A macaca e o quadrilátero da esquisitice

fevereiro 5, 2011

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Capítulo de hoje: A vida imita a arte ou a arte imita a vida?

Nada mais ro-ro-ro (eco do quadrilátero) do que ler os despachos dos consulados norte-americanos no site de Julian Assange. A última preciosidade trazida dos confins do baú diplomático revela o perfil de brasileiros by “The King of the World”. Em alusão ao faroeste The Good, the bad and the ugly, estrelado por Clint Eastwood na década de sessenta, yankee guys classificam candidatos brasileiros a visto temporário de trabalho no país do tio Sam como bons, maus e feios. O ex-cônsul geral dos Estados Unidos em São Paulo – Christopher J. McMullen – descreve as levas de tupiniquins, para usar um termo ameno (vai saber o que murmuram “our brothers” em off), de forma curta e direta. Vamos ao indigesto palavrório.

Segundo McMullen:

BONS: São os jovens que vão ao país para trabalhar em resorts, estações de esqui e cassinos por vários meses para ganhar algum dinheiro e melhorar o seu inglês. O grupo é formado principalmente por integrantes de famílias de classe média.

MAUS: São os parentes e amigos de brasileiros que vivem nos Estados Unidos e vão ao país para trabalhar em subempregos como jardineiro, faxineiro e peixeiro. De acordo com esclarecimentos do ex-cônsul, tais imigrantes representam um grande risco, já que muitos dos que conseguiram trabalhos anteriormente não retornaram.

FEIOS: São aqueles que pagam US$ 3 mil ou mais para corretores para conseguir um emprego e uma chance de ficar nos EUA. O grupo é formado, em maioria, por pessoas pobres, desesperadas, que pedem dinheiro emprestado para pagar taxas escandalosamente altas aos corretores.

– Quadrilátero-ro-ro-ro (eco)! Dá para acreditar? Humanos de último calibre assinando papelotes encharcados de por assim dizer. Quá! A macaca sabe que em se tratando do espaço mais exótico do planeta tudo é possível. Verdade seja dita: Mr. Assange é um homem com H, merecedor de respeito. Recebe as informações mais pérfidas das profundezas do Estado e as coloca, na íntegra, à disposição do leitor. Um herói da selva às avessas.

O documento publicado no Wikileaks revela ainda que de janeiro a novembro de 2005, o consulado norte-americano com sede na capital paulista entrevistou 1,5 mil candidatos ao visto de trabalho temporário e rejeitou 49% deles. O aumento de quase 200% em relação aos vistos negados no mesmo período de 2004 ressalta a característica xenofóbica do governo ianque. – De dar dó…ts, ts, ts. A macaca já viu de um tudo em suas andanças pelos bailes da vida, mas nada que se compare ao quadrilátero. – Na boa! Por onde circulam seres humanos, desabrocham assombrosas aberrações.

Para ler o documento no Wikileaks, clique aqui.

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2 Responses to “A macaca e o quadrilátero da esquisitice”

  1. Isabel Pinheiro Says:

    Nada mais ro-ro-ro mesmo! Nada tão surpreendente também. Qualquer coisa vinda do lado de lá a gente já pode esperar. Aliás ontem mesmo vi uma notícia bem pertinente a esta temática. Um comentarista da Fox News chamou a presidente Dilma de ‘ex-comunista e ex-terrorista’. hahaha Nada novo, também, né? Por aqui a banda toca de forma parecida quando se trata da velha mídia. A pergunta seria: e do lado de cá, como nós os classificaríamos? ()Ignorantes, ()maníacos (Witch, witchhh!), ()bregas ou todas as alternativas?… Enfim, eles querem os bons, claro, já que de mau e feio eles tem o bastante por lá. ro-ro-ro

  2. Carolina Pinheiro Says:

    Pois é Bebel. Os norte-americanos são um povo educado para temer, o qual vive sob a égide da cultura do medo. Soma-se a este quesito o fator econômico e logo se criam rótulos como o dado ao mundo árabe – e não somente a uma facção –, após o 11 de setembro: o eixo do mal. As consequências do histórico, como vemos, são dramáticas. Acho patética esta classificação, de rir para não chorar. Mas, como bem diz a macaca, do quadrilátero, espera-se tudo. Ro-ro-ro-ro-ro!!!!!!!


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