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	<title>a macaca</title>
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	<description>De galho em galho em prol da inquietude.</description>
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		<title>a macaca</title>
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		<title>O plantador de florestas</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Jun 2011 12:44:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Pinheiro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><strong></strong>Seu nome é Jorge Bellix de Campos, ele tem 50 anos, mora em uma cidadezinha chamada Pedreira, no interior de São Paulo, preside uma ONG que tem como objetivo a preservação de matas ciliares e a educação ambiental de crianças e adultos, e é o responsável pelo plantio de 9 milhões de árvores de mais de 250 espécies nativas da região em que atua. São 18 municípios do estado atendidos em mais de 20 anos de trabalho em prol da conservação da natureza.</p>
<p>Hoje, durante minha peregrinação matinal na busca por informação, encontrei a matéria abaixo. Fiquei impressionada com o ímpeto e a garra de Jorge e decidi espalhar pela blogosfera as sementes que ele transforma em vida. Um exemplo como o dele merece a nossa atenção.</p>
<p>Boa leitura.</p>
<p><strong> _______________</strong></p>
<p><strong><em>*</em></strong><em> Matéria publicada originalmente na National Geographic Brasil, em 05/2011.</em></p>
<p><strong>ELE PLANTOU 9 MILHÕES DE ÁRVORES<br />
</strong></p>
<p><strong>O engenheiro agrônomo Jorge Bellix de Campos trabalha voluntariamente como presidente da ONG Associação Mata Ciliar</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Por Liana John</strong></p>
<address><em>Crédito de foto: Liana John</em></address>
<div id="attachment_4180" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/06/jorge-bellix.jpg"><img class="size-full wp-image-4180" title="jorge-bellix" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/06/jorge-bellix.jpg?w=480&#038;h=226" alt="" width="480" height="226" /></a><p class="wp-caption-text">Deste viveiro da Associação Mata Ciliar, localizado em Pedreira (SP), saem de 700 a 800 mil mudas por ano para proteger nascentes e margens de rios.</p></div>
<p>No fundo de seu quintal, o menino Jorge Bellix de Campos só tinha olhos para duas coisas: as jabuticabas pretinhas, pedindo para serem colhidas e devoradas ali mesmo, e a vista privilegiada do Morro do Cristo. Aos 10 anos, ele já sonhava em cobrir com árvores aquelas encostas peladas. Se possível, incluindo muitas jabuticabeiras, para dividir com os passarinhos, e talvez algum jequitibá, a espécie predileta do avô libanês.</p>
<p>Hoje, aos 50 anos, Jorge ainda mora na mesma casa, em Pedreira, interior de São Paulo. Lembra com carinho das primeiras lições de jardinagem aprendidas em família, em especial com uma tia, pintora de mão cheia e amante da natureza. Recorda os ensinamentos do avô, admirador das matas brasileiras. Continua fã de jabuticabas e jequitibás. Formou-se engenheiro agrônomo e multiplicou o sonho de criança por muitas encostas e vales de todo o Estado &#8211; e até dos estados vizinhos.</p>
<p>Seja como profissional da Casa da Agricultura ou como presidente voluntário da Associação Mata Ciliar, ele é responsável pelo plantio de cerca de 9 milhões de árvores nativas. Por enquanto&#8230;</p>
<p>A grande maioria foi destinada à restauração ou ao enriquecimento de matas ciliares e à proteção de nascentes. Quer dizer, além de plantador de florestas, Jorge Bellix é protetor das águas. Avesso a confetes, porém, ele não hesita em declinar do tapete vermelho para percorrer as trilhas de barro das florestas recém-plantadas ou as &#8216;ruas&#8217; lotadas de mudas em formação, no viveiro da ONG, de onde saem 800 mil futuras árvores por ano, de 250 espécies diferentes. Chega a rodar 300 km por dia em estradas vicinais para orientar produtores rurais ou dar palestras em escolas.</p>
<p>Foi durante o trabalho de educação ambiental na escola do Jardim São Nilo, aliás, que surgiu a ideia de reflorestar a beira do rio Jaguari, sua primeira campanha de peso. O bairro era isolado do resto da cidade de Pedreira e um dos objetivos do plantio era fazer a conexão com o centro. A comunidade abraçou o plantio. De 1986 a 1992, mutirões de crianças, pais e professores plantaram e cuidaram das mudinhas numa faixa de 2 quilômetros por até 20 metros de largura. Aos poucos, o verde se interpôs entre a estrada e o rio. As aves voltaram, ajudaram a adensar o plantio, e outros animais repovoaram a área. Passados 25 anos, visto de cima, o rio mal aparece por detrás das copas fechadas!</p>
<p>Algumas daquelas crianças agora são professores, mas continuam a chamar Jorge para cursos e palestras, e novas campanhas de plantio. Ou simplesmente para mostrar aos alunos que ele existe, confirmando as histórias contadas em aula. De vez em quando, um jovem segura o plantador de florestas pelo braço e agradece suas lições. Lições de mudar vidas. Que prêmio poderia ser melhor?</p>
<p>Mesmo com resultados assim, ainda há muito trabalho pela frente. &#8220;Segundo dados oficiais, o Estado de São Paulo tem um déficit de 100 mil quilômetros lineares de matas ciliares. Isso significa bilhões de mudas! E não basta plantar: é preciso cuidar, proteger do fogo, das pragas e do gado, roçar, adubar&#8221;. Como se não bastasse, é preciso vencer barreiras culturais também. Além de equilibrar pontes sobre o imenso fosso entre a realidade e a legislação feita em gabinetes, longe de quem trabalha a terra. &#8220;Passamos 20 anos convencendo o produtor a plantar mata ciliar, a abrir mão de um pouco da produção para ganhar em qualidade de água, tentando compensar no ganho de produtividade. Conseguimos demonstrar que investir em floresta não é fazer papel de bobo&#8221;, pondera Jorge. &#8220;Então, há pouco mais de 5 anos, acirrou-se a discussão sobre o Código Florestal e o poder público veio com obrigações, multas e prazos. Quebrou-se a confiança. Voltamos à situação dos anos 1970!&#8221;</p>
<p>Com paciência, o agrônomo procura esclarecer as dúvidas sobre os encargos despejados sobre os agricultores. Explica qual tipo de manejo se pode fazer em Reservas Legais; como deve ser delimitada a faixa de Áreas de Preservação Permanente; onde plantar; o que plantar; como obter matas mais vigorosas. A carência de informações se estende, inclusive, até a casa dos produtores rurais. &#8220;Detectamos a necessidade de instalação de fossas sépticas. Começamos um projeto em 2007 e instalamos 180 unidades, evitando que o esgoto seja jogado in natura nos rios. Até o final de 2012 instalaremos mais 300 fossas. Nossa meta é chegar, um dia, às pocilgas e aos currais, evitando também a descarga de dejetos de animais na água&#8221;.</p>
<p>É uma meta ambiciosa, bem ao estilo do presidente da Associação Mata Ciliar. Como tem feito ao longo dos últimos 25 anos, ele certamente conseguirá garimpar patrocínios e contará com a dedicada equipe de amigos e voluntários para viabilizar mais um sonho em favor do bem comum.</p>
<p>E aquelas encostas peladas da infância? Ainda não estão como Jorge Bellix quer, inteiramente cobertas. Mas os pés do Morro do Cristo não estão mais descalços, hoje se refrescam à sombra das árvores plantadas às margens do rio Jaguari. E uma matinha tímida cresce também num dos flancos. Mais alguns anos e o inveterado plantador de florestas estica seu dedo verde até o topo! Quem viver verá&#8230;</p>
<p>Mais informações sobre a <strong><a href="http://www.mataciliar.org.br/mata/">Associação Mata Ciliar</a></strong>.</p>
<p>Matéria disponível também em<strong> <a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/especiais/florestas/plantador-matas-ciliares-627814.shtml">National Geographic Brasil</a></strong>.</p>
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		<title>SEMANA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Jun 2011 12:30:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Pinheiro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A natureza em foco por 168 horas. E depois?</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong></strong><em>Crédito de Foto: Araquém Alcântara</em></p>
<p><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/06/ninfc3a9ia1.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-4136" title="ninféia" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/06/ninfc3a9ia1.jpg?w=480" alt=""   /></a>De 1º a 8 de junho de 2011 acontece a Semana Mundial do Meio Ambiente. A biodiversidade do planeta toma o seu acento no meio social. Durante sete dias, não se fala em outra coisa: é a natureza em foco. Há discussões contumazes a respeito do tema, algumas necessárias, outras protocolares; uma diversidade fantástica de programação referente ao verde espalha-se por cidades; delimita-se um espaço amplo para a troca de informações sobre a relação do homem com as florestas. Tal alvoroço leva a uma comunhão de valores entre as partes que compõem o sistema com a finalidade de demonstrar engajamento com a causa ambiental. A mensagem transmitida por meio deste emaranhado de sinais percorre os quatro cantos, multiplica-se em ações destemidas, anuncia um comportamento ecologicamente correto de indivíduos em torno de um único propósito: a preservação da vida. São 168 horas anuais de manifestações em prol do futuro da humanidade.</p>
<p>Parei para pensar na parafernália que se alastra pelo curto intervalo de tempo. Para que serve tamanha indumentária, na prática, se o ano possui 8.760 horas e nas 8.562 que não integram a semana sustentável pouco se faz pela conservação da natureza? O que, de fato, significa agir em defesa do meio ambiente? Qualquer resposta a uma questão tão prosaica soaria paliativa, se não fosse a absoluta falta de noção de uma quantidade significativa de pessoas sobre o quão prejudicial pode ser para o planeta a forma com a qual nos movimentamos dentro do contexto sócio-político em que vivemos. Transformamo-nos em peças de um mecanismo atrelado ao interesse do capital. O que move a máquina a qual ajudamos a alimentar diariamente é o dinheiro e os meios que nos levam a adquiri-lo para que possamos sobreviver. Existe, portanto, um conflito mutante, já que o sistema busca sempre brechas de adaptação, entre a sociedade e sua dinâmica, e o meio ambiente, a natureza. De nada adianta debatermos durante 168 horas se não tivermos condições de, em algum momento, abrirmos os olhos para tal realidade, pararmos efetivamente para pensar a respeito e procurarmos por maneiras adequadas de convivência com o planeta que habitamos.</p>
<p>Retomo a pergunta: O que, de fato, significa agir em defesa do meio ambiente? O meu desejo era o de evitar a palavra <a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/06/biguatinga.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-4137" title="biguatinga" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/06/biguatinga.jpg?w=480" alt=""   /></a>defesa, pois somos elos uns dos outros, formamos todos, seres universais, este magnífico e gigantesco coração chamado vida. Somos a natureza, um de seus braços. Para falar sobre ela e nossa relação com a Terra, preferiria utilizar termos como compartilhar, somar, distribuir, mas infelizmente, para que possamos usufruir de expressões tão belas e relevantes precisamos primeiro conhecer o entorno e sabermos como nos posicionar diante dele. Há possibilidade de continuar a mover a manivela econômica sem causar danos ao meio ambiente? Cientistas do mundo inteiro lançam mão de métodos viáveis e eficazes, cujo foco é a sustentabilidade.</p>
<p><strong>Código Florestal Brasileiro em perigo</strong></p>
<p>Estamos atrelados a uma Era corroída por desastres ambientais de larga escala, graves, muitas vezes irremediáveis. Chegamos ao limite de esgotamento dos recursos naturais do planeta e mesmo assim, na Amazônia, por exemplo, os desmatamentos, que não cessam, cresceram 500% em março e abril de 2011 se comparados ao ano anterior. <strong>O país passa por um dos momentos mais sérios de sua história com a aprovação, no dia em 24 de maio, do novo Código Florestal Brasileiro pela Câmara dos Deputados.</strong> Dos parlamentares que participaram da sessão extraordinária realizada em Brasília, 410 votaram a favor do relatório do deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), 63 contra e houve uma abstenção. Um número expressivo de deputados corroborou com o maior <strong>retrocesso da política ambiental brasileira</strong>, dando fé a um projeto que anistiará desmatadores e retirará a proibição de novos desmatamentos em todas as propriedades rurais brasileiras por cinco anos a partir da publicação da nova Lei, entre outros. Centenas de milhares de hectares de matas nativas do Brasil estarão ameaçadas.</p>
<p><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/06/amazonia.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-4139" title="amazonia" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/06/amazonia.jpg?w=480" alt=""   /></a>A Sociedade Brasileira pelo Progresso da Ciência (SBPC) e Academia Brasileira de Ciências (ABC) disseram não ao desmonte da legislação ambiental brasileira e pediram mais dois anos de análises sobre possíveis modificações no texto atual. A finalidade é a construção de uma lei segura e sustentável. O <strong>documento científico</strong> com mais de 100 páginas foi entregue também ao deputado Rebelo, cuja resposta dada sobre o seu conteúdo foi: &#8220;Li e ignorei.&#8221; O projeto seguirá para o Senado e, em seguida, para a sanção da presidente Dilma Rousseff.</p>
<p>Publico abaixo o artigo <strong>Lei ambiental: a mudança será para pior</strong>, de Vania Neu. Considero fundamental apresentar o parecer de um especialista para aprofundar o tema e as questões que estão por traz das alterações propostas no novo Código. A autora é bióloga com mestrado e doutorado em Ecologia pela Universidade de São Paulo (USP). Atualmente é professora e pesquisadora da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFAM), na linha de biogeoquímica com ênfase no ciclo do carbono. Direta, contundente e bem embasada, Vania faz uma leitura completa da história do Código e destrincha os por menores ocultos na flexibilização das leis ambientais do País. Detalhe primordial que ninguém vê, muitos não sabem que existe ou fazem que não sabem e a grande imprensa não noticia.</p>
<p><strong>Mudança de comportamento</strong></p>
<p>Estamos na Semana Mundial do Meio Ambiente. Creio não haver razão para restringirmos as nossas ações aos sete dias <a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/06/boto-cor-de-rosa-1.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-4140" title="boto-cor-de-rosa.1" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/06/boto-cor-de-rosa-1.jpg?w=480" alt=""   /></a>que a compõem. Faz-se urgente que comecemos a nos articular em direção à transformação. O primeiro passo para a construção de um convívio saudável e inteligente com a natureza se revela na mudança de comportamento. Precisamos mudar os nossos hábitos, a nossa visão, a nossa forma de ser e estar no mundo para que causemos, ao nos movimentarmos e alimentarmos o sistema, cada vez menos impacto. Você separa o lixo? Economiza energia elétrica, água, produtos de uso diário? Sabe que o consumo ponderado de eletrônicos, por exemplo, reduz em níveis consideráveis o lixo tóxico acumulado nos aterros sanitários de grandes centros urbanos? E o óleo de cozinha, você guarda em recipientes para futuro descarte em postos de coleta do seu bairro? Conhece estes locais espalhados pelo seu município? Você utiliza sacolas ecológicas para fazer compras? Opta por embalagens biodegradáveis? Usa de forma consciente o papel, imprimindo o menor número de documentos possível? Utiliza menos o carro e mais os meios de transporte alternativos de sua cidade como o ônibus, o metrô, o trem e a bicicleta? Sabe que o monóxido de carbono emitido pelos veículos automotores é o gás que mais polui a atmosfera? Conhece as leis ambientais do seu país?</p>
<p>As grandes mudanças surgem de pequenos gestos, das pequenas coisas. Se cada um fizer a sua parte, nós conseguiremos reduzir as consequências trágicas do maltrato secular sofrido pelo planeta na vida de todos os seres que o habitam, tornando assim, o nosso futuro possível. Do contrário, estaremos nos condenando, lenta e gradativamente, à morte. A escolha é sua. Pense nisso. Abrace essa causa. Engaje-se. Reivindique. Informe-se.</p>
<p>O nosso amanhã está em nossas mãos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>__________________________________________________________________</p>
<p>* Artigo publicado originalmente no portal ((o)) Eco Amazonia, em 28 de abril de 2011.</p>
<p><strong>Por Vania Neu</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/06/mata-atlc3a2ntica.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-4141" title="mata atlântica" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/06/mata-atlc3a2ntica.jpg?w=480" alt=""   /></a>O Código Florestal Brasileiro em vigor foi instituído em 15 de setembro de 1965, pela Lei 4.777, com objetivo de ser um instrumento legal para evitar a perda da biodiversidade, erosão e empobrecimento do solo assim como o assoreamento dos rios e demais corpos d’água. Um pequeno grupo de pessoas, porém muito poderoso em termos econômicos, alega que o Código Florestal está defasado, engessando o crescimento do país, além de comprometer a produção de alimentos, por reduzir a área destinada à agropecuária. Os argumentos acima citados não têm embasamento científico.</p>
<p>O primeiro argumento relacionado à defasagem não está correto, pois mesmo sendo instituído em 1965, o Código Florestal passou por inúmeras revisões e medidas provisórias, que foram adequando-o às condições atuais. A segunda afirmativa também não é verdadeira, pois os grupos que estão descontentes com o atual Código Florestal em sua maioria são latifundiários, empresários do agronegócio, produtores de <em>commodities</em> destinadas predominantemente à exportação. Grande parte da produção originária do agronegócio, que detêm 75% das terras do nosso país, consiste em matéria prima para exportação, enquanto a agricultura familiar, detendo apenas 25% das terras, produz em torno de 77% do nosso alimento (MDA &#8211; Ministério do Desenvolvimento Agrário).</p>
<p>A alegação de que a legislação ambiental compromete a produção de alimentos devido à redução de áreas destinadas à agropecuária é facilmente derrubada pelos dados do pesquisador Gerd Sparovek da renomada Escola Superior de Agricultura da Universidade de São Paulo (ESALQ). Em seus trabalhos, Gerd mostra que atualmente existe no país mais de 100 milhões de hectares de pastagens degradadas que poderiam ser recuperadas e tornarem-se áreas produtivas. Esta área é imensa quando comparada aos 67 milhões de hectares atualmente ocupados pela agricultura. Além dos atualmente 211 milhões de hectares ocupados pela pecuária num modelo de baixíssima produtividade, produzindo 1,1 animais por hectare.</p>
<p>Hoje existem inúmeros trabalhos científicos mostrando que a produtividade do setor agropecuário pode facilmente ser <a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/06/tamanduc3a1-1.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-4142" title="tamanduá.1" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/06/tamanduc3a1-1.jpg?w=480" alt=""   /></a>dobrada, sem derrubar uma árvore, e respeitando os dispositivos do atual Código Florestal. O Projeto de Lei 1.876/99 foi construído para atender os interesses da minoria anteriormente citada, as quais têm a maior fração de terras em nosso país e possuem o maior passivo ambiental. Em nenhum momento a comunidade científica do nosso país foi convidada a participar da construção de uma nova proposta.</p>
<p>Por outro lado, pesquisas mostram que a nossa sobrevivência depende de um conjunto de benefícios advindos dos serviços ecossistêmicos. Estes serviços são os benefícios que as pessoas recebem dos ecossistemas, e as florestas são de extrema importância, pois nos fornecem uma série de serviços como as chuvas, purificação das águas, preservação dos recursos hídricos, fonte de alimento, resinas, fármacos, produção de oxigênio, ciclagem de nutrientes, dentre vários outros. Estes serviços são comprometidos quando as áreas de florestas são substituídas por outros usos do solo (Milenio, 2006).</p>
<p><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/06/rio-araguaia.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-4143" title="rio araguaia" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/06/rio-araguaia.jpg?w=480" alt=""   /></a>O Projeto de Lei 1.876/99 tira a função ambiental de preservação das Áreas de Proteção Permanente (APPs). Como o próprio nome diz, as áreas de APP devem ser <strong>preservadas</strong> e não apenas <strong>conservadas</strong> como propõem o substitutivo. A proposta também retira da categoria de APP os topos de morros, montes, montanhas, serras e áreas com altitude superior a 1.800m. A cada dia, recebemos inúmeras notícias via meios de comunicação, sobre relatos trágicos com a perda de centenas de vidas devido à ocupação irregular das áreas de encostas. Até mesmo os leigos neste assunto sabem da importância em se preservar estas áreas. Não são necessários dados científicos, para entendermos a importância da preservação das APPs, basta assistir diariamente as noticias em nosso país.</p>
<p>Outra categoria de APP que está seriamente ameaçada, ou seja, deixará praticamente de existir, são as matas ciliares, nas margens dos rios. O código em vigor institui como área de APP as margens dos rios, considerando o <strong>leito maior</strong> do rio, ou seja, o leito do rio durante o período de cheia. O PL 1876/99 propõe que se considere a margem do rio levando em conta o <strong>leito menor</strong>.</p>
<p>Imaginamos o exemplo do rio Uatumã, que o Professor Fernando Jardim citou em recente debate na Universidade <a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/06/arara-e-india.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-4144" title="arara e india" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/06/arara-e-india.jpg?w=480" alt=""   /></a>Federal Rural da Amazônia (UFRA), que apresenta na seca largura de 100 m, enquanto no período de cheia 5.000 m. Ao aprovar o PL 1876/99, a área de APP, calculada a partir do leito menor do rio (período de seca), ficaria restringida a 200 m. Dessa forma, os 500 metros de faixa marginal que hoje é considerada APP poderiam ser totalmente desmatados, e 4.800 m, ou seja, 96% do canal do rio, estariam livres para qualquer uso. Além das áreas de APPs desaparecerem, o leito do rio poderá ser ocupado.</p>
<p>Ao aceitar a proposta do substitutivo, podemos amanhã estar construindo nossas casas ou mesmo plantando soja, cana-de-açúcar, fumo dentre outras culturas dentro do leito dos rios. E quando o rio encher e levar nossas casas e nossas plantações, de quem será a culpa? Foi simplesmente castigo de Deus?</p>
<p>Como já foi demonstrada em vários trabalhos, a mata ciliar é o ecossistema de maior importância para a manutenção da vida aquática dos rios. Ela serve como filtro na retenção de sedimentos, agrotóxicos e fertilizantes originários das áreas alteradas, seja pela ocupação urbana ou rural. À medida que eliminamos as matas ciliares, estamos também ameaçando os peixes, fonte de proteína de extrema importância para comunidades tradicionais ribeirinhas, indígenas, caboclos, que, em muitos casos, são comunidades com a maior carência de alimento, as quais dependem dos rios para sua sobrevivência.</p>
<p><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/06/bromc3a9lia.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-4145" title="bromélia" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/06/bromc3a9lia.jpg?w=480" alt=""   /></a>Outra grande ameaça está relacionada à Reserva Legal (RL), a qual o atual Código Florestal caracteriza como necessária ao uso sustentável dos recursos naturais, à conservação e reabilitação dos processos ecológicos e à conservação da biodiversidade. O uso sustentável, no referido código, permite o uso e manejo das áreas de Reserva Legal. Pelo PL 1876/99, a Reserva Legal passará a ter como função principal o uso econômico, e a conservação passa a ser uma função auxiliar. Permite ainda que, no caso da ausência de Reserva Legal no imóvel, poderá ser realizada a compensação ambiental da área sob regime de servidão ambiental em outra bacia hidrográfica, ou seja, podemos desmatar em Paragominas (PA), e compensar em Xapuri no Acre.</p>
<p>Ao falar em Reserva Legal, não podemos esquecer que a floresta é responsável por grande parte das chuvas, pois, via evapotranspiração, joga umidade para atmosfera. Segundo Antônio Nobre, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), “A Amazônia é uma bomba hidrológica impressionante, que lança diariamente 20 bilhões de toneladas de água na atmosfera, garantindo que uma área responsável por 70% do PIB sul-americano seja devidamente irrigada.” Em 1985, o pesquisador Eneas Salati já mostrava que, na Amazônia, no mínimo 50% da chuva tem origem na umidade que a própria floresta produzia. Além da regulação climática de temperatura, umidade e precipitação, as florestas são de extrema importância para manutenção dos estoques de carbono armazenados na biomassa viva.</p>
<p>No processo de corte e queima da vegetação, ocorre grande emissão de carbono para a atmosfera. Atualmente, dos 7,6 <a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/06/onc3a7a.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-4146" title="onça" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/06/onc3a7a.jpg?w=480" alt=""   /></a>bilhões de toneladas de carbono liberadas anualmente para a atmosfera, a queima de florestas tropicais ainda é responsável pela emissão de 1,6 bilhões de toneladas. Neste cenário, o Brasil é considerado um dos países que mais contribui para este tipo de emissão, devido ao desmatamento principalmente do bioma Amazônico. Segundo estimativas do Observatório do Clima, caso aprovadas as alterações no Código Florestal, estaremos legalizando uma emissão em torno de 25 bilhões de toneladas de CO2 , ou seja, emissão 13 vezes superior as que ocorreram no ano de 2007. Como iremos cumprir os acordos internacionais assinados, nos quais o Brasil se comprometeu em reduzir as emissões de gases de efeito estufa, se estamos aprovando uma legislação que estimula e legaliza o desmatamento de milhões de hectares de vegetação nativa?</p>
<p>A liberação de milhões de hectares de vegetação nativa para o desmatamento elevará ainda mais as concentrações dos gases de efeito estufa na atmosfera, e os efeitos sobre o clima poderão ser mais intensos. Ao falar em mudanças climáticas, devemos citar o estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinhas (UNICAMP) (Pellegrino, G. Q., Assad, E. D.; Marin, F. R.) publicado na Revista Multiciência, Campinas, no ano de 2007. Segundo este estudo, num cenário bastante otimista com o aumento de apenas 3° C da temperatura, as áreas hoje utilizadas pela agricultura não terão aptidão para as mesmas culturas, e enfrentaremos nos próximos anos sérios riscos no que diz respeito à segurança alimentar em nosso país. Dados deste estudo indicam a redução das áreas para as culturas como feijão (11%), arroz (18%), café (58%), milho (7%) e a soja (39%). A única cultura que será beneficiada com o aumento da temperatura é a cana-de-açúcar, a qual poderá dobrar sua área de produção, ou seja, estamos reduzindo a produção de alimento e estimulando a produção de etanol.</p>
<p><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/06/mangue.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-4147" title="mangue" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/06/mangue.jpg?w=480" alt=""   /></a>O Projeto de Lei 1.876/99 propõe ainda a isenção de recuperação da reserva legal para propriedades com até quatro módulos fiscais. Módulo fiscal é uma unidade de área estabelecida criada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) que varia em área de 5 a 110 hectares, dependendo da região. O projeto prevê ainda que em grandes áreas, a recuperação deverá ser realizada somente na área que exceder aos 4 módulos fiscais, ou seja, uma propriedade de 500 ha, onde o módulo fiscal é de 100 ha, localizado no bioma amazônico que prevê reserva legal de 80%, existiria a necessidade de recuperar apenas 80 hectares.</p>
<p>Qualquer pessoa, com um mínimo de instrução, pode fazer uma rápida revisão bibliográfica e constatar que hoje, ao avançar com o desmatamento sobre as áreas de floresta, a nossa produtividade num futuro próximo poderá ser limitada pela falta de água. Segundo José A. Marengo, pesquisador do CPTEC – INPE, a floresta amazônica é capaz de gerar diariamente níveis de vapor d&#8217;água oriundos do processo de evapotranspiração, em quantidades altamente significativas, alimentando a atmosfera com umidade e formando os &#8220;rios voadores&#8221;, que conforme os movimentos da circulação geral da atmosfera são deslocados para a região centro-oeste, sudeste e sul do país. No momento em que ocorre uma grande supressão da vegetação no Bioma Amazônico, grande parte do Brasil deixará de ser beneficiado com a umidade da Amazônia.</p>
<p>Se o Projeto de Lei 1.876 for aprovado, será um grande retrocesso em termos de desenvolvimento, enquanto a <a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/06/tucano-de-bico-preto.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-4148" title="tucano-de-bico-preto" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/06/tucano-de-bico-preto.jpg?w=480" alt=""   /></a>comunidade internacional fala em sustentabilidade, redução de impactos ambientais, estamos aprovando uma legislação que legaliza justamente o contrário. Além de favorecer uma pequena minoria, estaremos estimulando as emissões de gases de efeito estufa, mudanças climáticas com aumento da temperatura, sérias interferências sobre o ciclo hidrológico com secas e enchentes cada vez mais extremas, aumento do nível do mar, salinização dos rios, perda irreversível da biodiversidade, insegurança alimentar, ameaça às populações mais pobres, já que estas vivem nas áreas menos favorecidas, dentre várias outras conseqüências.</p>
<p>Hoje dispomos de tecnologia para aumentar a nossa produtividade, com técnicas de plantio direto, sistemas agroflorestais, sistemas agrossilvopastoris que além de aumentar a produtividade, minimizam os impactos sobre os recursos hídricos. Também possuímos técnicas eficientes para a recuperação de áreas degradada para tornar novamente produtivo os sistemas degradados. É hora de a sociedade refletir e debater sobre como conciliar economia e meio ambiente, produção e soberania alimentar, agricultura e democratização do acesso à terra, e não ficarmos reféns de um modelo produtivista excludente e depredador dos recursos naturais.</p>
<p>* * *</p>
<p>Artigo disponível também em <strong><a href="http://www.oecoamazonia.com/br/artigos/9-artigos/196-lei-ambiental-a-mudanca-sera-para-pior">((o)) Eco Amazonia</a></strong>.</p>
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<p><strong>Os distribuidores da vida por Louie Schwarzberg</strong></p>
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		<title>Pedalando na rua e Traçando caminhos</title>
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		<pubDate>Tue, 31 May 2011 01:32:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Pinheiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vá de Bicicleta]]></category>
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		<category><![CDATA[bicicleta como meio de transporte urbano]]></category>
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		<description><![CDATA[Hoje pela manhã, escrevi o depoimento a seguir como colaboração para o blog das Pedalinas, coletivo feminino de Ciclistas de São Paulo do qual sou a mais nova integrante. Na verdade, somos eu e mais algumas mulheres a dar as primeiras pedaladas na capital paulista. Deixei as participantes mais antigas do grupo à vontade para [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=amacaca.wordpress.com&amp;blog=4215970&amp;post=4072&amp;subd=amacaca&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje pela manhã, escrevi o depoimento a seguir como colaboração para o blog das <strong><a href="http://pedalinas.wordpress.com/">Pedalinas</a></strong>, coletivo feminino de Ciclistas de São Paulo do qual sou a mais nova integrante. Na verdade, somos eu e mais algumas mulheres a dar as primeiras pedaladas na capital paulista. Deixei as participantes mais antigas do grupo à vontade para utilizarem o material da forma que melhor lhes parecesse. O resultado, para a minha alegria, foi um convite para eu integrar o <em>hall</em> de autoras da página do coletivo. Depois de receber um presente como este, fiz questão de produzir o meu primeiro post para o Pedalinas. Disponibilizo parte do conteúdo aqui para os leitores da macaca. Quem quiser, confira <strong><a href="http://pedalinas.wordpress.com/2011/06/01/uma-bicicleta-em-minha-vida/">lá</a></strong> também.</p>
<div id="attachment_4124" class="wp-caption aligncenter" style="width: 442px"><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/hpim6675.jpg"><img class="size-full wp-image-4124 " title="HPIM6675" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/hpim6675.jpg?w=480" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Ciclistas experientes promovem oficina para grupo de 12 pessoas com o objetivo de estimular a autonomia da mulher no trânsito</p></div>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p><strong><em>DEPOIMENTO</em></strong></p>
<p>Comecei a utilizar a bicicleta como meio de transporte urbano em março de 2011, em Florianópolis, cidade onde morava. Da Ilha, eu iniciei uma pesquisa intensa sobre o movimento ciclístico de São Paulo, já que estava em processo de mudança para a capital paulista. Foi quando descobri o coletivo e entrei em contato com as meninas, que me receberam de braços abertos. No sábado passado, dia 28 de maio, participei, pela primeira vez, de uma oficina promovida pelo grupo. Com o tema Pedalando na rua e Traçando caminhos, as ciclistas mais experientes apresentaram para cerca de 12 mulheres, entre veteranas e iniciantes, dicas sobre postura no trânsito, direção defensiva, mapeamento de ruas e avenidas alternativas para trajeto, opções intermodais e uso de ferramentas como Google Maps e Bikely para traçar rotas pela cidade.  Penso que a oficina foi um espaço de troca de informações, aprendizado e integração muito útil e fundamental para todas as participantes. Por meio de encontros como o de sábado, eu irei adquirir a segurança e os conhecimentos necessários para enfrentar sozinha o trânsito de São Paulo. A meta é vencer, a cada dia, uma barreira para conquistar o meu espaço como cidadã e usuária da bicicleta na cidade. Não será uma tarefa fácil, o desafio é grande, os perigos são reais, os motoristas desrespeitosos, mas esta foi uma escolha que fiz para a minha vida – uma das mais verdadeiras e belas – e não acho justo abrir mão do que sou e quero para mim e para o mundo por conta da imposição de uma cultura de mercado motorizada. As Pedalinas são peça decisiva na construção deste sonho. Obrigada meninas. Vamos em frente. Até a próxima.</p>
<p><strong>Flyer da Oficina</strong></p>
<p><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/flyer-oficina-pedalinas.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-4125" title="Flyer Oficina Pedalinas" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/flyer-oficina-pedalinas.jpg?w=480" alt=""   /></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/amacaca.wordpress.com/4072/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/amacaca.wordpress.com/4072/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/amacaca.wordpress.com/4072/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/amacaca.wordpress.com/4072/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/amacaca.wordpress.com/4072/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/amacaca.wordpress.com/4072/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/amacaca.wordpress.com/4072/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/amacaca.wordpress.com/4072/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/amacaca.wordpress.com/4072/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/amacaca.wordpress.com/4072/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/amacaca.wordpress.com/4072/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/amacaca.wordpress.com/4072/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/amacaca.wordpress.com/4072/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/amacaca.wordpress.com/4072/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=amacaca.wordpress.com&amp;blog=4215970&amp;post=4072&amp;subd=amacaca&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">HPIM6675</media:title>
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		<title>Olhar não é Enxergar</title>
		<link>http://amacaca.wordpress.com/2011/05/31/4068/</link>
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		<pubDate>Tue, 31 May 2011 01:15:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Pinheiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Devaneios Macacais]]></category>
		<category><![CDATA[Avenida 23 de Maio]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando enxerguei São Paulo pela primeira vez, meu coração batia tão forte que mal cabia em meu peito. Passei a refletir sobre aquele emaranhado de sentimentos, todos disparados por uma única faísca: o contato. Creio que estar em algum lugar, habitar determinada cidade, circular por suas ruas e avenidas, partes e artérias não é a mesma coisa que explorar, desbravar, misturar-se, respirar, deixar-se levar, sentir-se imerso, contagiado por um espaço, seja ele urbano ou rural, familiar ou estrangeiro. Vida é a palavra que cabe como luva nesse quebra-cabeça chamado atualidade. Compartilhamos um mundo vazio de esperança, tenso em sua essência, reprimido por lobbies de mercado, murcho de humanidade. Onde reencontrar o brilho do olhar íntimo que adquirimos quando nos relacionamos com um jardim, uma praça ou alameda qualquer do bairro em que moramos?  Como lidar com a metrópole? Li agora um texto que me inspirou a retomar o palavrório que debruço sobre este pedaço de papel sintético. Chama-se <strong><a href="http://outrasvias.com.br/2011/05/26/o-tempo-em-minha-bicicleta/">O tempo em minha bicicleta</a></strong>. Escrito pelo jornalista Daniel Santini, autor do blog Outras Vias, ele conta com a participação de Takeshi Tomita, um médico cirurgião japonês que Santini conheceu durante sua viagem para o Irã, realizada há meses. Trata-se de um relato belo, simples e instigante. Identifiquei-me com a leitura e decidi publicar no blog minhas primeiras impressões da cidade que não tem mais fim.</p>
<p>* * *</p>
<p><strong>Em São Paulo</strong></p>
<p>Seguem trechos de rabiscos meus para família e amigos. Divido com os meus leitores uma das experiências mais fortes e ricas de minha história. Por quê? Mudei-me para uma cidade que nem sequer o pé havia colocado, habito-a por conta e risco, carrego comigo a minha bicicleta e a força de quem conhece o seu valor. Minha intenção é a de conquistar.</p>
<p>Quer saber mais?</p>
<p>&#8230;</p>
<p><strong>17 de maio de 2011</strong></p>
<p><strong>ENCONTRO</strong></p>
<p>Cheguei em São Paulo no dia 16 de maio de 2011. Desde então, misturo-me com a cidade. Que sensação indescritível. Não é apenas o espaço urbano a me invadir inteira dia após dia, ou a quantidade de afazeres, a organização das coisas, mas sou eu, só, porém mais acompanhada de mim do que jamais estive na vida, a me abrir para um mundo completamente novo, a escrever uma nova página de meu caminho. Não consigo parar de tremer, tamanha a emoção a me desmontar e montar de novo, a me desarrumar por dentro para em seguida colocar no lugar. Que isso?</p>
<p>Afirmo de prumo: nunca foi tão bom sentir o coração bater.</p>
<p>&#8230;</p>
<p><strong>24 de maio de 2011</strong></p>
<p>Cada novo passo meu na capital paulista abre milhares de janelas, portas, gavetas e horizontes sem fim. Uma coisa descomunal e praticamente descontrolada, já que a quantidade de informação a ser absorvida parece infinita. Se duvidar, acho que esse é o melhor termo para definir São Paulo: INFINITO. Tenho que me adaptar a essa nova realidade, já que vim de um pedacinho de terra maravilhoso, mas pequenino. Morei cinco anos e meio em uma Ilha com o número de habitantes que dois bairros de São Paulo possuem.</p>
<p>A vontade que tenho é de devorar tudo. Os meus novos amigos se divertem comigo. Dizem para ter &#8220;caaaaaaaaalma Carol, você terá tempo de conhecer tudo o que quiser. Devagar e sempre&#8221;&#8230;devagar e sempre? Paulistanos vivem em uma megalópole maluca e desenfreada e acreditam no vagar dos dias e das descobertas. Eita paradoxo bárbaro esse.</p>
<p>Há contrastes de todos os tipos, belezas e feiúras, uma overdose de gente, concreto, poluição &#8211; vira e mexe, chega a doer respirar -, ruas, avenidas, carros, sobes e desces, barulho, comércio, arranha-céus, viadutos. Como um amigo comentou: moramos na cidade dos superlativos.</p>
<p>* * *</p>
<p>Para ilustrar o turbilhão, publico algumas fotos que andei tirando em minhas idas e vindas.</p>
<address>Arquivo Pessoal</address>
<address> </address>
<div id="attachment_4088" class="wp-caption aligncenter" style="width: 394px"><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/avenida-paulista1.jpg"><img class="size-full wp-image-4088 " title="Avenida Paulista" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/avenida-paulista1.jpg?w=480" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Avenida Paulista</p></div>
<div id="attachment_4090" class="wp-caption aligncenter" style="width: 394px"><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/hospital-santa-catarina1.jpg"><img class="size-full wp-image-4090 " title="Hospital Santa Catarina" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/hospital-santa-catarina1.jpg?w=480" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Hospital Santa Catarina</p></div>
<div id="attachment_4091" class="wp-caption aligncenter" style="width: 347px"><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/belo-edifc3adcio-residencial-com-varandas-e-plantas1.jpg"><img class="size-full wp-image-4091 " title="Belo edifício residencial com varandas e plantas" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/belo-edifc3adcio-residencial-com-varandas-e-plantas1.jpg?w=480" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Belo edifício residencial com varandas e plantas</p></div>
<div id="attachment_4092" class="wp-caption aligncenter" style="width: 332px"><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/uma-das-inscric3a7c3b5es-que-integram-a-fachada-do-hospital-santa-catarina-formidc3a1vel1.jpg"><img class="size-full wp-image-4092 " title="Uma das inscrições que integram a fachada do Hospital Santa Catarina. Formidável!" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/uma-das-inscric3a7c3b5es-que-integram-a-fachada-do-hospital-santa-catarina-formidc3a1vel1.jpg?w=480" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Uma das inscrições que integram a fachada do Hospital Santa Catarina. Formidável!</p></div>
<div id="attachment_4093" class="wp-caption aligncenter" style="width: 394px"><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/prc3a9dio-da-federac3a7c3a3o-das-indc3bastrias-do-estado-de-sc3a3o-paulo-fiesp.jpg"><img class="size-full wp-image-4093 " title="Prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP)" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/prc3a9dio-da-federac3a7c3a3o-das-indc3bastrias-do-estado-de-sc3a3o-paulo-fiesp.jpg?w=480" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP)</p></div>
<div id="attachment_4094" class="wp-caption aligncenter" style="width: 394px"><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/c3a1rvores-frondosas-que-encontrei-em-travessa-ao-lado-do-masp.jpg"><img class="size-full wp-image-4094 " title="Árvores frondosas que encontrei em travessa ao lado do Masp" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/c3a1rvores-frondosas-que-encontrei-em-travessa-ao-lado-do-masp.jpg?w=480" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Árvores frondosas que encontrei em travessa ao lado do Masp</p></div>
<div id="attachment_4096" class="wp-caption aligncenter" style="width: 394px"><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/museu-de-arte-de-sc3a3o-paulo-masp1.jpg"><img class="size-full wp-image-4096 " title="Museu de Arte de São Paulo (Masp)" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/museu-de-arte-de-sc3a3o-paulo-masp1.jpg?w=480" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Museu de Arte de São Paulo (Masp)</p></div>
<div id="attachment_4097" class="wp-caption aligncenter" style="width: 394px"><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/meu-primeiro-encontro-com-a-prac3a7a-do-ciclista1.jpg"><img class="size-full wp-image-4097 " title="Meu primeiro encontro com a Praça do Ciclista" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/meu-primeiro-encontro-com-a-prac3a7a-do-ciclista1.jpg?w=480" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Meu primeiro encontro com a Praça do Ciclista</p></div>
<div id="attachment_4098" class="wp-caption aligncenter" style="width: 394px"><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/explosc3a3o-de-vida-em-meio-ao-caos-urbano1.jpg"><img class="size-full wp-image-4098 " title="Explosão de vida em meio ao caos urbano" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/explosc3a3o-de-vida-em-meio-ao-caos-urbano1.jpg?w=480" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Explosão de vida em meio ao caos urbano</p></div>
<div id="attachment_4100" class="wp-caption aligncenter" style="width: 394px"><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/avenida-23-de-maio-entre-15h30-e-16h1.jpg"><img class="size-full wp-image-4100 " title="Avenida 23 de Maio entre 15h30 e 16h" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/avenida-23-de-maio-entre-15h30-e-16h1.jpg?w=480" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Avenida 23 de Maio entre 15h30 e 16h</p></div>
<div id="attachment_4101" class="wp-caption aligncenter" style="width: 394px"><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/viaduto-do-detran-com-bicicletinhas-pintadas-por-marcelo-siqueira1.jpg"><img class="size-full wp-image-4101 " title="Viaduto do Detran com bicicletinhas pintadas por Marcelo Siqueira" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/viaduto-do-detran-com-bicicletinhas-pintadas-por-marcelo-siqueira1.jpg?w=480" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Viaduto do Detran com bicicletinhas pintadas por Marcelo Siqueira</p></div>
<div id="attachment_4103" class="wp-caption aligncenter" style="width: 394px"><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/parque-ibirapuera2.jpg"><img class="size-full wp-image-4103 " title="Parque Ibirapuera" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/parque-ibirapuera2.jpg?w=480" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Parque Ibirapuera</p></div>
<div id="attachment_4104" class="wp-caption aligncenter" style="width: 394px"><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/hc3a1-araucc3a1rias-no-ibirapuera1.jpg"><img class="size-full wp-image-4104 " title="Há Araucárias no Ibirapuera" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/hc3a1-araucc3a1rias-no-ibirapuera1.jpg?w=480" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Há Araucárias no Ibirapuera</p></div>
<div id="attachment_4105" class="wp-caption aligncenter" style="width: 394px"><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/grafitagem-museu-afro-brasil-ibirapuera1.jpg"><img class="size-full wp-image-4105 " title="Grafitagem. Museu Afro Brasil, Ibirapuera" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/grafitagem-museu-afro-brasil-ibirapuera1.jpg?w=480" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Grafitagem, Museu Afro Brasil, Ibirapuera</p></div>
<div id="attachment_4106" class="wp-caption aligncenter" style="width: 394px"><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/grafites-farc3a3o-parte-de-mostra-que-o-espac3a7o-abrigarc3a1.jpg"><img class="size-full wp-image-4106 " title="Grafites farão parte de mostra que o espaço abrigará" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/grafites-farc3a3o-parte-de-mostra-que-o-espac3a7o-abrigarc3a1.jpg?w=480" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Grafites farão parte de mostra que o espaço abrigará</p></div>
<div id="attachment_4107" class="wp-caption aligncenter" style="width: 394px"><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/o-que-restou-de-duas-c3a1rvores-ibirapuera1.jpg"><img class="size-full wp-image-4107 " title="O que restou de duas árvores, Ibirapuera" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/o-que-restou-de-duas-c3a1rvores-ibirapuera1.jpg?w=480" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">O que restou de duas árvores, Ibirapuera</p></div>
<div id="attachment_4108" class="wp-caption aligncenter" style="width: 394px"><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/amontoado-de-flores-ibirapuera2.jpg"><img class="size-full wp-image-4108 " title="Amontoado de flores, Ibirapuera" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/amontoado-de-flores-ibirapuera2.jpg?w=480" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Amontoado de flores, Ibirapuera</p></div>
<div id="attachment_4109" class="wp-caption aligncenter" style="width: 394px"><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/conflito-entre-verdes-e-cinzas1.jpg"><img class="size-full wp-image-4109 " title="Conflito entre verdes e cinzas" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/conflito-entre-verdes-e-cinzas1.jpg?w=480" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Conflito entre verdes e cinzas</p></div>
<div id="attachment_4110" class="wp-caption aligncenter" style="width: 394px"><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/pc3b4r-do-sol-em-sc3a3o-paulo.jpg"><img class="size-full wp-image-4110 " title="Pôr-do-Sol em São Paulo" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/pc3b4r-do-sol-em-sc3a3o-paulo.jpg?w=480" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Pôr-do-Sol em São Paulo</p></div>
<div id="attachment_4111" class="wp-caption aligncenter" style="width: 394px"><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/parque-da-aclimac3a7c3a3o1.jpg"><img class="size-full wp-image-4111 " title="Parque da Aclimação" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/parque-da-aclimac3a7c3a3o1.jpg?w=480" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Parque da Aclimação</p></div>
<div id="attachment_4112" class="wp-caption aligncenter" style="width: 394px"><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/exercc3adcios-orientais-com-mc3basica-tradicial-de-fundo2.jpg"><img class="size-full wp-image-4112 " title="Exercícios orientais com música tradicial de fundo" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/exercc3adcios-orientais-com-mc3basica-tradicial-de-fundo2.jpg?w=480" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Exercícios orientais com música tradicial de fundo</p></div>
<div id="attachment_4113" class="wp-caption aligncenter" style="width: 382px"><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/vida-sustentc3a1vel1.jpg"><img class="size-full wp-image-4113 " title="Vida sustentável" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/vida-sustentc3a1vel1.jpg?w=480" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Vida sustentável</p></div>
<div id="attachment_4114" class="wp-caption aligncenter" style="width: 394px"><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/baita-disposic3a7c3a3o-hein-lindo-de-ver1.jpg"><img class="size-full wp-image-4114 " title="Baita disposição, hein! Lindo de ver" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/baita-disposic3a7c3a3o-hein-lindo-de-ver1.jpg?w=480" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Baita disposição, hein! Lindo de ver</p></div>
<div id="attachment_4115" class="wp-caption aligncenter" style="width: 394px"><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/em-silc3aancio1.jpg"><img class="size-full wp-image-4115 " title="Em silêncio" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/em-silc3aancio1.jpg?w=480" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Em silêncio</p></div>
<div id="attachment_4116" class="wp-caption aligncenter" style="width: 394px"><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/sim-cruzo-com-cenas-como-esta-em-sc3a3o-paulo1.jpg"><img class="size-full wp-image-4116 " title="Sim, cruzo com cenas como esta em São Paulo" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/sim-cruzo-com-cenas-como-esta-em-sc3a3o-paulo1.jpg?w=480" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Sim, cruzo com cenas como esta em São Paulo</p></div>
<div id="attachment_4117" class="wp-caption aligncenter" style="width: 394px"><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/imponc3aancia-clara-e-verdadeira1.jpg"><img class="size-full wp-image-4117 " title="Imponência clara e verdadeira" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/imponc3aancia-clara-e-verdadeira1.jpg?w=480" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Imponência clara e verdadeira</p></div>
<div id="attachment_4118" class="wp-caption aligncenter" style="width: 394px"><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/contato-direto-consigo1.jpg"><img class="size-full wp-image-4118 " title="Contato direto consigo" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/contato-direto-consigo1.jpg?w=480" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Contato direto consigo</p></div>
<div id="attachment_4119" class="wp-caption aligncenter" style="width: 394px"><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/contraste-olha-a-cidade-lc3a1-fora-fazendo-se-presente-mas-sem-abalar-a-forc3a7a-das-c3a1rvores1.jpg"><img class="size-full wp-image-4119 " title="Contraste. Olha a cidade lá fora, fazendo-se presente, mas sem abalar a força das árvores" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/contraste-olha-a-cidade-lc3a1-fora-fazendo-se-presente-mas-sem-abalar-a-forc3a7a-das-c3a1rvores1.jpg?w=480" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Contraste. Olha a cidade lá fora, fazendo-se presente, mas sem abalar a força das árvores</p></div>
<div id="attachment_4120" class="wp-caption aligncenter" style="width: 394px"><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/bicicletada-de-maio-pedal-de-3h-percorreu-o-centro-antigo-a-cidade-pulsa-por-todos-os-seus-poros.jpg"><img class="size-full wp-image-4120 " title="Bicicletada de maio. Pedal de 3h percorreu o Centro antigo. A cidade pulsa por todos os seus poros" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/bicicletada-de-maio-pedal-de-3h-percorreu-o-centro-antigo-a-cidade-pulsa-por-todos-os-seus-poros.jpg?w=480" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Bicicletada de maio. Pedal de 3h percorreu o Centro antigo. A cidade pulsa por todos os seus poros</p></div>
<div id="attachment_4121" class="wp-caption aligncenter" style="width: 394px"><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/marcha-da-liberdade.jpg"><img class="size-full wp-image-4121 " title="Marcha da Liberdade" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/marcha-da-liberdade.jpg?w=480" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Marcha da Liberdade pelo direito à expressão, pela democracia do espaço, por uma cidade plural</p></div>
<p style="text-align:center;">
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/amacaca.wordpress.com/4068/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/amacaca.wordpress.com/4068/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/amacaca.wordpress.com/4068/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/amacaca.wordpress.com/4068/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/amacaca.wordpress.com/4068/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/amacaca.wordpress.com/4068/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/amacaca.wordpress.com/4068/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/amacaca.wordpress.com/4068/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/amacaca.wordpress.com/4068/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/amacaca.wordpress.com/4068/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/amacaca.wordpress.com/4068/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/amacaca.wordpress.com/4068/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/amacaca.wordpress.com/4068/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/amacaca.wordpress.com/4068/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=amacaca.wordpress.com&amp;blog=4215970&amp;post=4068&amp;subd=amacaca&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">amacaca</media:title>
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			<media:title type="html">Avenida Paulista</media:title>
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			<media:title type="html">Hospital Santa Catarina</media:title>
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			<media:title type="html">Belo edifício residencial com varandas e plantas</media:title>
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			<media:title type="html">Uma das inscrições que integram a fachada do Hospital Santa Catarina. Formidável!</media:title>
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			<media:title type="html">Prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP)</media:title>
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			<media:title type="html">Árvores frondosas que encontrei em travessa ao lado do Masp</media:title>
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			<media:title type="html">Museu de Arte de São Paulo (Masp)</media:title>
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			<media:title type="html">Meu primeiro encontro com a Praça do Ciclista</media:title>
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			<media:title type="html">Explosão de vida em meio ao caos urbano</media:title>
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			<media:title type="html">Avenida 23 de Maio entre 15h30 e 16h</media:title>
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			<media:title type="html">Viaduto do Detran com bicicletinhas pintadas por Marcelo Siqueira</media:title>
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			<media:title type="html">Parque Ibirapuera</media:title>
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			<media:title type="html">Há Araucárias no Ibirapuera</media:title>
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			<media:title type="html">Grafitagem. Museu Afro Brasil, Ibirapuera</media:title>
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			<media:title type="html">Grafites farão parte de mostra que o espaço abrigará</media:title>
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			<media:title type="html">O que restou de duas árvores, Ibirapuera</media:title>
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			<media:title type="html">Amontoado de flores, Ibirapuera</media:title>
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			<media:title type="html">Conflito entre verdes e cinzas</media:title>
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			<media:title type="html">Pôr-do-Sol em São Paulo</media:title>
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			<media:title type="html">Parque da Aclimação</media:title>
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			<media:title type="html">Exercícios orientais com música tradicial de fundo</media:title>
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			<media:title type="html">Vida sustentável</media:title>
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			<media:title type="html">Baita disposição, hein! Lindo de ver</media:title>
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			<media:title type="html">Em silêncio</media:title>
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			<media:title type="html">Sim, cruzo com cenas como esta em São Paulo</media:title>
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			<media:title type="html">Imponência clara e verdadeira</media:title>
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			<media:title type="html">Contato direto consigo</media:title>
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			<media:title type="html">Contraste. Olha a cidade lá fora, fazendo-se presente, mas sem abalar a força das árvores</media:title>
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			<media:title type="html">Bicicletada de maio. Pedal de 3h percorreu o Centro antigo. A cidade pulsa por todos os seus poros</media:title>
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			<media:title type="html">Marcha da Liberdade</media:title>
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		<item>
		<title>Qual é o valor da informação?</title>
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		<pubDate>Wed, 11 May 2011 15:16:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Pinheiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Publicações (Da Macaca)]]></category>
		<category><![CDATA[Academia]]></category>
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		<description><![CDATA[Em 2003, prestes a fechar um ciclo em minha carreira, o término da Faculdade de Comunicação (PUCRS), eu dei início a uma série de reflexões sobre o significado de minha profissão, de tudo o que eu havia construído até então e de toda a vida que eu tinha pela frente a partir dali. Imaginava-me naquele [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=amacaca.wordpress.com&amp;blog=4215970&amp;post=3979&amp;subd=amacaca&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/comunicac3a7c3a3o.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3987" title="Comunicação" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/comunicac3a7c3a3o.jpg?w=480" alt=""   /></a>Em 2003, prestes a fechar um ciclo em minha carreira, o término da Faculdade de Comunicação (PUCRS), eu dei início a uma série de reflexões sobre o significado de minha profissão, de tudo o que eu havia construído até então e de toda a vida que eu tinha pela frente a partir dali. Imaginava-me naquele momento em que o estudante se vê no portão do Campus, de frente para a rua, com um diploma nas mãos. Instante exato em que surge a pergunta que não quer calar: e agora? Bom, não há muito que fazer senão, como sempre, seguir adiante. Medo? Todos. Vontade? Infinita. Esperança? Acesa.</p>
<p>No período de conclusão de curso uma questão acaba por se revelar. Dezenas de Universidades jogam nas ruas milhares de profissionais recém-formados todos os semestres. Até que ponto o mecanismo incessante de criação de bacharéis prepara as pessoas não para o mercado, mas para o mundo? Todos sabem que a graduação é o berço e que somente a prática da profissão ensina de fato. Mas o que é ser um jornalista de verdade?</p>
<p>A responsabilidade de manter a opinião pública bem informada é, acima de tudo, um dever social. Minha participação no contexto que habito inclui, entre outras coisas, formar opinião. Formar opinião? O leigo pode não se dar conta, mas não existe poder maior do que este. Tudo gira em torno de mentes que pensam. Redundância? Sim, se você souber que a sua mente é livre, independente, autônoma. Do contrário, você é um seguidor de quem? Do que diz a imprensa. Parece mentira, mas os meios de comunicação de massa alcançaram um patamar tal que as pessoas afirmam com frequência: &#8220;Isso é a mais pura verdade fulano, EU LI na Folha (de S. Paulo), EU ASSISTI no Jornal Nacional, eu ouvi na RÁDIO CBN.&#8221; Transformamo-nos, nós jornalistas, em oráculos universais. Nem a Academia, maior e mais respeitado espaço de seres pensantes do planeta, bate-nos. Isso mesmo leitor. Você duvida? Então, lamento informá-lo, mas pertence ao hall de seguidores, não possui uma mente livre. Quem eu penso que sou para te dizer isso? Não sou mais nada além do que você é nessa empreitada chamada vida. Somos todos parte do mesmo cosmos. Porém, parceiros ou não, meu caro, eu sou jornalista, sei do que estou falando.</p>
<p>Hoje, mais do que em qualquer tempo, nós temos a força. Tal realidade deveria me fazer sentir vitoriosa. Integro o time. Estou com a faca e o queijo na mão. Eureka! Não, as coisas não funcionam assim. Volto à pergunta com a qual encerrei o primeiro parágrafo: Mas o que é ser um jornalista de verdade?</p>
<p>Retorno ao começo do que você lê para engrenar a minha carroça de palavras&#8230;</p>
<p>Em 2003, prestes a fechar um ciclo em minha carreira, o término da Faculdade de Comunicação (PUCRS), eu dei início a uma série de reflexões sobre o significado de minha profissão, de tudo o que eu havia construído até então e de toda a vida que eu tinha pela frente a partir dali. Foi quando escrevi o artigo abaixo, cujo título se dispõe na abertura deste post. Encontro-me a quatro dias de uma das mudanças mais importantes de minha existência. Partirei para São Paulo em direção ao meu futuro depois de exercer o ofício que escolhi por amor há quase seis anos na região sul do Brasil. A prática me trouxe a certeza de que, sem dúvida, a grande escola se encontra fora das dependências do campus universitário. Enquanto remexia as minhas bugigangas separando o relevante para a viagem, deparei-me com o meu passado em uma caixa carregada de papéis até a boca. Ali estavam escritos diversos de minha época de estudante. Entre eles, este texto que segue para a sua apreciação.</p>
<p>Contarei um segredo para você. Algo que pertence somente a mim, mas que vou compartilhar contigo. Ao reler o que escrevi há oito anos, emocionei-me. Por quê? Ora, constatei algo de grande valor. Apesar de ter vivido um bocado desde o ponto final que dei ao palavrório produzido para a disciplina Tecnologia da Informação, eu continuo a mesma: não me corrompi, mutilei, violentei ou deixei me virarem a cabeça. Sigo pensando da mesma forma com uma esparsa vantagem, a de estar muito mais madura. Estou vencendo em minha carreira. Ser vitoriosa, como eu ia dizendo, significa usar do poder que possuo para realmente informar você. Li em um texto publicado pelo jornalista Daniel Santini no post <strong><a href="http://outrasvias.com.br/2011/05/06/percepcoes-distorcidas-e-a-realidade-no-transito/">Percepções distorcidas e a realidade no trânsito</a></strong>, de seu blog Outras Vias, a seguinte colocação: “A desinformação se completa pela preguiça, má vontade ou cinismo de boa parte da imprensa, que reproduz releases de maneira passiva e repete estereótipos e lugares comuns sem reflexão.” Ele está certo e você entenderá o que digo quando chegar ao fim do que lerá agora, se quiser, é claro. Sirva-se à vontade ou parta imediatamente. Ratifico &#8211; o resultado de tamanha falação tem a ver com escrúpulos e coragem, não com idealismos e utopia.</p>
<div id="attachment_3995" class="wp-caption aligncenter" style="width: 210px"><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/jornalismo-11.jpg"><img class="size-full wp-image-3995" title="Jornalismo.1" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/jornalismo-11.jpg?w=480" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Liberdade para quem?</p></div>
<p>_____________________</p>
<address><strong>*</strong> Artigo produzido em maio de 2003 para a disciplina Tecnologia da Informação, da Faculdade de Comunicação (PUCRS).</address>
<p><strong><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/carol1.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3981" title="Carol" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/carol1.jpg?w=480" alt=""   /></a>Falar sobre a informação é falar sobre a essência do significado do jornalismo: a comunicação.</strong> Ela, que em sua etimologia, defini-se como um repartir comum do alimento necessário para todo o profissional da área; ela, que segundo determinados teóricos, dá-se através de “todos os procedimentos pelos quais uma mente afeta a outra.” O que obviamente envolve não apenas o discurso oral e escrito como também a música, as artes visuais, o teatro, e certamente, todo o comportamento humano.</p>
<p>Hoje, o que temos é a comunicação instituída como área de conhecimento. Toda pessoa esteja ela onde estiver, movimenta-se, e consequentemente, transita por entre um fluxo de mensagens que penetra no corpo como que para oxigenar o sistema orgânico em vida. A televisão, o rádio, a imprensa, a internet, os “advertisements”, todos os meios técnicos eletro-eletrônicos de produção de imagem, som e escrita expiram uma linguagem sígnica repleta de códigos instantaneamente absorvidos pela sociedade. A convulsão destes meios e veículos se mistura com os alicerces erguidos há muito pelo homem, onde neles se apoiam os valores e princípios que propulsionam a cultura de um determinado povo. A pergunta faz-se necessária: Quem somos e de que forma nos identificamos como sujeitos ativos e autogerenciáveis, tendo em vista o fato de nos encontrarmos impressos ou objetivamente colocados como peças dentro do emaranhado midiático a que me referi?</p>
<p>Quando escolhi o jornalismo como profissão, pensava que teria condições de carregar todas as histórias do mundo sobre a folha de papel que acabaria nas mãos do leitor; que teria seguramente a oportunidade de me expressar por meio da chamada liberdade de manifestação do pensamento e de todos esses mas e poréns que ecoam em nossa mocidade e que vez ou outra esmorecem sem que percebamos. No decorrer do curso, contudo, notei que havia uma contradição nesse raciocínio meu. Mostraram-me que o jornalista quando reconhecido como tal deve manter-se imparcial frente aos acontecimentos que hão de se tornar notícia conduzida por ele, emissor, com seus instrumentos, ao receptor, ao público, às pessoas, à comunidade. O que se desmembra sobre o seguinte quadro: a chave que encerra a legitimidade da informação está acentada na maneira precisa e neutra com a qual o jornalista irá apurar o fato, apresente-se ele ao lado de sua porta ou do outro lado do mundo. Admito que me senti confusa, que o sentido e desejo entornados da coisa minha, aquela que me sacudia a fome de me tornar um ser comunicante, deparou-se com uma pedra; cascalho grande que talvez me pese nos ombros até este exato momento. Estou aqui, sentada a escrever esta porção de palavras, e penso que a minha angústia como futura profissional não se revela apenas junto aos meus anseios de principiante, mas à velocidade de transmissão das mensagens dentro de um contexto onde o processo de negociação entre emissor e receptor tem seguido por uma linha tênue bastante questionável.</p>
<p>Conforme afirmou Mattelart, em seu conceito de comunicação mundo, as grandes redes de informação e comunicação, <a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/jornalismo.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3991" title="Jornalismo" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/jornalismo.jpg?w=480" alt=""   /></a>com seus fluxos “invisíveis” e “imateriais” formam “territórios” abstratos e “intangíveis”. O público absorve uma quantidade massiva de códigos formatados em um número infinito de mensagens diariamente. A questão é: até que ponto ele decodifica tamanha bagagem de informação que possa resultar esta, na oportunidade de uma retroalimentação: o “feedback”? Com tantos canais a escolher e constante vazão de símbolos em operação instantânea, as pessoas têm ou não ao seu alcance a liberdade de manifestar ou desenvolver pensamento próprio?</p>
<p>A cultura da mídia passa primeiro pelas salas de redação e agências de notícias espalhadas pelos quatro cantos do globo. Surgem, então, em minha pequena visão de estudante já na porta do mercado, termos como uniformização e padronização. As técnicas de persuasão e manipulação das mensagens utilizadas pelas empresas jornalísticas são teoricamente comprovadas por estudiosos e pesquisadores do ramo. Não é novidade dizer, portanto, que o conceito de imparcialidade é relativo e que seu usufruto sob a égide de quem dá suporte a tais empresas torna-se um objeto deveras perigoso. O comportamento do jornalista, neste caso, é algo que se deve sempre polemizar, já que o desempenho da profissão está vinculado a uma função social.</p>
<p>O que dizer? Tenho medo. Aflige-me as ideias ter na consciência a chance de vir a ser parte de uma enorme máquina de entortar homens; de que possamos nós, profissionais da comunicação, estar adormecidos; de que movendo uma peça aqui outra ali nesse imenso tabuleiro que é a vida, e mais próximo da nossa realidade como comunicadores, do que representa a informação como argumento, possamos estar fazendo pessoas adormecerem.</p>
<p><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/jornalista-2.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3990" title="Jornalista.2" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/jornalista-2.jpg?w=480" alt=""   /></a>Hoje pela manhã, recebi de um amigo um livro de Antoine de Saint-Exupéry chamado Terra dos Homens. Saint-Exupéry, autor francês que durante parte do meu nascer e florescer, incansavelmente, apresentou-me um pouco dos tantos significados que tem a vida. Noto, após uma breve leitura do capítulo que me foi indicado, falo como pessoa e, reitero, futura profissional, que muito ainda tenho a aprender. Maravilhosa constatação. Confesso que este empurrão, tanto do amigo quanto do autor, serviu-me de fonte inspiradora para escrever este artigo.</p>
<p>Vitor Frankl disse que o homem é livre e responsável. Livre para fazer as suas escolhas e responsável pelas consequências de suas ações perante as escolhas que fez. Os meios de comunicação de massa passaram a exercer um papel estruturante na organização da sociedade mundial. Coloco a afirmação de Vitor Frankl em concordância simétrica com a minha: o jornalista, como profissional, também é livre e devidamente responsável pelos seus atos e por aquilo que a eles corresponder.</p>
<p>Acredito poder encaixar aqui algumas das palavras de Saint-Exupéry, que em uma viagem de trem da França à Polônia, ao observar operários em regresso à terra natal, certa vez rabiscou no papel: “E assim eles pareciam ter perdido um pouco da qualidade humana. Nos fardos mal arrumados, mal amarrados, eles haviam juntado apenas seus utensílios de cozinha, suas roupas de cama e cortinas. Mas tudo o que haviam acariciado e amado, tudo a que se haviam afeiçoado em quatro ou cinco anos de vida na França, o gato, o cachorro, os gerânios, tudo tiveram que sacrificar. A vida transmitia-se assim no absurdo e na desordem daquela viagem. Uma criança chupava o seio de sua mãe que de tão cansada parecia dormir. Olhei o pai. Um crânio pesado e nu como uma pedra. Um corpo dobrado no desconforto do sono, preso nas suas vestimentas de trabalho, um rosto escavado com buracos de sombra e saliências de ossos. Aquele homem parecia um monte de barro. E ele, que hoje é apenas uma máquina de cavar e martelar, sentia assim no coração uma deliciosa angústia. O mistério está nisso: eles se terem tornado esses montes de barro. Por que <a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/comunicac3a7c3a3o-11.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3993" title="Comunicação.1" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/comunicac3a7c3a3o-11.jpg?w=480" alt=""   /></a>terrível molde terão passado, por que estranha máquina de entortar homens? Um animal ao envelhecer conserva a sua graça. Por que a bela argila humana se estraga assim? Sento-me diante de um casal. Entre o homem e a mulher a criança, bem ou mal, havia se alojado e dormia. Volta-se, porém, no sono, e seu rosto me aparece sob a luz da lâmpada. Ah, que lindo rosto! Havia nascido daquele casal uma espécie de fruto dourado. Daqueles pesados animais havia nascido um prodígio de graça e encanto. E disse comigo mesmo: eis a face de um músico, eis Mozart criança, eis uma bela promessa da vida. Protegido, educado, cultivado, que não seria ele? Quando, por mutação, nasce nos jardins uma rosa nova, os jardineiros se alvoroçam. A rosa é isolada, é cultivada, é favorecida. Mas não há jardineiros para os homens. Mozart criança irá para a estranha máquina de entortar homens. Mozart fará suas alegrias mais altas da música podre na sujeira dos cafés-concertos. Mozart está condenado. E o que me atormenta aqui não é a caridade. Não se trata da gente se comover sobre uma ferida eternamente aberta. Os que a levam não a sentem. É alguma coisa como a espécie humana, e não o indivíduo, que está ferida, que está lesada. Não creio na piedade. O que me atormenta não é essa miséria na qual, afinal de contas, um homem se acostuma, como no ócio. O que me atormenta, as sopas populares não remedeiam. O que me atormenta não são essas faces escavadas nem a feiúra. É Mozart assassinado, um pouco em cada um desses homens.”</p>
<p>Qual é o valor da informação? Quero encontrar esta resposta nas faces do público que recebe e absorve a mensagem por nós, jornalistas, emitida. E que junto de mim esteja sempre a lembrança das palavras de Exupéry. Realista é o mercado. Eu sou uma futura profissional, que crê piamente na essência do significado deste ofício: a comunicação. Hei de levar comigo a seguinte frase: <strong>“Só o espírito, soprando sobre a argila, pode criar o homem.”</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/amacaca.wordpress.com/3979/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/amacaca.wordpress.com/3979/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/amacaca.wordpress.com/3979/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/amacaca.wordpress.com/3979/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/amacaca.wordpress.com/3979/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/amacaca.wordpress.com/3979/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/amacaca.wordpress.com/3979/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/amacaca.wordpress.com/3979/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/amacaca.wordpress.com/3979/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/amacaca.wordpress.com/3979/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/amacaca.wordpress.com/3979/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/amacaca.wordpress.com/3979/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/amacaca.wordpress.com/3979/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/amacaca.wordpress.com/3979/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=amacaca.wordpress.com&amp;blog=4215970&amp;post=3979&amp;subd=amacaca&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Direto do MObfloripa</title>
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		<pubDate>Wed, 04 May 2011 21:43:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Pinheiro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[EXTRA SIMIESCO A macaca agora está no MObfloripa &#8220;O MobFloripa, ou Guia de Mobilidade de Florianópolis, oferece informações sobre os meios de transporte da Capital. Aqui você encontra dados completos sobre o transporte coletivo, como horários de linhas de ônibus, tarifas e itinerários, transporte rodoviário, táxis, aviões, embarcações, aluguel de diferentes veículos, caronas, opções para [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=amacaca.wordpress.com&amp;blog=4215970&amp;post=3962&amp;subd=amacaca&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>EXTRA SIMIESCO</strong></p>
<p><strong> A macaca agora está no MObfloripa<br />
</strong></p>
<p><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/mobfloripa.png"><img class="alignleft size-full wp-image-3971" title="MObfloripa" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/mobfloripa.png?w=480" alt=""   /></a>&#8220;O MobFloripa, ou Guia de Mobilidade de Florianópolis, oferece informações sobre os meios de transporte da Capital. Aqui você encontra dados completos sobre o transporte coletivo, como horários de linhas de ônibus, tarifas e itinerários, transporte rodoviário, táxis, aviões, embarcações, aluguel de diferentes veículos, caronas, opções para portadores de necessidades especiais, novidades, links, downloads e muito mais.&#8221;</p>
<p>via<strong><a href="http://www.mobfloripa.com.br/novidades_det.php?codigo=1003">MObfloripa</a></strong>.</p>
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		<title>Bicicletada Floripa</title>
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		<pubDate>Mon, 02 May 2011 03:08:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Pinheiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
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		<description><![CDATA[RELATO 29 de abril de 2011 Data de mais uma Bicicletada na Ilha da Magia. Sorte a nossa, pois a noite estava linda, estrelada, fresca, convidativa e lá fomos nós a pedalar pelas ruas e avenidas da cidade. Minha segunda atividade em coletivo ciclourbano e já me senti em casa. Confesso que o medo do [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=amacaca.wordpress.com&amp;blog=4215970&amp;post=3916&amp;subd=amacaca&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>RELATO</strong></p>
<p><strong>29 de abril de 2011</strong></p>
<p>Data de mais uma <strong>Bicicletada </strong>na Ilha da Magia. Sorte a nossa, pois a noite estava linda, estrelada, fresca, convidativa e lá fomos nós a pedalar pelas ruas e avenidas da cidade. Minha segunda atividade em coletivo ciclourbano e já me senti em casa. Confesso que o medo do trânsito ainda é uma constante. Os motoristas não compartilham as vias, buzinam nos momentos mais inusitados sem razão, mantêm a velocidade alta ao nos ultrapassar e não respeitam a distância de 1,5 m do ciclista. São inúmeras as situações de perigo. No início, senti-me tensa, mas com o passar dos minutos ao lado do grupo eu logo relaxei. A paixão e o propósito sempre falam mais alto. Acredito que temos que nos arriscar pelo que amamos e queremos para nós e para os outros. Como muito bem escreveu o jornalista Thiago Benicchio, “lidar com as adversidades talvez seja a parte mais difícil da vida. Mas viver ainda é melhor que sonhar.”</p>
<p>Nosso pedal levou mais de duas horas, percorremos os bairros Trindade, Agronômica e Centro passando por: Lauro Linhares, Bocaiúva – a ciclofaixa desta rua continua tomada pelos carros, que estacionam despreocupados, quem os puniria, não é mesmo? –, Gama D’eça, Osmar Cunha, Hercílio Luz, Mauro Ramos e Beira-Mar Norte, entre outras.</p>
<p>O Fabiano (Faga Pacheco) sugeriu um tema para a nossa Bicicletada de abril, algo que soasse REAL (rsrsrsrs) em “homenagem” ao casamento mais comentado da última semana, mas o pessoal não aderiu. Resultado? Fiquei eu de duquesa, o próprio Fabiano de barão e a Ana de condessa, enquanto a galera não abriu mão de seus trajes plebeus. Portanto, não espantem ao perceber, nas fotos abaixo, a mocinha aqui destoada da massa ;P</p>
<p>Meros detalhes à parte, deixo o registro de minha baita alegria. Foi muito BOM pedalar com o grupo de Floripa, unido, integrador, consciente, bem-humorado, bonito, especial. O plantão jornalístico será mantido em São Paulo para a produção de conteúdo sobre a bicicleta, sempre inserindo-a ao espaço urbano e aos problemas que o ciclista encontra diariamente ao se deparar com o trânsito e a falta de educação dos motoristas, para citar um exemplo. Explorarei também outros contextos em que a bike pode ser usada como para a prática do cicloturismo; enfim, não faltarão pautas para apurar e cobrir.</p>
<p>Boraaaaaaaaaaaaaa!</p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<address>Crédito de foto: Fabiano Faga Pacheco e Vinícius LR</address>
<address> </address>
<address><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/bicicletada-abril-2011-20.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3917" title="Bicicletada abril 2011.20" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/bicicletada-abril-2011-20.jpg?w=480&#038;h=320" alt="" width="480" height="320" /></a></address>
<address><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/bicicletada-abril-2011-9.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3918" title="Bicicletada abril 2011.9" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/bicicletada-abril-2011-9.jpg?w=480&#038;h=360" alt="" width="480" height="360" /></a></address>
<address><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/bicicletada-abril-2011-1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3919" title="Bicicletada abril 2011.1" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/bicicletada-abril-2011-1.jpg?w=480&#038;h=360" alt="" width="480" height="360" /></a></address>
<address><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/bicicletada-abril-2011-13.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3920" title="Bicicletada abril 2011.13" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/bicicletada-abril-2011-13.jpg?w=480" alt=""   /></a></address>
<address><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/bicicletada-abril-2011-4.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3921" title="Bicicletada abril 2011.4" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/bicicletada-abril-2011-4.jpg?w=480&#038;h=360" alt="" width="480" height="360" /></a></address>
<address><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/bicicletada-abril-2011-3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3922" title="Bicicletada abril 2011.3" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/bicicletada-abril-2011-3.jpg?w=480&#038;h=360" alt="" width="480" height="360" /></a></address>
<address><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/bicicletada-abril-2011-12.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3923" title="Bicicletada abril 2011.12" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/bicicletada-abril-2011-12.jpg?w=480" alt=""   /></a></address>
<address><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/bicicletada-abril-2011-2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3924" title="Bicicletada abril 2011.2" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/bicicletada-abril-2011-2.jpg?w=480&#038;h=360" alt="" width="480" height="360" /></a></address>
<address><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/bicicletada-abril-2011-11.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3925" title="Bicicletada abril 2011.11" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/bicicletada-abril-2011-11.jpg?w=480&#038;h=360" alt="" width="480" height="360" /></a></address>
<address><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/bicicletada-abril-2011-21.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3926" title="Bicicletada abril 2011.21" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/bicicletada-abril-2011-21.jpg?w=480&#038;h=320" alt="" width="480" height="320" /></a></address>
<address><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/bicicletada-abril-2011-10.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3927" title="Bicicletada abril 2011.10" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/bicicletada-abril-2011-10.jpg?w=480&#038;h=360" alt="" width="480" height="360" /></a></address>
<address><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/bicicletada-abril-2011-22.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3928" title="Bicicletada abril 2011.22" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/bicicletada-abril-2011-22.jpg?w=480&#038;h=320" alt="" width="480" height="320" /></a></address>
<address><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/bicicletada-abril-2011-15.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3944" title="Bicicletada abril 2011.15" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/bicicletada-abril-2011-15.jpg?w=480&#038;h=360" alt="" width="480" height="360" /></a></address>
<address><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/bicicletada-abril-2011-6.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3938" title="Bicicletada abril 2011.6" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/bicicletada-abril-2011-6.jpg?w=480&#038;h=360" alt="" width="480" height="360" /></a></address>
<address><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/bicicletada-abril-2011-14.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3929" title="Bicicletada abril 2011.14" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/bicicletada-abril-2011-14.jpg?w=480" alt=""   /></a></address>
<address><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/bicicletada-abril-2011-23.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3930" title="Bicicletada abril 2011.23" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/05/bicicletada-abril-2011-23.jpg?w=480&#038;h=320" alt="" width="480" height="320" /></a></address>
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		<title>Mobilidade Urbana</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Apr 2011 21:13:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Pinheiro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Que tipo de lugar você quer para viver?</strong></h2>
<p><strong><br />
</strong></p>
<div id="attachment_3908" class="wp-caption aligncenter" style="width: 442px"><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/04/fc3b3rum-internacional-sobre-mobilidade-urbana2.jpg"><img class="size-full wp-image-3908 " title="Fórum Internacional sobre Mobilidade Urbana" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/04/fc3b3rum-internacional-sobre-mobilidade-urbana2.jpg?w=480" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Sessão 2 - Andar de Bicicleta e Andar a Pé: Uma nova perspectiva para as sociedades dependentes de carros</p></div>
<p>Participei do <strong>Fórum Internacional sobre Mobilidade Urbana</strong>, realizado em Florianópolis nos dias 26 e 27 de abril. O evento serviu de espaço para o debate em torno de temas como a acessibilidade de pedestres e ciclovias, as estratégias e o planejamento para soluções em mobilidade urbana e o futuro das tecnologias modais. Houve a participação de grandes nomes da mobilidade urbana internacional como Guillermo (Gil) Peñalosa – coordenador da ONG &#8220;8-80 Cities&#8221; (Canadá); Niklas Sieber – secretário executivo da Transport Training Initiative – TTi – (Alemanha); Ton Daggers – diretor da Movilization Foundation (Holanda); Rodney Tolley – diretor do Walk 21 (Inglaterra); e Patrick Daude – coordenador Cities For Mobility (Alemanha).</p>
<p>Os especialistas apresentaram projetos implantados em cidades como Stuttgart, Paris, Sevilha e Amsterdã. Processos efetivos de transformação urbana contaram com a inclusão do sistema cicloviário e dos espaços públicos para a circulação de pedestres nos mapas daqueles municípios. A meta foi reduzir o uso de veículos automotores em prol da qualidade de vida dos habitantes. Não há como negar, o excesso de carros circulando por ruas e avenidas cada vez mais estranguladas gera um problema grave em centros urbanos do mundo inteiro. “What kind of place do you want to live?” foi a pergunta chave que norteou as discussões.</p>
<p>Os palestrantes esclareceram sobre o quão importante é: 1. produzir um plano mestre para a utilização de diferentes tipos de modais, 2. integrar rotas cicloviárias inteligentes para facilitar o deslocamento dos usuários e 3. haver pesquisas periódicas junto à comunidade para que as pessoas possam se informar a respeito, entre outros. Destacaram também a necessária promoção de políticas públicas que priorizem a diminuição do tráfego de carros nas cidades e a criação de espaços de convivência em locais que abrigam ruas congestionadas.</p>
<p>Fiquei muito bem impressionada com a competência com que foram realizados tais projetos na Europa. Há, entretanto, um hiato pedregoso entre a visão de países desenvolvidos e países como o Brasil. Em Santa Catarina, por exemplo, o grupo Ciclobrasil, integrado ao Centro de Ciências da Saúde e do Esporte (CEFID/UDESC), busca há sete anos o respaldo do Governo (Municipal, Estadual, Federal) para o lançamento da Plataforma Catarinense de Mobilidade Sustentável (PCMS). Florianópolis é palco de reivindicações de moradores, como os do bairro Lagoa da Conceição, pela construção de ciclovias. Em 2011, a luta pelo início das obras da ciclovia na Rua Osni Ortiga, uma das mais perigosas da cidade, completa 16 anos. Ao pedalar pelo Centro da Capital, o ciclista se depara com filas quilométricas de carros estacionados em ciclofaixas. Eles reclamam, entram em contato com a Guarda Municipal e Polícia Militar e nada, não há fiscalização ou punição aos infratores. São inúmeros os entraves existentes para que haja uma mudança de postura qualitativa da sociedade brasileira no que diz respeito ao desenvolvimento de metas reais para a área.</p>
<p>Outro fator é a falta de vontade política, empenho das autoridades, inclusão do tema Mobilidade Urbana Sustentável na agenda de nossos governantes. Deliberações sobre uma questão primordial como esta não costumam levar décadas. Foram necessários dez anos para a modificação generalizada do cenário urbano de Stuttgart. Refiro-me a todo o processo de reordenação espacial da cidade, desde a elaboração do projeto até o término das obras.</p>
<p>Consciência individual já é um começo. Se cada um fizer a sua parte, cumprindo o seu papel social, poderemos ganhar voz para pressionar o poder público, de modo que ele trabalhe em nosso benefício, e não o contrário. Pense nisso.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/amacaca.wordpress.com/3904/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/amacaca.wordpress.com/3904/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/amacaca.wordpress.com/3904/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/amacaca.wordpress.com/3904/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/amacaca.wordpress.com/3904/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/amacaca.wordpress.com/3904/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/amacaca.wordpress.com/3904/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/amacaca.wordpress.com/3904/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/amacaca.wordpress.com/3904/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/amacaca.wordpress.com/3904/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/amacaca.wordpress.com/3904/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/amacaca.wordpress.com/3904/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/amacaca.wordpress.com/3904/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/amacaca.wordpress.com/3904/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=amacaca.wordpress.com&amp;blog=4215970&amp;post=3904&amp;subd=amacaca&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Para Luiz Maçãs</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Apr 2011 18:09:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Pinheiro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/04/luiz-mac3a7c3a3s.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3883" title="Luiz Maçãs" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/04/luiz-mac3a7c3a3s.jpg?w=480" alt=""   /></a>Na quinta-feira passada, dia 21 de abril, eu soube da morte do ator Luiz Maçãs. Ele interpretou, em 1991, um dos personagens mais marcantes de minha meninice, o Armando Rosas, de A História de Ana Raio e Zé Trovão. Fiquei muito chocada, triste, chorei tomada por uma sensação de perda bastante profunda. Estranho pensar que já faz 15 anos desde o falecimento do ator e eu nunca tinha ouvido nada a respeito. Maçãs partiu com 33 anos, em julho de 1996. Pouco se sabe sobre a causa da sua morte. Isso tampouco importa. O que me abalou foi a notícia, o fato, a realidade crua e certa: ele se foi.</p>
<p>De quinta para cá, vira e mexe, lembro dele trajado de Armando: rosto expressivo, voz suave, olhos vibrantes. Um toque de poesia, romance e beleza na trama escrita por Marcos Caruso e Rita Buzzar. Poucas vezes vi um personagem tão grandioso em sua simplicidade. Armando era uma luz ambulante. Por onde passava deixava aquele rastro de força e brilho próprios das pessoas que assumem a sua identidade, aceitando-se e entregando-se a quem são com verdadeira paixão. Armando trazia no semblante a dor, alegria e intensidade que sente o artista por ser artista, criatura pulsante, à flor da pele, um mágico dos ares, que corta o sol com uma lágrima, que toca a terra com um sorriso. Ele era assim, um poeta mambembe, um homem criador de estrelas. Marcou-me de forma lúcida e clara.</p>
<p>O que dizer mais? Quem deu ao personagem a forma autêntica que tem foi o Luiz Maçãs. Este rapaz bonito e garboso – que eu tive o prazer de ver e acompanhar apenas uma vez na vida – era dono de um talento contagiante, do tipo que a gente reconhece com um simples bater de olhos. Grande ator! Somente alguém com uma explosão cênica de grosso calibre é capaz de deixar um legado por meio de um personagem. Parabéns pelo que você foi Luiz. Estará sempre em minha companhia, vestido de Rosas.</p>
<p>Encontrei uma sequência de cenas do Armando na novela. A marca de que falo está espalhada por todos os trechos, interpretados com delicadeza pelo ator. Publico também a versão da música tema do personagem tocada pela Orquestra Filarmônica de Praga. Jayme Monjardim, diretor do núcleo do folhetim, escolheu para Armando a canção de Hans Zimmer composta para o filme Driving Miss Daisy. Combinação perfeita, ela serviu muito bem ao espírito dramático – leve e denso – de Armando Rosas.</p>
<p>Minha homenagem a você Luiz. Grande abraço.</p>
<p><strong>1.</strong></p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://amacaca.wordpress.com/2011/04/29/para-luiz-macas/"><img src="http://img.youtube.com/vi/HOx4sr3hEww/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p><strong>2.</strong></p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://amacaca.wordpress.com/2011/04/29/para-luiz-macas/"><img src="http://img.youtube.com/vi/JB---PewXsg/2.jpg" alt="" /></a></span>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/amacaca.wordpress.com/3880/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/amacaca.wordpress.com/3880/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/amacaca.wordpress.com/3880/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/amacaca.wordpress.com/3880/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/amacaca.wordpress.com/3880/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/amacaca.wordpress.com/3880/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/amacaca.wordpress.com/3880/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/amacaca.wordpress.com/3880/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/amacaca.wordpress.com/3880/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/amacaca.wordpress.com/3880/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/amacaca.wordpress.com/3880/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/amacaca.wordpress.com/3880/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/amacaca.wordpress.com/3880/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/amacaca.wordpress.com/3880/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=amacaca.wordpress.com&amp;blog=4215970&amp;post=3880&amp;subd=amacaca&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Caso Osni Ortiga (3)</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Apr 2011 19:59:48 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Crédito de foto: Rosane Lima/ND Florianópolis Na segunda-feira passada, dia 18 de abril, eu finalmente consegui terminar de colher informações atualizadas sobre um caso que se desenrola há mais de uma década na região leste da Capital: a construção da ciclovia na Rua Osni Ortiga, localizada no bairro Lagoa da Conceição. Das partes envolvidas no [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=amacaca.wordpress.com&amp;blog=4215970&amp;post=3857&amp;subd=amacaca&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<address>Crédito de foto: Rosane Lima/ND</address>
<p style="text-align:left;"><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/04/foto-rosane-lima-nd.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3871" title="Foto Rosane Lima.ND" src="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/04/foto-rosane-lima-nd.jpg?w=480" alt=""   /></a><strong>Florianópolis</strong></p>
<p><strong></strong>Na segunda-feira passada, dia 18 de abril, eu finalmente consegui terminar de colher informações atualizadas sobre um caso que se desenrola há mais de uma década na região leste da Capital: a construção da ciclovia na Rua Osni Ortiga, localizada no bairro Lagoa da Conceição. Das partes envolvidas no processo, estavam em aberto os pareceres da Fundação do Meio Ambiente (FATMA) e da Secretaria Municipal de Obras. A cobertura completa pode ser lida a partir dos posts anteriores <strong><a href="http://amacaca.wordpress.com/2011/04/10/caso-osni-ortiga/">Caso Osni Ortiga</a></strong> e <strong><a href="http://amacaca.wordpress.com/2011/04/12/caso-osni-ortiga-2-2/">Caso Osni Ortiga (2)</a></strong>. O retorno que recebi da FATMA via assessoria de imprensa:</p>
<p>“A FATMA recebeu da Secretaria de Obras o projeto de execução da ciclovia e solicitará da Prefeitura Municipal a produção de um Relatório Ambiental Preliminar (RAP). Apesar da obra não ter um porte significativo – o projeto foi enquadrado como melhoria da rodovia –, a construção do passeio exigirá um estudo ambiental complementar. O ofício será encaminhado às autoridades encarregadas de realizar o RAP o mais rápido possível.”</p>
<p>Estive com o Secretário de Obras de Florianópolis, o Sr. Luiz Américo Medeiros. Ele afirmou que:</p>
<p style="text-align:left;">“Não há retorno da FATMA, estamos aguardando uma resposta sobre o projeto de execução da ciclovia. Após recebermos o parecer da FATMA, teremos condições de dar o próximo passo. Se eles solicitarem a realização de um RAP, nós providenciaremos o mesmo”, diz. Medeiros esclarece que não há previsão de início das obras. “Depois de finalizado o relatório ambiental, o documento será novamente encaminhado aos técnicos da FATMA. Após a sua aprovação, a Secretaria de Obras abrirá licitação para definir a empresa que realizará a obra. Falta verba municipal, mas o projeto foi incluído nos Programas Regionais de Desenvolvimento do Turismo (PRODETUR), do Ministério do Turismo, entre outros. Na melhor das hipóteses, a construção da ciclovia começará em 2012.”</p>
<p style="text-align:left;">Enquanto isso, os moradores da Lagoa seguem articulados e atentos aos movimentos da Prefeitura. O objetivo da comunidade é manter-se unida na luta pelo início das obras. &#8220;Este é um direito que temos e exigimos a tomada de uma providência imediata. Chega de espera. Queremos ação&#8221;, comenta Hanna Betina Götz, moradora da região.</p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><strong>MAIS INFORMAÇÕES</strong></p>
<p><strong><a href="http://movimentociclovianalagoaja.blogspot.com/">movimentociclovianalagoaja.blogspot.com</a></strong></p>
<p style="text-align:left;">________________</p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;">Aproveito a oportunidade para disponibilizar na página uma publicação direcionada a todos que acreditam e priorizam a conservação da natureza. O livro <strong><a href="http://amacaca.files.wordpress.com/2011/04/o-passeio-da-fleur.pdf">O Passeio da Fleur</a></strong> &#8211; produzido pela Direção Geral (DG) do Ambiente da Comissão Europeia &#8211; conta uma história comovente, simples e estimulante.</p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;">* * *</p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;">Nos dias 26 e 27 de abril será realizado em Florianópolis o <strong><a href="http://www.shopconsult.com.br/mobilidadeurbana/">Fórum Internacional sobre Mobilidade Urbana</a></strong>. O evento contará com a participação de especialistas de vários países e abordará temas como a acessibilidade de pedestres e ciclovias, as estratégias e o planejamento para soluções em mobilidade urbana e o futuro das tecnologias modais. A finalidade é promover a troca de experiências entre cidades na busca de soluções para o problema.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/amacaca.wordpress.com/3857/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/amacaca.wordpress.com/3857/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/amacaca.wordpress.com/3857/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/amacaca.wordpress.com/3857/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/amacaca.wordpress.com/3857/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/amacaca.wordpress.com/3857/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/amacaca.wordpress.com/3857/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/amacaca.wordpress.com/3857/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/amacaca.wordpress.com/3857/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/amacaca.wordpress.com/3857/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/amacaca.wordpress.com/3857/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/amacaca.wordpress.com/3857/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/amacaca.wordpress.com/3857/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/amacaca.wordpress.com/3857/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=amacaca.wordpress.com&amp;blog=4215970&amp;post=3857&amp;subd=amacaca&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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