Mulheres que correm com os lobos

dezembro 7, 2010

Conforme afirmei que o faria, desta vez sem titubeios, fui atrás do livro Mulheres que correm com os lobos, de Clarissa Pinkola Estés. Descobri a psicanalista junguiana em 2006, época em que li uma edição deslumbrante de Contos dos Irmãos Grimm, organizada por Clarissa, que também escreveu o prefácio.

Lembro-me de ter ficado fascinada com o argumento, mas o tempo passou e acabei deixando a experiência desta leitura no passado. O raio caiu duas vezes no mesmo lugar. Trata-se de um caso raro, ser instigada duas vezes pela mesma possibilidade. Foi neste momento que me vi entre dois caminhos. Ou eu faria acontecer e me daria este presente ou eu abriria mão em definitivo do livro, da autora e da vivência.

Não pensei duas vezes. Corri para a livraria, comprei o Mulheres que correm com os lobos e comecei a me dedicar as 614 páginas de uma viagem fantástica e recomendável para toda a mulher.

“Os lobos sempre rondaram o universo da psicóloga junguiana Clarissa Pinkola Estés, em sonhos ou mesmo na vida real. Ao estudar esses animais, ela observou várias semelhanças entre a loba e a mulher, principalmente no que se refere à dedicação aos filhos, ao companheiro e ao grupo. Ao longo do desenvolvimento da civilização, porém, esses instintos mais naturais – a que ela dá o nome de Mulher Selvagem – foram sendo domesticados, sufocando todo o potencial criativo da alma feminina.

Clarissa Pinkola Estés, analista junguiana e cantadora, isto é, contadora de histórias, mostra neste livro como, a partir de mitos, contos de fada, lendas do folclore e outras histórias escolhidas em 20 anos de pesquisa, a mulher pode se ligar novamente aos atributos saudáveis e instintivos do arquétipo da mulher selvagem.

É assim que em La Loba se ensina a função transformadora da psique. O Barba-Azul mostra como sarar feridas que parecem não ter cura. A Mulher-Esqueleto revela todo o poder místico de uma relação e como sentimentos aparentemente mortos podem ser revigorados. A Menina dos Fósforos alerta para os perigos de uma vida desperdiçada em devaneios.

Enriquecedor, ela revela uma psicologia da mulher em seu estado mais puro, o de profunda busca do conhecimento de sua alma.”

após ter sido estimulada pela memória quando li suas palavras há poucas semanas,
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4 Responses to “Mulheres que correm com os lobos”

  1. Letícia Says:

    Adorei esse livro! Faz tempo que li, mas lembro muito bem dos três arquétipos descritos acima!
    Ah, parabéns pela forma criativa de apresentar teu currículo.

    Bjks

    • Carolina Pinheiro Says:

      Oi, Lets!
      Este livro tem a sua cara. Você é uma mulher que prioriza a sua liberdade: de pensamento, de ser, de busca pelo conhecimento de si mesma. Parabéns pela coragem. Posso dizer que fazemos parte de uma mesma tribo. Estou amando a leitura incrível, instigante, reveladora e contundente.

      Sobre o meu portfólio, muito obrigada pelo elogio. Sinto-me super feliz e curto cada pedacinho do filhote.
      Beijos

  2. Jorge Leberg Says:

    Já li antes no blog de uma amiga a respeito deste livro, e depois do teu post fiquei mais instigado ainda a lê-lo. Só o título já chama a atenção, além de que psicanálise e feminismo (não apenas no sentido estrito ou político do termo, claro) estão entre meus maiores campos de interesse.

    Não seria “contadora” mesmo, ao referir-se à autora como uma genuína contadora de histórias? Ou tal atributo refere-se à relação do conto, das antigas narrativas e poemas, com o canto e as cantigas, geralmente ao som de instrumentos que deleitavam ainda mais os ouvintes? Abração!

    • Carolina Pinheiro Says:

      Terminei o meu trecho do texto com a frase recomendável para toda a mulher, mas também vale para os homens. O livro é de uma beleza e deve ser explorado por todos. Vá atrás dele sim Jorge. Quanto a sua observação sobre cantadora, a própria Clarissa se intitula como tal. A palavra quer dizer contadora e ainda estou descobrindo as suas representações mais profundas. Pelo que li até agora, acho que você pegou o fio da meada. Cantadora tem tudo a ver com o que descreveu. Aliás, muito bacana a sua interpretação. Gostei!
      Beijo


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