Nosso rio tá pra peixe ajuda na revitalização de Rio

julho 10, 2009

Pesquisa científica teve a participação de pescadores e moradores do bairro de Ratones

Pesquisa científica teve a participação de pescadores e moradores do bairro de Ratones

O projeto Nosso rio tá pra peixe, desenvolvido de setembro de 2006 a agosto de 2008 pelo Instituto Carijós (IC) Pró-Conservação da Natureza, surgiu de um antigo questionamento da comunidade de Ratones sobre a efetividade do trabalho da Estação Ecológica (ESEC) de Carijós na conservação do recurso pesqueiro da região. A pesquisa apurou o conhecimento local dos peixes, das condições da bacia hidrográfica e da pesca, além da coleta de campo em áreas dentro e fora da estação.

De acordo com a bióloga Marília Medina Pupo, coordenadora do projeto, os principais problemas são o assoreamento e o depósito de matéria orgânica no curso do rio. “Revitalizá-lo é resolver o problema na base.” Para isso será necessária a recomposição da mata ciliar, a implantação de saneamento básico, a reabertura do Poço das Pedras (trecho do leito original do rio Ratones interrompido pela SC 402) e a revitalização das nascentes.

O plano de ação participativo, traçado a partir da pesquisa, visa a envolver a comunidade na conservação do recurso pesqueiro local. Uma cartilha de linguagem simples elaborada por Marília contribui para aproximar o processo científico da comunidade. Outro resultado do trabalho foi o vídeo Rio Vivo, Rio Morto, uma iniciativa das Associações de Moradores e de Pescadores de Ratones, que relata o projeto na voz dos próprios pescadores.

O Seminário de Orientação do Processo de Revitalização do Rio Ratones, realizado em 19 de maio, tomou forma durante as reuniões comunitárias do projeto, lembra Flávio de Mori, presidente da Associação de Moradores de Ratones (Amora). O evento teve o apoio da prefeitura de Florianópolis, do Instituto Carijós e da Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR) da Grande Florianópolis. O saber da população integrou-se ao conhecimento científico de uma equipe de 11 instituições que desenvolvem ações na área da bacia, entre as quais a UFSC, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Fundação do Meio Ambiente (FATMA).

Cinco planos estratégicos deverão ser estruturados até 20 de agosto em um trabalho conjunto entre a Amora, a Associação de Pescadores do Rio Ratones e o Instituto Carijós.

Planos estratégicos do seminário

1. Promover o desassoreamento do Rio Ratones;

2. Reduzir o nível de poluição na Bacia Hidrográfica do Rio Ratones;

3. Promover a proteção do solo na área da bacia hidrográfica do Rio Ratones;

4. Desenvolver processo integrado de educação ambiental na bacia do Rio Ratones;

5. Criar mecanismos e instrumentos de gestão e de controle social da bacia do Rio Ratones;

Crédito de foto: Marília Medina Pupo

Texto originalmente publicado no Cacarijós, informativo eletrônico do Instituto Carijós (IC).

Texto: Luisa Frey (estagiária de comunicação do IC)

Edição: Carolina Pinheiro

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