Portfólio
dezembro 13, 2010
Mulheres que correm com os lobos
dezembro 7, 2010
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7 de dezembro de 2010
Conforme afirmei que o faria (desta vez sem titubeios) no comentário que escrevi para Ingra, fui atrás do livro Mulheres que correm com os lobos, de Clarissa Pinkola Estés. Descobri esta psicanalista junguiana em 2006, época em que li uma edição deslumbrante de Contos dos Irmãos Grimm, a qual Clarissa organizou e escreveu o prefácio.
Lembro-me de ter ficado fascinada com o argumento, mas o tempo passou e acabei deixando a experiência desta leitura para trás. O raio caiu duas vezes no mesmo lugar, já que Ingra trouxe, sem querer, o passado, este que ficou em aberto, à tona. Sinto-me, hoje, tomada mais uma vez pela força impactante da história. Trata-se de um caso raro, ser instigada duas vezes pela mesma possibilidade. Foi neste momento que me vi entre dois caminhos. Ou eu faria acontecer e me daria este presente ou eu abriria mão em definitivo do livro, da autora e da experiência.
Não pensei duas vezes. Corri para a livraria, comprei o Mulheres que correm com os lobos e comecei a me dedicar as 614 páginas de uma viagem fantástica, transformadora e recomendável para toda a mulher.
“Os lobos sempre rondaram o universo da psicóloga junguiana Clarissa Pinkola Estés, em sonhos ou mesmo na vida real. Ao estudar esses animais, ela observou várias semelhanças entre a loba e a mulher, principalmente no que se refere à dedicação aos filhos, ao companheiro e ao grupo. Ao longo do desenvolvimento da civilização, porém, esses instintos mais naturais – a que ela dá o nome de Mulher Selvagem – foram sendo domesticados, sufocando todo o potencial criativo da alma feminina.
Clarissa Pinkola Estés, analista junguiana e cantadora, isto é, contadora de histórias, mostra neste livro como, a partir de mitos, contos de fada, lendas do folclore e outras histórias escolhidas em 20 anos de pesquisa, a mulher pode se ligar novamente aos atributos saudáveis e instintivos do arquétipo da mulher selvagem.
É assim que em La Loba se ensina a função transformadora da psique, Barba-Azul mostra como sarar feridas que parecem não ter cura, a Mulher-Esqueleto revela todo o poder místico de uma relação e como sentimentos aparentemente mortos podem ser revigorados e a Menina dos Fósforos alerta para os perigos de uma vida desperdiçada em devaneios.
Enriquecedor, ela revela uma psicologia da mulher em seu estado mais puro, o de profunda busca do conhecimento de sua alma.”




































