Instituto Carijós – 10 anos!
Boa noite equipe* LINDA,
pois é, estou aqui neste início de feriado, quietinha, em casa, sozinha, pensando e escarafunchando as minhas memórias. Durante a busca, profunda e aberta, encontrei um tanto, mas houve algo que descobri, após quase 20 anos, que me chamou a atenção simplesmente porque me fez lembrar de nós, do Instituto Carijós, de sua história, de sua luta, de sua entrega, de sua trajetória.
Li todos os emails que citaram e parabenizaram o aniversário de 10 anos desta instituição, cujo percurso possui inúmeras razões de orgulho para todos que por ela passaram, contribuíram e transformaram um sonho em realidade. Todos os emails que li mexeram comigo de alguma forma, acreditem, intensa. Posso dizer que senti, após a leitura do sensacional – não há outra maneira de definir – texto escrito pela Deisi sobre a árvore ao recado da Alni, algo de único. Acredito que existem momentos especiais na vida, momentos que nos tomam com tamanha força que nada substitui exatamente porque são únicos.
O Instituto Carijós representa para mim um destes momentos. Desde que iniciei esta caminhada ao lado de vocês houve de um tudo, mas acima de qualquer coisa, e por isso estou aqui, rabiscando estas palavras, houve forte identificação e muita, mas MUITA entrega. Eu AMO o trabalho que o IC realizou e segue estrada desenvolvendo.
Por isso, decidi me expor um pouquinho aqui. Espero que não achem minha atitude piegas, já que a metáfora que decidi utilizar está relacionada a uma novela. Sim, houve duas novelas que me marcaram um bocado. Uma delas foi Pantanal – esta foi a minha our concour –, quem já acessou o meu blog perceberá, e a outra foi A História de Ana Raio e Zé Trovão. Em um país como o Brasil, penso que é difícil haver alguém que não tenha sido tocado por alguma destas histórias…há? Eu assumo, não sou do time que jamais assistiu. Hoje, é óbvio, não tenho mais 13 ou 14 anos de idade, ou seja, só assisto novela para desopilar e olhe lá, depende muito de muita coisa. Independente deste fator, afirmo que nunca mais vi na televisão brasileira nada parecido com o que a Rede Manchete produziu no início da década de 90.
Voltemos, contudo, ao que interessa, ao que quero dizer para vocês. Ao rever estes trechos finais desta novela, A História de Ana Raio e Zé Trovão, eu associei sem tirar nem por TUDO o que é dito e apresentado neles com o trabalho realizado pelo IC. Os trechos falam de amor, verdade, dignidade, disposição, determinação, persistência, expectativa, esperança, construção, REALIDADE. Por que não? Sim, há muita ligação entre tais trechos e este trabalho LINDO, espetacular, multiplicador.
Nas cenas do folhetim o que verão é a conclusão de uma história de ficção escrita e produzida para a televisão. Mas ouçam, leiam nas entrelinhas, captem os pormenores e quem sabe, não percebam a semelhança tanto quanto eu? Será? Vincular uma história de amor entre duas pessoas a uma história de amor entre uma instituição e o seu objetivo maior não é cometer um erro…NÃO!
Amor é amor, amar é amar. Nós amamos. Duvido que exista alguém dentro do Instituto que não AME e muito o que faz, que não trabalhe com toda a força de seu coração. Tudo que o IC já conseguiu transformar no espaço em que atua só foi possível e viável porque existiu amor. O poder está na realização do que somos e perseguimos com muito amor. Quem não ama, não conquista de verdade. A simplicidade está na mistura entre ser e assumir o que (quem) é, está na verdadeira relação entre o homem e o universo. É o que eu acho.
Deixo para o Instituto Carijós e para a sua equipe MARAVILHOSA este presente, estes dois trechos da novela – poderiam ser de um documentário de Jacques Cousteau, de um filme de Fellini, de um depoimento de Platão, de um discurso de Gandhi, de uma poesia de Fernando Pessoa -, mas não o são. Exato, são de uma novela. Adianto: quem topar entrar na história e receber o presente terá que assistir aos dois trechos inteiros, senão não conseguirá captar a mensagem.
Ei-lo, então, e o entrego a vocês em comemoração aos 10 anos de luta e de conquista do Instituto Carijós. Como disse, repito, torço para que não o considerem piegas. Faço e me exponho de verdade e com todo o meu coração. Ahhh sim, ao clicarem nos links, não esqueçam de ampliar a tela para assistir. Boa viagem!!! Lembrem-se, estarei com vocês o tempo todo!!!
PARABÉNS Instituto Carijós Pró-Conservação da Natureza!
Muito obrigada por me aceitarem do jeitinho que eu sou.
Grande beijo e forte abraço,
com muito orgulho,
Carol.
1.
2.
* Email escrito para a equipe do Instituto Carijós Pró-Conservação da Natureza em comemoração aos 10 anos da ONG.