Debate
outubro 19, 2010
Eleições 2010
(X) - Estão dizendo que Marina Silva é neta de Macunaíma.
Carolina - Ah! Ah! Ah! Boa X.
Olha, deve ter algum tipo de parentesco, já que fala uma coisa e faz outra. Decepcionei-me com Marina. Como pôde se manter em cima do muro e lavar as mãos pensando em seu futuro político sendo que o Brasil precisa dela aqui e agora? Típica atitude de Macunaíma.
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O que dizer de Fernando Gabeira? Rssssssssssssss…
CREDO!
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Antes que me esqueça: Abaixo o Partido da Imprensa Golpista (PIG): Isto É publica CAPA reação antiVEJA (Óia) com Serra em cima/embaixo. Tunch genial na cara de quem desinforma e não respeita a opinião pública. Bravooooooooo!
Grande beijo e até a vitória,
Carolina.
Ps. (Z) , sobre o seu comentário no email anterior, ele não procede. Pense nas comunidades isoladas do sertão nordestino, que não tem acesso ao mercado de trabalho, que lutam por seu galão d’água quando ela chega em carros-pipa, que vivem sobre uma terra em que nada brota ou resiste ao sol e à secura. Estas pessoas passavam fome. Hoje, elas comem. Se o Governo suspender o benefício, voltarão a passar fome. Para que elas ganhassem o dinheiro por meio de esforço e trabalho, o Governo precisaria deslocá-las para longe do lugar que habitam, mas para aonde? Para a cidade? Cidade é sinônimo de inchaço urbano. O mercado das capitais já está saturado. Se elas tivessem acesso a um salário de R$ 1 mil em uma empresa que as empregasse em um local próximo de seus municípios, certamente não optariam por receber o Bolsa Família. Que empresa seria esta? Estas pessoas precisariam se deslocar quilômetros caatinga adentro até que chegassem ao seu local de trabalho. A suposta empresa pagaria inclusive pelo transporte digno destas populações? O movimento de transformação de base é legítimo e necessário. Mas programas como o Bolsa Família e o Programa Universidade para Todos (ProUni) são emergenciais, foram criados para reduzir o índice de miserabilidade do povo brasileiro, estão em andamento para que a geração atual receba ajuda e tenha alguma chance de chegar a lugar que o valha com dignidade e margem de competitividade. Eu diria que o Brasil é um recém-nascido. O País está levantando da lama somente agora depois de décadas de descaso e de gestões comprometidas apenas com as demandas da elite. O caminho que temos a trilhar é longo, mas é esse. Estamos no caminho certo. VIVA o Lula!!!!!!!!!! Dilma 13 no dia 31 de outubro!!!!!!
Seguem quatro vídeos de uma das maiores cabeças do Brasil: Marilena Chaui:
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Comentário de (Z) sobre o artigo de Maria Rita Kehl, publicado no Estado de S. Paulo em 2 de outubro de 2010:
- Oi, (X)
Obrigada pelo envio da matéria. Já li uma segunda vez para encontrar algo que me tocasse. Encontrei algo que me interessou :…“Continuam pobres as famílias abaixo da classe C que hoje recebem a bolsa família, somada ao dinheirinho de alguma aposentadoria. Só que agora comem. E alguns já conseguem até produzir e vender para outros que também começaram a comprar o que comer.” Segundo Paul Singer, “nas cidades pequenas essa pouca entrada de dinheiro tem um efeito surpreendente na economia local”. Estou interessada em saber qual a orientação educacional do programa cuja primeira etapa tem que ser necessariamente assistencial. Quem já se organizou, ainda que precariamente, e já pode produzir dá lugar a quem ainda não recebeu o auxílio? Sabemos que só ganhar dinheiro não é suficiente, é preciso saber que vem do trabalho e que é preciso saber cuidar dele. Convém esclarecer a esta população, também, que a ajuda que o Governo dá é fruto de milhões de brasileiros. Tenho que interromper, depois conversaremos mais. Beijo.
Eleições 2010
outubro 5, 2010
Facebook’eadas’
5 de outubro de 2010
Muito bom este texto garimpado por você Maurício (um amigo). Não concordo, a princípio, com as colocações de Furtado referentes a Marina, embora sejam muito bem fundamentadas. Com o resultado do 1º turno, passei a pensar na possibilidade – e ela se confirmará caso a senadora apoie o Serra, fato que a levaria a se contradizer completamente -, da Marina ter vindo para dividir as esquerdas. Uma divisão deste porte é improdutiva em todos os sentidos. Ela se torna mais grave se ocorrer em um momento chave como o que estamos vivendo. Dentro deste contexto, a direita nunca esteve tão unida. Todos sabemos que unidade leva ao alcance da meta. Fato preocupante, mas previsível em um país que ainda elege o Tiririca.
Grande abraço.
Dez falsos motivos para não votar na Dilma (por Jorge Furtado)
Garupeiros
setembro 2, 2010
ELEIÇÕES 2010
O Mito e A Urna em:
O PANTHEON* DOS TRÓPICOS
A crendice popular é resultado da extraordinária capacidade humana de tentar explicar fatos ou fenômenos muitas vezes inexplicáveis. Ao percorrer o Brasil, o caminhante mais atento conhece histórias fantásticas de seres com poderes sobrenaturais de cura, morte, proteção, benzedura e atravanque. O inventário de aptidões de personagens mágicos é vasto como a imaginação fértil das gentes.
Para fazer bom uso da veia gaudéria, expandirei este palavreado brejeiro com histórias de superstição trazidas de minha meninice em terra crioula. Sabe-se que o Rio Grande do Sul é um estado de tradições arraigadas. O povo gaúcho tem com a sua terra natal um vínculo profundo. Por pagos e tertúlias se espalham os causos, sementes vivazes da identidade do povo sul-rio-grandense. As narrativas incluem as aventuras do Negrinho do Pastoreio, do Boitatá, da Salamanca do Jarau e do Angoéra. Entre as lendas gaúchas, há uma – contada por camponeses habitantes dos bosques da Serra Geral –, que diz da existência do Saci Pererê. A figura tácita de um moleque astuto costuma ser vista à noite, por caçadores ou andarilhos, sempre aos saltos ligeiros em meio a matos e picadas. Não raro, o guri pula na garupa do viajante a cavalo. O Garupa faísca pelo pasto, pondo-se ora na traseira ora na frente do animal, aos gracejos para interromper o trânsito do ginete. Age por pura pirraça com a intenção de aturdir e chamar a atenção.
Como de conhecimento geral, anedotas possuem um forte apelo maniqueísta, quesito que as torna ainda mais interessantes. Costumes estão originalmente entrelaçados à dicotomia entre bem e mal, Deus e diabo, vida e morte, certo e errado. Tendemos a enxergar os acontecimentos com um olhar analítico, sempre comprometido com determinada causa.
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Qualquer semelhança com o cenário das eleições 2010 não é mero acaso. Quem nunca ouviu falar nos garupas da
política nacional? Creiam, eles existem e proliferam feito praga com uma velocidade transcendental, para não dizer risível. Houve dia que, ao folhear o jornal, deparei-me com três páginas consecutivas de um cola e descola entre candidatos de causar cólica aos beiços. O processo eleitoral se transformou em palco de comicidades. Ah! Ah! Ah!
A primeira página abria com um texto intitulado: Marina vai usar imagem de Lula em propaganda. A linha de apoio (subtítulo) da matéria trazia a frase PV exibirá os dois juntos e estuda comparar biografias no programa. Na página seguinte, surgia novo capítulo da saga: Estratégia de Serra tem ‘prazo de validade’. Abaixo, lia-se: Sob fortes críticas dos aliados, campanha do tucano pede 15 dias para avaliar êxito da tática de grudar em Lula. O pula pra cá e pra lá de Serra entre fotos do candidato ao lado de Lula e frases usadas durante o seu programa televisivo do dia 19 de agosto se esvaía aos borbotões. “Quando o Lula da Silva sair, é o Zé que eu quero lá (…). Pro Brasil seguir em frente sai o Silva e entra o Zé” foi uma das pérolas pinçadas pela imprensa em jingle da campanha psdbista . “Serra e Lula, dois homens de história, dois líderes experientes” foi outra. E assim por diante.
Na última página do Gruda-Desgruda Eleitoral, as garupadas se espalharam por dois blocos de textos em que o candidato ao governo de Minas Gerais, Hélio Costa (PMDB), recorreu à popularidade do ex-governador Aécio Neves para se autopromover. O X do imbróglio zombeteiro ascendeu pelo simples fato de Aécio apoiar a campanha de Antonio Anastasia (PSDB), maior adversário de Costa no páreo. Aécio foi citado 14 vezes pelo peemedebista durante o seu horário eleitoral do dia anterior.
Tentativas desarticuladas de pegar carona na imagem alheia denotam desespero ou revelam descarada falta de vergonha na cara? Como Serra – que há pouco tempo proferiu frases do tipo “Acho troglodita de direita quem apóia o Ahmadinejad”, fazendo menção clara ao acordo feito pelo governo brasileiro com o Irã – pode, a esta altura do campeonato, querer colar a sua imagem a de Lula? Fala sério! Até mesmo Fernando Henrique Cardoso se mostrou insatisfeito.
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Esquecem-se todos que a garupa de Luiz Inácio já está ocupada. Dilma Rousseff pinta e borda no espaço reservado a ela com a alegria contagiante da filha acarinhada pelo pai. Obra do Nosso Guia, como definiu Celso Amorim, ou do Grande Mestre, como determinou a própria Dilma ao se referir a Lula. Afinal, parafraseando Barack Obama, Ele é o cara!
O presidente tem carisma de sobra para vencer o pleito com a mão nas costas, além de apresentar resultados de uma plataforma de governo que tem dado certo no País. A redução do índice de miserabilidade e o crescimento da Classe C mexem de tal maneira com a realidade do povo brasileiro que pesquisas realizadas dia sim dia não lançam números de popularidade jamais vistos. Dados recentes mostram que a aceitação do presidente Lula chega a 79% entre os votantes que acham o governo ótimo e bom.
Tudo muito certo, se não fosse a má impressão de que Lula se transformou em um Pop Star das massas. A super
imagem do presidente está atrelada a sua força legítima de líder e vitorioso (que é) ou ao poder subliminar de manipulação (adivinhem?) das massas? Certo que o Governo Lula foi o melhor que o Brasil já teve. Claro que ações voltadas para o crescimento da economia nacional, as quais primam pela soberania do País, são relevantes. Mas é preciso ter cuidado para não seguir o pastor feito cordeiro. A conquista política real tem como base o trabalho engajado com uma causa. Eu confio no Lula, mas prefiro manter o olhar atento, mesmo sendo a Dilma a garupa eleita pelo próprio. Quanto aos demais garupeiros de plantão, são dignos de pena, e nos momentos de descontração, de crises de riso. Que piada!
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Marina Silva é a única da trupe vizinha com autoridade para garupar, já que esteve ao lado de Lula por inúmeras vezes no decorrer de sua trajetória política.
* Pantheon, na Roma Antiga, foi o templo de todos os Deuses.
Eu disse Marina Silva
agosto 6, 2010
Assisti ao debate entre os presidenciáveis com inevitável postura cética. Realizado pela Band, o programa foi ao ar às 22h de ontem, dividindo a atenção do telespectador brasileiro. Penso que a maioria do eleitorado optou pelo jogo da etapa semifinal da Copa Libertadores. Rá. Rá. Rá. O embate entre os quatro principais concorrentes ao cargo se deu de forma cautelosa e politicamente correta.
Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) foram protocolares. Apresentaram mais ou menos as suas plataformas, os seus projetos, as suas metas de governo: tudo como dantes no quartel d’Abrantes. Os discursos da petista e do tucano seguiram a linha esperada. Eu, particularmente, gosto muito do Lula, embora haja em sua atitude algo que, em certos momentos, incomoda-me. Nada que me desiluda. Nem Serra nem Dilma fariam diferente. Fato consumado é que ele conduziu como ninguém o País nos últimos oito anos. Tanto que o tucano pisou em ovos para encontrar meios de atacar o Governo. Escorregou feito patinho ao lançar temas como o apagão nos aeroportos e a ineficiência dos portos nacionais. Frente às conquistas de Luiz Inácio LULA da Silva, ambas as questões são, em absoluto, irrelevantes.
Quanto a Plínio de Arruda Sampaio (PSol), por favor, que planeta abita aquele senhor? Em que século pensa que vive? Só fez atacar a todos. Com que finalidade? Vai saber. O candidato não economizou verbo ao destilar cinismo e ideias anacrônicas. Nada trouxe de concreto. Nada acrescentou. Deixou-se embalar pela lamentável comicidade de um raciocínio retórico e estéril. Dilma, Serra e Marina – aposto que Boechat e plateia idem – seguraram os beiços e contraíram a cuca para não desabar em gargalhadas. Dá-me paciência.
O que me chamou a atenção e acendeu em meus olhos o brilho orgulhoso de ser brasileira foi a figura ética, emocionante e exemplar de Marina Silva (PV). Que mulher incrível, que pessoa espetacular, que coragem de guerreira ela teve ao se colocar aberta, clara, pontual e objetiva para a população. VIVA! Vi nela, na conduta, nas palavras, nos argumentos e na apresentação de um projeto efetivo e viável a futura presidente do Brasil. Não será agora. Ainda não chegou a sua vez. Quem vencerá as próximas eleições será a Dilma, com o meu apoio. Ela traz consigo a responsabilidade e a continuidade do programa implantado por Lula. Tem o meu voto no segundo turno. Mas Marina, ahhhhhhhhh Marina, você está no caminho. Eu tenho certeza de que, na hora certa, na sua hora, vitoriosa e com o respaldo convicto do povo brasileiro, você chegará ao Palácio do Planalto.
Com carisma, conhecimento de causa, visão abrangente, credibilidade e uma plataforma fundamentada, a nossa futura presidente dará ao País o contexto individual e global (político, econômico, social, cultural, ambiental) que ele merece. Lula organizou a casa. Dilma receberá os convidados. Marina colherá os frutos e providenciará a sua transformação para que a família prospere. Chico Mendes, onde estiver, transbordará de alegria. E eu? Estarei junto ao meu povo, na primeira fila, para aplaudi-la de pé. Bravo Marina. Bravo!


















