Palhaço é uma canção de Egberto Gismonti que tenho ouvido com certa frequência. Ontem foi o dia do meu aniversário. Em época de céu sóbrio, com ares outonais a impregnar a pele macia de sorriso leve, ao pedalar à beira d’água, senti vontade de compartilhar o momento. A música integra o álbum Circense, lançado em 1980. A Amazon vende o cd em versão nova ou usada.

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Dia 26 de março também foi marcado pela Hora do Planeta. Eu participei. E você?

Fique por Dentro

março 24, 2011

 

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Meio Ambiente


Da Agência Brasil

De acordo com os números do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), a Floresta Amazônica perdeu 63 km² de mata em fevereiro de 2011. A reportagem é de Luana Lourenço. Em 4 de março de 2011, a matéria de Paula Laboissière informou a posição do Ministério Público Federal do Pará sobre a continuidade da construção do canteiro de obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.  Notícia publicada em 2 de março de 2011 abordou a reabertura das discussões sobre o Código Florestal.

 

Informe-se

Conheça a cartilha Código Florestal_Entenda o que está em jogo com a reforma de nossa legislação ambiental, lançada pela SOS Florestas em janeiro.

Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) lança blog Código Florestal em Debate. Acesse, navegue, participe.

 

Você sabia?


da Agência Brasil.

Florianópolis

Com a finalidade de chamar a atenção para ações que visam a conservar a natureza, publico no blog um material que apresenta ao leitor a Estação Ecológica (ESEC) de Carijós. O acervo de fotos da mostra Os Ciclos da Vida foi exposto em locais estratégicos de Florianópolis, levando ao conhecimento da sociedade o trabalho desenvolvido pela ESEC em parceria com o Instituto Carijós Pró-Conservação da Natureza (IC), ONG que há mais de uma década desenvolve projetos socioambientais na capital catarinense e em Unidades de Conservação situadas no litoral do Estado.

Na época de publicação da reportagem que segue abaixo, eu trabalhava como assessora de comunicação do IC. Tive a oportunidade de acompanhar e participar das atividades promovidas pela instituição. Foi uma experiência fantástica. Abraçar a causa e levantar a bandeira por um mundo melhor e mais verde me trouxe um aprendizado único e especial.

Pude vivenciar cada passo dado diariamente pela equipe do Instituto Carijós, que com afinco e profissionalismo, transforma o sonho em realidade, entregando-se e levando para milhares de pessoas um exemplo de vida e uma mensagem consciente de que juntos podemos fazer do planeta um verdadeiro lar. A palavra lar é abrangente e dá a quem a conhece intimamente a certeza do pertencimento. Sinto-me privilegiada por ter estado ao lado de tanta gente nesta luta incansável e fundamental.

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Fotos Anselmo Malagoli

* Matéria publicada originalmente na versão impressa do Cacarijós nº 13 – Informativo do Instituto Carijós Pró-Conservação da Natureza, em janeiro de 201o.

EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA OS CICLOS DA VIDA CONQUISTA A ILHA DE SANTA CATARINA

Mostra atrai o olhar da sociedade para a importância de conservar os ecossistemas regionais

Inaugurada em agosto de 2008, a Exposição Fotográfica Itinerante Os Ciclos da Vida completou, em novembro, 15 meses de sucesso percorrendo diversos locais da capital, entre eles a Reitoria e a Biblioteca da UFSC, o Beiramar Shopping, a Estação 261 Bar e Restaurante, em Jurerê Internacional, o Centro Administrativo do Estado de Santa Catarina e a loja Supercenter Beira Mar da rede de supermercados Angeloni. Com objetivo de divulgar a Estação Ecológica (ESEC) de Carijós para todos os setores da sociedade, a mostra constitui uma ferramenta importante de comunicação do trabalho desenvolvido nesta Unidade de Conservação (UC).

Segundo Deisiane Delfino, geógrafa e coordenadora geral do IC, a principal meta é atingir públicos de todas as idades e origens. Três painéis com 43 fotos selecionadas retratam as belezas e os encantos da fauna e da flora da ESEC Carijós sob o olhar do fotógrafo Anselmo Malagoli. Imagens belíssimas do mais complexo ecossistema do planeta – o rastro do jacaré-de-papo-amarelo, os emaranhados das raízes dos mangues, as cores vivas dos caranguejos e a diversidade de pássaros – fazem parte do acervo.

Deisiane esclarece que a mostra ajudou também a divulgar o trabalho realizado pelo Instituto Carijós no entorno da Unidade. “Houve um aumento da procura por vagas de trabalho e de estágio na ONG, além de ser nítido o reconhecimento de nossos projetos pelas pessoas”, afirma.

O Instituto Carijós atua no desenvolvimento de projetos socioambientais há uma década em Florianópolis. “A partir de janeiro de 2010, pretendemos reformular a estrutura da exposição para que ela retome o seu itinerário”, comenta a geógrafa.

Localizada nas Bacias Hidrográficas do Rio Ratones e do Saco Grande, a noroeste da Ilha, a ESEC Carijós é uma UC federal criada em 20 de julho de 1987. Sua área de 7,12 km² abriga inúmeras espécies vegetais e animais de manguezal e restinga: o capim praturá, o caranguejo, a lontra, o marisco, a ostra e mais de 110 espécies de aves. As ações do Instituto contemplam o monitoramento, a pesquisa científica, a educação ambiental e a mobilização de toda a comunidade do entorno da Estação.

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Para maiores informações sobre o Instituto Carijós Pró-Conservação da Natureza, acesse o site www.institutocarijos.org.br

Instante

março 20, 2011

Ontem à noite, tive o privilégio de assistir a um dos luares mais bonitos de minha vida. Estava quieta em meio ao silêncio da brisa, era eu intensamente, talvez um pouco mais do que isso, mas nada além de mim mesma. Lembrei-me de poemas que caberiam ao sabor do que sentia. Os que seguem abaixo acompanham o meu regalo a todos que comigo estavam, mesmo que distantes. Fiz também um pequeno registro do céu para ilustrar a cantoria.

 

Never give all the heart

William Butler Yeats

Never give all the heart, for love
Will hardly seem worth thinking of
To passionate women if it seem
Certain, and they never dream
That it fades out from kiss to kiss;
For everything that’s lovely is
But a brief, dreamy, kind delight.
Oh never give the heart outright,
For they, for all smooth lips can say,
Have given their hearts up to the play.
And who could play it well enough
If deaf and dumb and blind with love?
He that made this knows all the cost,
For he gave all his heart and lost.

Poética

Vinícius de Moraes

De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo

A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte

Outros que contem
Passo por passo:
Eu morro ontem

Nasço amanhã
Ando onde há espaço:
– Meu tempo é quando

Esperança

Mário Quintana

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança…
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA…

Amar

Carlos Drummond de Andrade

Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer, amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho,
e uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor à procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor,
e na secura nossa, amar a água implícita,
e o beijo tácito, e a sede infinita.

Para ser grande

Fernando Pessoa

Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.

Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.

Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.

 

O Japão e a Mídia

março 18, 2011

Japão, 11 de março de 2011

Imprensa X Desastre

Há uma semana, um terremoto de 8,8 graus na escala Richter e posterior tsunami com ondas de até seis metros de altura atingiram a costa nordeste do Japão, devastando cidades inteiras. Em última atualização de autoridades do país, o número de mortos foi elevado a 6.911 e o de desaparecidos a 10.319. O governo japonês também luta para evitar um desastre nuclear após vazamentos ocorridos na Usina de Fukushima, localizada no entorno do epicentro do tremor.

São desastres de magnitude sem precedentes no país, como afirmou Naoto Kan, primeiro-ministro do Japão. Um acontecimento como este marca de forma trágica a história da humanidade. Há necessidade de noticiar, a população mundial precisa estar ciente das causas e consequências do acidente. O papel da imprensa, mais do que nunca, é o de informar, cobrindo os fatos, debatendo o tema, mantendo-se em alerta 24 horas para que tudo chegue a tempo ao conhecimento da opinião pública.

O por menor incide no excesso, no viés, nos meios escolhidos para transmitir o conteúdo. Faz sete dias que não se fala em outra coisa. Todos os veículos tocam a mesma tecla, as manchetes entopem o leitor, ouvinte, telespectador de detalhes em níveis entorpecedores. Existe limite entre o bem informar e o utilizar de material jornalístico para fins promocionais. Os próprios japoneses já pediram para que a imprensa pare, mas a insistência em seguir marcha parece não ter fim. Abusar de sensacionalismo e tratar da catástrofe como forma de ganhar dinheiro enviesa o processo e inibe o fluxo coerente, crítico e qualitativo do produto informativo. Infelizmente esta parece ser uma prática corriqueira da imprensa mundo afora. E o público? Que se dane. Uma mídia comprometida (no mau sentido), a qual presta um desserviço ao receptor de tudo o que ela desenvolve não está preocupada com o umbigo alheio.

Um olhar sobre a China

março 17, 2011

 Fotos web

O olhar audaz e objetivo da jornalista Xinran sobre a era comunista de Mao Tsé-Tung em seu livro As boas mulheres da China, publicado no Brasil em edição de bolso pela Companhia das Letras, traz ao Ocidente uma realidade desconhecida. Impunidade, violência, ignorância e repressão de um regime totalitário que mutilou a vida de mulheres de todas as idades e condições sociais estão entre as temáticas da obra.

A jornalista, que deixou a China em 1997 para conseguir publicar o seu trabalho, passou cerca de oito anos coletando depoimentos de mulheres que viveram os horrores da Revolução Cultural. De acordo com a autora, o atraso foi tão proeminente que seu país retrocedeu mil em 10 anos.

Xinran tem o cuidado de manter a dramaticidade das histórias a fim de disponibilizar ao leitor uma compreensão profunda da condição feminina na China posmoderna. Durante os anos em que apresentou o programa Palavras na brisa noturna, a jornalista conseguiu abrir um canal de discussão sobre assuntos proibidos como violência sexual, opressão e homossexualidade. A quebra do silêncio fez do espaço uma fonte inesgotável de memórias de humilhação, dor e abandono da mulher.

Xinran explorou a vida íntima de chinesas de todas as partes, vasculhou as regiões mais inóspitas do país atrás de informação. O mergulho – a contar a sua própria experiência com o regime –, quase a levou a um colapso emocional. A jornalista e seu irmão foram separados dos pais pela Guarda Vermelha quando crianças. Criados em um quartel general sob o jugo de carrascos, os dois só reencontraram a família anos mais tarde.

Estupros, casamentos forçados, espancamentos, miséria e preconceito compõem o cenário de um tempo em que a égide do poder usurpou o povo chinês e dilacerou a alma de uma geração. “Nos relatos do livro, a autora possibilita a vozes antes silenciadas revelar provações, medos e uma capacidade de resistência que as permitiu se reerguer e sonhar em meio ao sofrimento extremo.”

Eu assisti a Xinran em uma das mesas literárias (China no Divã) da VII edição da Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP). Naquele mesmo dia, comprei o livro. Há meses, comentei que a sua leitura valeria um texto no blog. Segue a dica para os meus leitores.

Sugestões

Outros títulos da autora são Enterro celestial, O que os chineses não comem e Testemunhas da China – vozes de uma geração silenciosa.

 

 

Íntegra da entrevista concedida por Xinran à Folha Online

Leia sinopse e trecho do livro em

 

Marcus Viana

março 9, 2011

Foto: Divulgação
Marcus Viana

Um exemplo de arte engajada na luta pela preservação do planeta. Pantanal foi composta no início da década de 90. Parte da trilha sonora da novela de nome homônimo, a canção marcou uma época em que o mundo começava a discutir temas como ecologia e conservação da natureza.

Para conhecer mais sobre o trabalho do músico, acesse o site da gravadora Sonhos & Sons.