Cabras da Peste

agosto 21, 2010

Sá & Guarabira

Estou acompanhando a novela A História de Ana Raio e Zé Trovão, que, diga-se de passagem, depois de Pantanal, foi a coisa mais revolucionária que a teledramaturgia brasileira produziu. Saboreio cada capítulo. Uma orgia.

Naquela época – o folhetim foi ao ar pela primeira vez em 1991 (hoje é o SBT que transmite) –, novelas eram obras originais da criação do roteiro à concepção da trilha sonora. As músicas eram compostas especialmente para elas. Cada personagem de destaque tinha a sua canção. Não que isso fosse uma regra. Algumas músicas eram selecionadas após período de pesquisa.

Lenine

Entre as belas canções que integram a trilha de Ana Raio e Zé Trovão, há três verdadeiros primores: Atrás Poeira, de Ivan Lins e Vitor Martins; Ana Raio, de Xangai, um monstro sagrado da música caipira; e As Voltas que o Mundo Dá, de Lenine. A versão escolhida da primeira foi gravada por Sá & Guarabira, dupla de excelência que faz um fabuloso trabalho vocal. Lembro aos leitores que Atrás Poeira é anterior ao folhetim.

Exceções à parte, todas são obras de craques da MPB. Publico-as na página, deixando o registro para a posteridade. Divido este tesouro, cem por cento brasileiro, com os andantes que pelo blog vagueiam. Aplausos para os nossos cantadores. Cambada de cabras da peste. Puro heave metal, como diria o maestro soberano Antônio Carlos Jobim. O Brasil que o Brasil não conhece era o slogan de abertura das chamadas da novela. E não conhece mesmo.

Xangai

Sobre Xangai, encontrei ainda a riqueza a seguir, escrita por Elomar, outro grande nome do cancioneiro nordestino.

“Xangai, um cantor, um artista, um menestrel, um dos maiores poucos gatos pingados e tresloucados sonhadores-de-mãos-sangrentas-contrapontas-afiadas inimigas. Remanescente que teima guardar a moribunda alma desta terra. Que também vai se atropelando contra a multidão de astros constelados que fulgurantes espargem luz negra dos céus dos que buscam a luz. Lá vai ele recalcitrante e contumaz cavaleiro, perdulário da bem querência que deixa a índole dissoluta de um pobre povo que habita o espaço rico de uma pátria que ainda não nasceu (…)”

Casa dos Carneiros, minguante de maio de 1991

Elomar Figueira Mello

Publico também o site oficial de Elomar para todos os brasileiros. Um gênio chamado por Vinícius de Moraes de o Príncipe da Caatinga.

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Histórias em Quadrinhos habitam o meu imaginário desde a tenra infância. Tio Patinhas, Zé Carioca, Pato Donald, O Menino Maluquinho e Mônica e sua turma são personagens que me acompanharam por longos anos em aventuras divertidas, engraçadas e desprendidas de qualquer elo com a fronteira factual. O tempo passou, outros estímulos irromperam meu andar e o viço colorido da adolescência me levou por outros caminhos. Sem perceber, virei a página, deixando para trás o universo animado pelas figuras de bandas desenhadas. Pensei que não fosse mais cruzar com elas. Tomei-me de preconceitos. Lembro-me de reagir com estranheza a comentários de garotos sobre super-heróis. Pensava: “Mas que tolos. Passaram dos 18 e ainda se empolgam com este tipo de leitura? Homens demoram a crescer.” Sentia-me a anos-luz da maioria dos rapazes do colégio. Pretensão a minha. Hoje, depois de idas e vindas de boas curvas na estrada, vejo o quão inadequado era o meu ponto de vista. Já ouvi incontáveis vezes que a maturidade é uma conquista para a vida. Clichê ou não, a frase é contundente, pois retrata a mais pura e bem servida verdade.

Qual não foi a minha surpresa ao me deparar, há exatos três anos, com autores e personagens de Histórias em Quadrinhos? Em meio aos reboliços da época, eis que um ex-colega de trabalho – o meu primeiro mentor e bom amigo – apresentou-me a alguns dos grandes nomes desta literatura popular, conforme afirmou Will Eisner (meu quadrinista predileto) em prólogos e entrevistas. Notei-me envolvida por um estado curioso, uma sensação de euforia típica dos momentos de descoberta. Quanto mais eu o ouvia falar de Millôr Fernandes; Jaguar; Sergio Aragonés e Mark Evanier; e do esplendoroso Will Eisner; mais eu desejava lê-los, devorá-los, conhecê-los. Passava horas pesquisando na internet, buscando informações, cutucando aqui e ali. Nós dois perambulávamos pelas ruelas estreitas do Centro de Florianópolis atrás de sebos. Ele comprava muita coisa do que via pela frente. Tudo para mim. Eu fui engordando a minha estante com alguns dos super títulos das HQs. Lia um atrás do outro com os olhos vidrados na sutileza e maestria dos traços, nuances e contornos dos desenhos, atendo-me ao sabor e à genialidade das histórias, uma mais arrebatadora que a outra. Um delírio.

Desde então, nunca mais cogitei a possibilidade de deixar de lado as Histórias em Quadrinhos. Pelo contrário. Apaixonei-me de tal maneira que o hábito da leitura deste gênero anda próximo, se não colado ao meu trilhar junto a uma das mais formidáveis criações e aptidões da humanidade: a literatura. Quadrinhos já integram a minha lista de compras. Incluo-os em meu hall de leitura do ano. Nem pensar em fazer diferente. Durante a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) de 2009, fiz um banquete de causar inveja aos xeiques. Na Livraria da Vila, as promoções refletiam um ponto alto do evento. Todos se empanturravam de livros, dos clássicos aos contemporâneos, dos lançamentos aos títulos vendidos pelos autores participantes. Comprei um exemplar de Nova York – a vida na grande cidade, de Will Eisner, uma obra de 440 páginas, por menos de quarenta reais.

Há pouco tempo, em uma loja da Saraiva, aqui na Ilha, vasculhei o setor de quadrinhos atrás de boas safras. Eu abria revistas, fechava livros, acumulava uma pilha de opções nas mãos até que um casal de jovens muito simpático resolveu me ajudar. “O que você está procurando?”, perguntou o rapaz. “Eu não sei ao certo. Estou em dúvida entre Blues, do Robert Crumb, e Um Contrato com Deus, de Will Eisner; entre Umbigo sem Fundo, de Dash Shaw, e Retalhos, do Craig Thompson”, respondi, dando pausa a uma lista que parecia não ter fim. Eles demonstraram espanto ao constatar que se tratava de uma balzaquiana interessadíssima em HQs. Contei de minha jornada e de como foi mágico o meu reencontro com o universo das HQs. Gostaram tanto de saber sobre o meu estalo que passaram prontamente a me dar dicas. O rapaz, Fred era o seu nome, puxou um livro da estante. “Olha, eu sugiro que você leve este. Os desenhos são escuros, mas contextualizam o ambiente em que se passa a história, de uma beleza e riqueza fantástica. Vale a pena.”, comentou, entregando-me o livro. Ele estava me apresentando a Persépolis, de Marjane Satrapi.

Fiquei sem ação, nunca tinha ouvido falar. “Persépolis?”, pensei. O instante foi gerado pelo acaso ou pelo destino? Reforço a questão, pois assim que Fred e Marina apareceram na minha frente, eu estava devolvendo este mesmo livro à estante sem ter dado a ele o seu devido valor. Eles me pegaram no flagra. “Eu não vi isso.”, exclamou Fred de onde estava. Mas eu o ouvi. Como eu poderia saber? Faz pouco tempo que me enveredo pelos títulos de Comics & Cia. Não acompanhei o boom de Persépolis. Confiei no vasto conhecimento do casal e tomei a minha decisão. Escolhi o livro de Marjane. Despedi-me dos dois, deixando com eles o meu cartão para que, a partir daquele momento, pudéssemos dar início a uma troca de figurinhas sobre o tema.

Voltei para casa satisfeita com a nova aquisição. Na mesma noite, sob a luz do meu abajur, abri o livro e engatei a primeira marcha de uma leitura que duraria cerca de três semanas. Persépolis é uma obra autobiográfica. Marjane, iraniana radicada na França, conta com uma verve contagiante sobre a fase de sua história que vai da infância aos primeiros anos da juventude. Escreve sobre como foi criada por uma família de intelectuais aberta e politicamente engajada, que viveu as turbulências de um país arrasado pelo fundamentalismo de um governo religioso. O período narrado é o de transição entre o Shah da Pérsia e o aiatolá Khomeini. Percebi o quão próximo do ocidente está o povo persa, estigmatizado pela cultura antiterrorista. Emocionei-me com a sua trajetória, que inclui o exílio em Viena (dos 14 aos 18 anos), o retorno a Teerã e o reencontro com a família. Cada passo dado pela personagem expandia minhas ideias, sacudia-me por inteiro. Quando, por fim, cheguei à última página (o volume completo possui 352 pgs), catei na memória o Fred e a Marina e os agradeci pelo presente que me deram.

Fiquei com água na boca, coçando-me para ver o filme com título homônimo. Soube que Marjane adaptou Persépolis para o cinema. Minha vontade de dar seguimento às aventuras por entre as páginas dos quadrinhos me levou a Pequenos Milagres, de Will Eisner, o qual será devorado, mas não já. Adoro intercalar. Estou lendo As boas mulheres da China, da jornalista Xinran. O livro valerá um texto no blog. Aguardem.

Enquanto isso, revelo aos amantes de HQs, principiantes como eu, que há, entre os títulos de Will Eisner, uma beleza de relíquia. Trata-se de uma das obras mais brilhantes do autor, segundo grande número de leitores de HQs. Chama-se O Edifício. Eu ainda não o li. Será uma questão de tempo para mim. Quem puder e quiser me acompanhar, procure por ele nas livrarias e sebos online. Muitos vendem exemplares.

Na Amazon, existe um link que disponibiliza as primeiras páginas dos livros. Não me contive, por que o faria? Folheei, comecei a ler, bem devagarzinho. Pressa estraga. A experiência me transformou. Não concebo a ideia de haver jornalistas soltos por aí, jovens ou experimentados, que desconheçam ou ignorem, propositalmente, o mundo fabuloso, instigante e emblemático das Histórias em Quadrinhos.

Um comentário formidável:

“Os edifícios antigos não nos pertencem. Em parte, são propriedade daqueles que os construíram; em parte, das gerações que estão por vir. Os mortos ainda têm direitos sobre eles; aquilo por que se empenharam não cabe a nós tomar. Temos liberdade de derrubar o que construímos. Da mesma forma, o direito sobre obras a que outros homens dedicaram a vida para erigir não desaparece com a sua morte.” De John Ruskin.

Com ele e todo o contexto ficcional de Eisner, que escrevia baseado em experiências reais, dado que torna as suas histórias ainda mais primorosas, abrem-se as portas de O Edifício. A narrativa começa em um cruzamento de duas grandes avenidas de Nova York. Nesta esquina, repousa o espaço vazio de um prédio que, no local, permaneceu erguido por oitenta anos. Demoliram-no e levantaram outro em seu lugar, pomposo, moderno. Dias após o término da nova construção, apareceram quatro fantasmas na entrada do edifício. Somente os leitores enxergam as almas ali paradas no meio da multidão. O resto, meus caros leitores, cabe a vocês descobrir.

Seguem alguns bons links de bandeja. Entre eles, o site oficial de Will Eisner e uma entrevista que Marjane Satrapi concedeu ao The New York Times em maio de 2007, quando Persépolis concorreu (e ganhou) a Palma de Ouro em Cannes, na categoria de melhor animação.

Will Eisner Official Web Site

The Bulding (em A Filactera)

Marjane Satrapi at Cannes

Especial Persépolis

Meio Ambiente

agosto 5, 2010

Li com preocupação a matéria publicada, ontem, na Folha. As constantes alterações nas leis ambientais brasileiras estão abrindo um espaço relevante para a depredação de matas nativas no Brasil. Em época de discussões sobre alternativas que priorizem o desenvolvimento sustentável de cada país, do contrário o planeta não sobreviverá, nossos representantes viram as costas para o parecer dos cientistas e encaminham um projeto de lei para aprovação no Congresso. De acordo com o novo Código Florestal, áreas de encosta poderão ser reduzidas em até 15 metros, os pequenos proprietários não terão mais a obrigação de manter ilhas de reservas legais em seus terrenos e cito aqui somente duas das principais modificações.

Os políticos envolvidos no processo desqualificam de tal maneira os cientistas brasileiros que o proponente do projeto, o deputado federal Aldo Rebelo, retrucou declarações de profissionais especializados, chamando-os de levianos. Rebelo disse a jornalistas quando questionado que “essas pessoas precisam parar de fazer afirmações sem comprovação empírica. Isso é irresponsabilidade.” Quais são os conhecimentos empíricos de Aldo Rebelo sobre a fauna e a flora brasileira?

Houve estudos aprofundados dos impactos ambientais sobre estas áreas, correto? O trabalho foi realizado por instituições idôneas, e o parecer dado por elas foi positivo, não foi? Uma ova. Não sei por que ainda me choco com a postura irreverente dos políticos de nossa república. Francamente, a população civil, para eles, não passa da mais pífia patuléia. Como se não soubéssemos, nós, os cidadãos deste País, que as organizações contratadas para a realização destes estudos, sejam públicas, licitadas ou não, estão parcialmente atreladas ao jogo de interesses políticos e econômicos do processo. A meta é aprovar o projeto. A que custos? Ora, o progresso da nação depende de atitudes pró-ativas. Quá. Faz-me rir. O inchaço dos bolsos de muitos é que depende dos votos a favor do novo Código. A decisão final cabe ao nosso legislativo e, em seguida, ao nosso presidente. O mesmo que sancionou, no ano passado, a lei que regulariza terras amazônicas, possibilitando que proprietários da região, muitas vezes grileiros, legalizem a sua situação, podendo inclusive vender as terras em um prazo de três anos após a escritura definitiva ser lavrada em cartório.

O que será do futuro de nossas matas? Ninguém sabe? Sabemos, mas nada fazemos. O povo adora falar, mas não age. Muitos não o fazem por pura falta de informação. As pessoas, há exceções, precisam sentir o problema na pele para mexer os pauzinhos. No Brasil, mais da metade da população está começando a se alimentar melhor agora, na primeira década do século XXI. Graças ao nosso Governo? Sim. Já disse em outras ocasiões que apóio o Lula. Assistencialismos ou não, ele conseguiu colocar mais comida na mesa de milhões de brasileiros. Os seus antecessores não.

Contradições à parte, expresso aqui a minha revolta frente à possível aprovação do projeto que altera o Código Florestal Brasileiro. Dou fé ao parecer dos cientistas que lotaram indignados o auditório da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, no dia 3 de agosto. Uma classe rechaçada por deputados, senadores e, quiçá, pelo próprio presidente. Leviandade é promover a legalização de mais desmatamentos Brasil afora em época que revela o tamanho do rombo no meio ambiente causado por nós. O excesso da intervenção humana na natureza gerou uma nova cultura de pensamento. Colocá-la em prática é um desafio a ser enfrentado, é uma responsabilidade ética que está em nossas mãos. Não serão os políticos a salvar o planeta.

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* Texto publicado no jornal Folha de S. Paulo (Primeiro Caderno, Editoria Ciência), no dia 4 de agosto de 2010.

NOVO CÓDIGO FLORESTAL COLOCA

ESPÉCIES EM RISCO, AFIRMA GRUPO

Para cientistas, redução de matas na beira de riachos é erro de proposta na Câmara

Se for implantado o novo Código Florestal, aprovado no mês passado por uma comissão da Câmara, os impactos negativos na fauna brasileira – como a redução e até extinção de algumas espécies – poderão ser sentidos já nos próximos cinco anos. A análise é de cientistas que lotaram ontem o auditório da FAPESP (Fundação de Amaro à Pesquisa do Estado de São Paulo) para discutir o projeto de lei proposto pelo deputado federal Aldo Rebelo (PC do B-SP). De acordo com eles, o código não contou com a comunidade científica para ser elaborado.

O novo código, que ainda precisa ser votado no Congresso, encolhe as APPs (áreas de proteção permanente), entre outras medidas. A redução de 30 m para 15 m das APPs nas margens dos riachos (com até 5 m de largura), que compõem 90% da malha hidrográfica nacional, é um dos pontos críticos. Matas na beira dos rios são importantes para os bichos terrestres e os debaixo d’água, pois fornecem insetos e material orgânico aos peixes. “Em São Paulo, 45 das 66 espécies de peixes de água doce ameaçadas de extinção estão justamente nos riachos”, relata a bióloga Lilian Casatti, da Unesp.

OS SEM-FLORESTA

Répteis e anfíbios, que vivem em regiões alagadas, também sofrerão impactos, com menos vegetação às margens dos pequenos rios. “Onde há menos proteção de APPs pelo novo código é onde há mais biodiversidade”, analisa o biólogo Luiz Felipe Toledo, da Unicamp. No caso dos répteis, o novo código afeta também um outro habitat natural: as montanhas. Isso porque áreas acima de 1.800 m deixam de ser consideradas APPs e recebem permissão legal para serem desmatadas.

Para Otávio Marques, biólogo do Instituto Butantan, a preservação dos répteis é importante inclusive do ponto de vista da saúde pública. “O veneno da jararaca, por exemplo, possui uma molécula que controla a hipertensão e deu origem a um dos principais medicamentos da doença.

CORREDORES

O espaço menor para as florestas na beira dos rios pode afetar também certas populações ameaçadas e restritas de aves e mamíferos. Ambos usam as margens preservadas como habitat ou como caminho para migrar de uma “ilha” de floresta para outra. “Sem isso, os bichos escapam para o meio urbano ou para áreas de pastagens e acabam morrendo”, diz Mauro Galetti, biólogo da Unesp. O encontro realizado na Fapesp deverá resultar em um documento para integrar as discussões da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) sobre o novo Código Florestal.

MATAGAL DA POLÊMICA

As críticas dos biólogos à nova lei

O QUE É O CÓDIGO AMBIENTAL

Conjunto de regras sobre exploração florestal que estabelece, entre outras coisas, APPs (áreas de preservação permanente, como beira de rios) e reserva legal (que varia de bioma para bioma; na Amazônia, é de 80%)

QUAIS AS PRINCIPAIS MUDANÇAS?

1. Redução das APPs. Beira de riachos (até 5 m de largura), por exemplo, passam de 30 m para 15 m de área preservada

2. Pequenas propriedades não precisam manter sua reserva legal

POSSÍVEIS IMPACTOS NA BIODIVERSIDADE

Peixes

Das 66 espécies de peixes de água doce ameaçadas de extinção em São Paulo, 45 vivem em pequenos rios, os mais afetados pela mudança nas APPs

Mamíferos

70% dos mamíferos exclusivos do país e ameaçados de extinção estão em APPs. É o caso do cachorro-do-mato-vinagre: 95% desses bichos vivem em APPs e reserva legal no Pantanal

Anfíbios e Répteis

Ambos os grupos têm seu habitat reduzido com as APPs menores. O Brasil tem o maior número de anfíbios e 8% dos répteis do mundo