Ação inédita promove limpeza do Rio Ratones

março 30, 2009

Cerca de 20 estudantes participaram de clean up inédito realizado em área que abrange a ESEC Carijós na Bacia Hidrográfica de Ratones

Cerca de 20 estudantes participaram de clean up inédito realizado em área que abrange a ESEC Carijós na Bacia Hidrográfica de Ratones

A Estação Ecológica de Carijós promoveu, pela primeira vez em Florianópolis, um clean up na Bacia Hidrográfica de Ratones. A atividade envolveu profissionais especializados e convidados, os quais realizaram, das 8h às 14h desta sexta-feira, 27 de março, a limpeza do rio Ratones na área que compreende a estação. Dois grupos partiram (por terra e por água) de um canal do rio e do Pontal da Daniela em busca de resíduos sólidos despejados diariamente nas águas. A iniciativa visou à sensibilização da sociedade para a preservação do meio ambiente. O ato contou com a participação do Instituto Carijós Pró-Conservação da Natureza e dos calouros do curso de biologia da UFSC.

Nos últimos 50 anos, a contaminação dos ecossistemas marinho e costeiro pelo lixo se intensificou a ponto de se transformar em uma das maiores ameaças à vida da fauna e da flora litorâneas. Segundo Marcelo Kammers, analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, a quantidade de detrito encontrada na região é alarmante. “Já vimos de latas e garrafas de vidro a móveis e utensílios domésticos como sofás e televisões. Durante a atividade, colhemos cerca de 30 sacos de lixo”, afirma. “Quando um cidadão joga um papel de bala enquanto caminha na Avenida Beira Mar Norte, ele não imagina que esta ação pode ocasionar uma reação no manguezal de Ratones”, exemplifica Roberta Alencar, geógrafa e técnica ambiental do Instituto Carijós.

Estudos comprovam que inúmeras espécies que habitam a região costeira ingerem algum tipo de fragmento não degradável trazido pelas correntes. A mortandade entre as ameaçadas de extinção cresce a cada ano. Embarcações de pesca e de lazer despejam uma quantidade significativa de lixo no mar. O acúmulo de detritos causa danos também aos seres humanos. O setor turístico sofre restrições pelo impacto sobre o valor cênico e o potencial recreativo dos locais contaminados; o uso das águas para a navegação é prejudicado pelo enredamento de resíduos em hélices de embarcações; a saúde das pessoas é comprometida pela poluição e pelo surgimento de focos de doenças como a dengue. Pneus se transformam em depósitos de ovos do Aedes aegypti.

Países do mundo inteiro, baseados em pesquisas e aparatos legais, mobilizam-se na luta pela conscientização da sociedade em prol da qualidade da água, a principal fonte para a manutenção da vida no planeta. Apoena Calixto Figueirôa, analista ambiental e chefe da ESEC Carijós, informa que “a meta, ao estabelecer a ocorrência semestral do evento, é o alcance de bons resultados no que diz respeito à educação ambiental e à divulgação do trabalho”.


(Crédito de foto: Arquivo ICMBio)

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