Rumos

novembro 21, 2014

A implantação do turismo de base comunitária maximiza o potencial de trabalho de diversas artesãs do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. Promovida em parceira com a Raízes, a modalidade de receptivo é uma alternativa que gera renda e estimula o desenvolvimento sustentável em uma região devastada pela monocultura do eucalipto.

 

 

Adelante

novembro 21, 2014

Galeano é um homem com quem tenho o maior orgulho de dividir o mesmo momento histórico. Olha que reflexão ele faz sobre a experiência humana dentro do universo!

 

“Para que serve a utopia? Para caminhar!”

 

Les Bicyclettes

novembro 21, 2014

As notas a seguir foram escritas de outubro a novembro, durante a minha passagem pela Itália e França. Nada como perambular, experiência que dá fôlego ao exercício de enxergar o mundo. Aproveito a deixa para publicar na página pequenas impressões, pitadas de um todo só para dar cor aos ânimos de quem se aventura pelas bandas de cá. Bon appétit! “A verdadeira viagem da descoberta não consiste em buscar novas paisagens, mas em ter novos olhos.”

 

Paris, 9 de novembro de 2014

Ontem, a cidade ferveu à noite. Empolgante ver todos na rua. Uma das coisas que me chama a atenção é a forma das pessoas se relacionarem com o espaço urbano. O grande barato dos moradores é sair de casa e compartilhar o mundo. Pelo menos, enquanto as temperaturas não despencam. Tá muito frio, mas ainda é época de confraternizar lá fora. A boa nova: tem muita bicicleta rodando em meio ao trânsito caótico, mas ordenado. Quando não circulam, ficam assim ó, estacionadas a espera de seus respectivos parceiros de jornada.

 

Le Marais

Le Marais

 

Estação de Metrô Varenne

Estação de Metrô Varenne

 

Paragens

novembro 21, 2014

Paris, 8 de novembro de 2014

 

Uma das horas que mais gosto do dia é o cair da tarde. Na volta para casa, sempre paro na beira do Sena, sento num banco qualquer, ouço a música que vem das ruas – há diversos artistas bons tocando sobre as pontes, na frente de igrejas, dentro das estações de metro – e me deixo levar pelos ares leves de Paris. É uma cidade ritmada, sem sobressaltos, porém intensa em cada pequeno detalhe. Quanta poesia enxergo dali, do canto que escolhi para sossegar. Há tanta vida ao redor. Tanta força histórica e de histórias a passar por mim – um pra lá e pra cá de gente em seus mundos. Pessoas de todas as partes. De repente, a lua surge imensa e amarela. Em seguida, um rapaz se aproxima. Ele traz uma garota pela mão. Ambos param para admirar o cenário típico de outono. Abraçam-se! Silencio. Dizer o quê? É Paris. Ô, se é!

 

Luar sobre o Sena

 

Instante que remete à adorável Françoise Hardy. Voilà!

 

 

Preâmbulo

novembro 21, 2014

San Gimignano, 22 de outubro de 2014

 

San Gimignano.4Hoje, antes de partir em direção a Cortona, uma pergunta me acendeu a ideia: quando encontro com Deus? A resposta veio de súbito, sacudida, como que para me mostrar que a vida é o toque de amor, o gosto da liberdade, a escolha do instante, a busca ininterrupta, o jeito simples, a coragem de dar o passo, a curiosidade de se lançar no mundo e assumir os riscos consciente de que não existem certezas, apenas oportunidades. “Sossega, coração, contudo! Dorme! O sossego não quer razão nem causa. Quer só a noite plácida e enorme, a grande, universal, solene pausa antes que tudo em tudo se transforme.”

 

Piazza della Cisterna

Piazza della Cisterna

 

Collegiata di Santa Maria Assunta

Collegiata di Santa Maria Assunta

 

Vista Panorâmica da Torre

Vista Panorâmica da Torre

 

Veneza, 28 de outubro de 2014

 

A arte de gastar sapatos é uma experiência capaz de causar reviravoltas. O olhar atento de quem caminha abre brecha para a relação direta com o espaço ao redor. Na cidade, a vida se expressa criativa, diversa, incessante. Tudo vibra em tons multiplicáveis. Cada pequeno gesto se espalha pelas ruas com a mesma rapidez com que desaparece. Num piscar de olhos e puf, foi-se o instante. Os traços e jeitos; as falas e sutilezas; não há o que escape ao movimento. Cenas inusitadas, discretas entre esquinas, são as mais reveladoras. É o lusco-fusco, momento de transição que faz do mundo um lugar melhor. Nada como a simplicidade, aquele sopro de luz na passagem das horas.

 

O florista

O florista

 

O leitor

O leitor

 

Um lá

novembro 21, 2014

Roma, 18 de outubro de 2014

Foto Mimmo Fabrizi

 

Último dia na capital italiana e me invade a certeza de que caminhar é o verbo que melhor se encaixa a descobertas. Quanto mais se anda, mais se aprende, compreende, deixa estar. Roma é uma cidade muito viva! Há tanto pelas ruas que se perder é apenas um pretexto para se encontrar. Suas cores, sua intensidade, sua alegria tomam conta desde o primeiro passo. O tempo inteiro me deparo com becos. Estão por toda a parte pequeninos, bem guardados. São como um respiro em meio ao caos cosmopolita. Quem os habita conhece de perto o significado da palavra aconchego. Foi batendo perna que esbarrei com este lugar. Tempos depois, lá estava ele registrado em postal. Comprei na hora. Linda imagem que seguirá rumo ao Brasil nos próximos dias junto com outras mais. Amigos, aguardem-me na caixa de correio…

 

Roma