tão unida. Todos sabemos que unidade leva ao alcance da meta. Fato preocupante, mas previsível em um país que ainda elege o Tiririca.

 

Dez falsos motivos para não votar na Dilma (por Jorge Furtado)

Garupeiros

setembro 2, 2010

ELEIÇÕES 2010

O Mito e A Urna em:

O PANTHEON* DOS TRÓPICOS

A crendice popular é resultado da extraordinária capacidade humana de tentar explicar fatos ou fenômenos muitas vezes inexplicáveis. Ao percorrer o Brasil, o caminhante mais atento conhece histórias fantásticas de seres com poderes sobrenaturais de cura, morte, proteção, benzedura e atravanque. O inventário de aptidões de personagens mágicos é vasto como a imaginação fértil das gentes.

Para fazer bom uso da veia gaudéria, expandirei este palavreado brejeiro com histórias de superstição trazidas de minha meninice em terra crioula. Sabe-se que o Rio Grande do Sul é um estado de tradições arraigadas. O povo gaúcho tem com a sua terra natal um vínculo profundo. Por pagos e tertúlias se espalham os causos, sementes vivazes da identidade do povo sul-rio-grandense. As narrativas incluem as aventuras do Negrinho do Pastoreio, do Boitatá, da Salamanca do Jarau e do Angoéra. Entre as lendas gaúchas, há uma – contada por camponeses habitantes dos bosques da Serra Geral –, que diz da existência do Saci Pererê. A figura tácita de um moleque astuto costuma ser vista à noite, por caçadores ou andarilhos, sempre aos saltos ligeiros em meio a matos e picadas. Não raro, o guri pula na garupa do viajante a cavalo. O Garupa faísca pelo pasto, pondo-se ora na traseira ora na frente do animal, aos gracejos para interromper o trânsito do ginete. Age por pura pirraça com a intenção de aturdir e chamar a atenção.

Como de conhecimento geral, anedotas possuem um forte apelo maniqueísta, quesito que as torna ainda mais interessantes. Costumes estão originalmente entrelaçados à dicotomia entre bem e mal, Deus e diabo, vida e morte, certo e errado. Tendemos a enxergar os acontecimentos com um olhar analítico, sempre comprometido com determinada causa.

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Qualquer semelhança com o cenário das eleições 2010 não é mero acaso. Quem nunca ouviu falar nos garupas da política nacional? Creiam, eles existem e proliferam feito praga com uma velocidade transcendental, para não dizer risível. Houve dia que, ao folhear o jornal, deparei-me com três páginas consecutivas de um cola e descola entre candidatos de causar cólica aos beiços. O processo eleitoral se transformou em palco de comicidades. Ah! Ah! Ah!

A primeira página abria com um texto intitulado: Marina vai usar imagem de Lula em propaganda. A linha de apoio (subtítulo) da matéria trazia a frase PV exibirá os dois juntos e estuda comparar biografias no programa. Na página seguinte, surgia novo capítulo da saga: Estratégia de Serra tem ‘prazo de validade’. Abaixo, lia-se: Sob fortes críticas dos aliados, campanha do tucano pede 15 dias para avaliar êxito da tática de grudar em Lula. O pula pra cá e pra lá de Serra entre fotos do candidato ao lado de Lula e frases usadas durante o seu programa televisivo do dia 19 de agosto se esvaía aos borbotões. “Quando o Lula da Silva sair, é o Zé que eu quero lá (…). Pro Brasil seguir em frente sai o Silva e entra o Zé” foi uma das pérolas pinçadas pela imprensa em jingle da campanha psdbista . “Serra e Lula, dois homens de história, dois líderes experientes” foi outra. E assim por diante.

Na última página do Gruda-Desgruda Eleitoral­, as garupadas se espalharam por dois blocos de textos em que o candidato ao governo de Minas Gerais, Hélio Costa (PMDB), recorreu à popularidade do ex-governador Aécio Neves para se autopromover. O X do imbróglio zombeteiro ascendeu pelo simples fato de Aécio apoiar a campanha de Antonio Anastasia (PSDB), maior adversário de Costa no páreo. Aécio foi citado 14 vezes pelo peemedebista durante o seu horário eleitoral do dia anterior.

Tentativas desarticuladas de pegar carona na imagem alheia denotam desespero ou revelam descarada falta de vergonha na cara? Como Serra – que há pouco tempo proferiu frases do tipo “Acho troglodita de direita quem apóia o Ahmadinejad”, fazendo menção clara ao acordo feito pelo governo brasileiro com o Irã – pode, a esta altura do campeonato, querer colar a sua imagem a de Lula? Fala sério! Até mesmo Fernando Henrique Cardoso se mostrou insatisfeito.

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Esquecem-se todos que a garupa de Luiz Inácio já está ocupada. Dilma Rousseff pinta e borda no espaço reservado a ela com a alegria contagiante da filha acarinhada pelo pai. Obra do Nosso Guia, como definiu Celso Amorim, ou do Grande Mestre, como determinou a própria Dilma ao se referir a Lula. Afinal, parafraseando Barack Obama, Ele é o cara!

O presidente tem carisma de sobra para vencer o pleito com a mão nas costas, além de apresentar resultados de uma plataforma de governo que tem dado certo no País. A redução do índice de miserabilidade e o crescimento da Classe C mexem de tal maneira com a realidade do povo brasileiro que pesquisas realizadas dia sim dia não lançam números de popularidade jamais vistos. Dados recentes mostram que a aceitação do presidente Lula chega a 79% entre os votantes que acham o governo ótimo e bom.

Tudo muito certo, se não fosse a má impressão de que Lula se transformou em um Pop Star das massas. A super imagem do presidente está atrelada a sua força legítima de líder e vitorioso (que é) ou ao poder subliminar de manipulação (adivinhem?) das massas? Certo que o Governo Lula foi o melhor que o Brasil já teve. Claro que ações voltadas para o crescimento da economia nacional, as quais primam pela soberania do País, são relevantes. Mas é preciso ter cuidado para não seguir o pastor feito cordeiro. A conquista política real tem como base o trabalho engajado com uma causa. Eu confio no Lula, mas prefiro manter o olhar atento, mesmo sendo a Dilma a garupa eleita pelo próprio. Quanto aos demais garupeiros de plantão, são dignos de pena, e nos momentos de descontração, de crises de riso. Que piada!

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Marina Silva é a única da trupe vizinha com autoridade para garupar, já que esteve ao lado de Lula por inúmeras vezes no decorrer de sua trajetória política.

* Pantheon, na Roma Antiga, foi o templo de todos os Deuses.