Nosso rio tá pra peixe ajuda na revitalização de Rio

Posted Julho 10, 2009 by Carolina Pinheiro
Categories: Matérias Jornalísticas

Pesquisa científica teve a participação de pescadores e moradores do bairro de Ratones

Pesquisa científica teve a participação de pescadores e moradores do bairro de Ratones

O projeto Nosso rio tá pra peixe, desenvolvido de setembro de 2006 a agosto de 2008 pelo Instituto Carijós (IC) Pró-Conservação da Natureza, surgiu de um antigo questionamento da comunidade de Ratones sobre a efetividade do trabalho da Estação Ecológica (ESEC) de Carijós na conservação do recurso pesqueiro da região. A pesquisa apurou o conhecimento local dos peixes, das condições da bacia hidrográfica e da pesca, além da coleta de campo em áreas dentro e fora da estação.

De acordo com a bióloga Marília Medina Pupo, coordenadora do projeto, os principais problemas são o assoreamento e o depósito de matéria orgânica no curso do rio. “Revitalizá-lo é resolver o problema na base.” Para isso será necessária a recomposição da mata ciliar, a implantação de saneamento básico, a reabertura do Poço das Pedras (trecho do leito original do rio Ratones interrompido pela SC 402) e a revitalização das nascentes.

O plano de ação participativo, traçado a partir da pesquisa, visa a envolver a comunidade na conservação do recurso pesqueiro local. Uma cartilha de linguagem simples elaborada por Marília contribui para aproximar o processo científico da comunidade. Outro resultado do trabalho foi o vídeo Rio Vivo, Rio Morto, uma iniciativa das Associações de Moradores e de Pescadores de Ratones, que relata o projeto na voz dos próprios pescadores.

O Seminário de Orientação do Processo de Revitalização do Rio Ratones, realizado em 19 de maio, tomou forma durante as reuniões comunitárias do projeto, lembra Flávio de Mori, presidente da Associação de Moradores de Ratones (Amora). O evento teve o apoio da prefeitura de Florianópolis, do Instituto Carijós e da Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR) da Grande Florianópolis. O saber da população integrou-se ao conhecimento científico de uma equipe de 11 instituições que desenvolvem ações na área da bacia, entre as quais a UFSC, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Fundação do Meio Ambiente (FATMA).

Cinco planos estratégicos deverão ser estruturados até 20 de agosto em um trabalho conjunto entre a Amora, a Associação de Pescadores do Rio Ratones e o Instituto Carijós.

Planos estratégicos do seminário

1. Promover o desassoreamento do Rio Ratones;

2. Reduzir o nível de poluição na Bacia Hidrográfica do Rio Ratones;

3. Promover a proteção do solo na área da bacia hidrográfica do Rio Ratones;

4. Desenvolver processo integrado de educação ambiental na bacia do Rio Ratones;

5. Criar mecanismos e instrumentos de gestão e de controle social da bacia do Rio Ratones;

Crédito de foto: Marília Medina Pupo

Texto originalmente publicado no Cacarijós, informativo eletrônico do Instituto Carijós (IC).

Texto: Luisa Frey (estagiária de comunicação do IC)

Edição: Carolina Pinheiro

Instituto Carijós – 10 anos!

Posted Junho 11, 2009 by Carolina Pinheiro
Categories: Diga-me com quem anda...

Boa noite equipe* LINDA,

pois é, estou aqui neste início de feriado, quietinha, em casa, sozinha, pensando e escarafunchando as minhas memórias. Durante a busca, profunda e aberta, encontrei um tanto, mas houve algo que descobri, após quase 20 anos, que me chamou a atenção simplesmente porque me fez lembrar de nós, do Instituto Carijós, de sua história, de sua luta, de sua entrega, de sua trajetória.

Li todos os emails que citaram e parabenizaram o aniversário de 10 anos desta instituição, cujo percurso possui inúmeras razões de orgulho para todos que por ela passaram, contribuíram e transformaram um sonho em realidade. Todos os emails que li mexeram comigo de alguma forma, acreditem, intensa. Posso dizer que senti, após a leitura do sensacional – não há outra maneira de definir – texto escrito pela Deisi sobre a árvore ao recado da Alni, algo de único. Acredito que existem momentos especiais na vida, momentos que nos tomam com tamanha força que nada substitui exatamente porque são únicos.

O Instituto Carijós representa para mim um destes momentos. Desde que iniciei esta caminhada ao lado de vocês houve de um tudo, mas acima de qualquer coisa, e por isso estou aqui, rabiscando estas palavras, houve forte identificação e muita, mas MUITA entrega. Eu AMO o trabalho que o IC realizou e segue estrada desenvolvendo.

Por isso, decidi me expor um pouquinho aqui. Espero que não achem minha atitude piegas, já que a metáfora que decidi utilizar está relacionada a uma novela. Sim, houve duas novelas que me marcaram um bocado. Uma delas foi Pantanal – esta foi a minha our concour –, quem já acessou o meu blog perceberá, e a outra foi A História de Ana Raio e Zé Trovão. Em um país como o Brasil, penso que é difícil haver alguém que não tenha sido tocado por alguma destas histórias…há? Eu assumo, não sou do time que jamais assistiu. Hoje, é óbvio, não tenho mais 13 ou 14 anos de idade, ou seja, só assisto novela para desopilar e olhe lá, depende muito de muita coisa. Independente deste fator, afirmo que nunca mais vi na televisão brasileira nada parecido com o que a Rede Manchete produziu no início da década de 90.

Voltemos, contudo, ao que interessa, ao que quero dizer para vocês. Ao rever estes trechos finais desta novela, A História de Ana Raio e Zé Trovão, eu associei sem tirar nem por TUDO o que é dito e apresentado neles com o trabalho realizado pelo IC. Os trechos falam de amor, verdade, dignidade, disposição, determinação, persistência, expectativa, esperança, construção, REALIDADE. Por que não? Sim, há muita ligação entre tais trechos e este trabalho LINDO, espetacular, multiplicador.

Nas cenas do folhetim o que verão é a conclusão de uma história de ficção escrita e produzida para a televisão. Mas ouçam, leiam nas entrelinhas, captem os pormenores e quem sabe, não percebam a semelhança tanto quanto eu? Será? Vincular uma história de amor entre duas pessoas a uma história de amor entre uma instituição e o seu objetivo maior não é cometer um erro…NÃO!

Amor é amor, amar é amar. Nós amamos. Duvido que exista alguém dentro do Instituto que não AME e muito o que faz, que não trabalhe com toda a força de seu coração. Tudo que o IC já conseguiu transformar no espaço em que atua só foi possível e viável porque existiu amor. O poder está na realização do que somos e perseguimos com muito amor. Quem não ama, não conquista de verdade. A simplicidade está na mistura entre ser e assumir o que (quem) é, está na verdadeira relação entre o homem e o universo. É o que eu acho.

Deixo para o Instituto Carijós e para a sua equipe MARAVILHOSA este presente, estes dois trechos da novela – poderiam ser de um documentário de Jacques Cousteau, de um filme de Fellini, de um depoimento de Platão, de um discurso de Gandhi, de uma poesia de Fernando Pessoa -, mas não o são. Exato, são de uma novela. Adianto: quem topar entrar na história e receber o presente terá que assistir aos dois trechos inteiros, senão não conseguirá captar a mensagem.

Ei-lo, então, e o entrego a vocês em comemoração aos 10 anos de luta e de conquista do Instituto Carijós. Como disse, repito, torço para que não o considerem piegas. Faço e me exponho de verdade e com todo o meu coração. Ahhh sim, ao clicarem nos links, não esqueçam de ampliar a tela para assistir. Boa viagem!!! Lembrem-se, estarei com vocês o tempo todo!!!

PARABÉNS Instituto Carijós Pró-Conservação da Natureza!

Muito obrigada por me aceitarem do jeitinho que eu sou.

Grande beijo e forte abraço,

com muito orgulho,

Carol.

1.

2.

* Email escrito para a equipe do Instituto Carijós Pró-Conservação da Natureza em comemoração aos 10 anos da ONG.

Planeta Terra, nossa casa

Posted Maio 29, 2009 by Carolina Pinheiro
Categories: Diga-me com quem anda...

planetaOntem à tarde, enquanto me dedicava a um trabalho muito do BOM – trata-se da abertura de um livro sobre mamas, maravilhoso o tema, tem sido especial a viagem e a experiência por este mundo impressionantemente belo e apaixonante – recebi de minha irmã, que na Alemanha se encontra no momento, o vídeo abaixo. LINDO! Pouco tenho a dizer sobre o que vi, pois acredito que as imagens falem por si. Planeta Terra, nossa casa, nosso lar. Fomos nós, homo sapiens sapiens, que o batizamos assim. Nome perfeito! Não poderíamos ter escolhido melhor.

Temos esta consciência, de que a Terra, denominada assim por nós, é a nossa casa, o nosso lar? A humanidade é privilegiada. Quem recebe este presente, a oportunidade de desfrutar deste canto do universo, é, certamente, um ser abençoado. Todos os animais deste planeta TERRA são seres abençoados. Pelo que ou por quem eu não sei. Eu diria que pela vida.

De um século para cá, um pouco mais do que isso, no entanto, descobertas, inventos, engenhocas e planejamento substancialmente geniais transformaram o nosso ambiente de tal maneira que a impressão que eu tenho é de que nós, Planeta Terraseres humanos, perdemos o controle. Ambição, ganância, dinheiro, poder, o conceito desenfreado de progresso em nome de mais progresso, mais dinheiro e mais poder. Surge deste brainstorm o vínculo globalizado dos sete continentes em direção, no encalço do desenvolvimento. Chegamos à soma de todos estes ideais e o que queremos agora é mais dinheiro, mais progresso, mais desenvolvimento. O que está acontecendo conosco? Não sou, não fui nem jamais serei contra o desenvolvimento. Considero-o fundamental para o nosso amadurecimento e cito tal palavra com intenção bastante abrangente.

O que não aceito e me revolta é a utilização irregular dos recursos naturais. Esta atitude é inconcebível, retardada e suicida. O que me parece é que deu a louca no homo sapiens sapiens. Houve um surto coletivo em nome de mais desenvolvimento, mais dinheiro, mais progresso. Opa! Nem o homem sabe o porquê de seguir em atividade incessante…rumo a…,enfim; blá blá blá.  Ligou o automático e simplesmente não pára. Onde é que isso vai dar? Para quem estamos legando este turbilhão de ímpeto devastador? Por que estamos nos matando? O que poderá substituir ou valerá mais a pena do que o maior presente que recebemos: A VIDA? Não entendo. Acho que morrerei sem entender.

CriançasNão venham me dizer que não sabíamos o que estávamos fazendo, ok? A partir de agora, após infindáveis discussões e reconhecimentos dos limites do planeta, nós sabemos. Ecologia, meio ambiente, preservação, sustentabilidade e tantas outras palavras existem e foram criadas por nós para darmos significado a esta série de ações e a novas possibilidades de construção de um mundo e de uma história diferente.

O que queremos para nós? O que deixaremos para nossos filhos? O que nos revelará como o ser mais perfeito que habitou o planeta terra? O quê? Deixo o vídeo* que recebi de minha irmã para nós e que ele sirva para gerar boa reflexão.

*Trecho extraído do filme The Secret.

Aproveito a deixa para publicar na página:

1.

2.

Pantanal é cativante, popular e humana

Posted Maio 3, 2009 by Carolina Pinheiro
Categories: Macaca D auditório

pantanal41Pantanal, a saga que atravessa gerações, “Pantanal” é o triunfo da simplicidade, Pantanal bate recorde de audiência em sua estréia no SBT, Pantanal isso, Pantanal aquilo e são incontáveis os títulos que alavancam publicações a respeito da novela que revolucionou a televisão brasileira. A Revista Veja abriu a matéria de capa de 09 de maio de 1990 com o texto a seguir:

“Algo de extraordinário está acontecendo na televisão brasileira, e não se trata da estréia de uma nova emissora ou da entrada no ar de um programa revolucionário. A programação das redes continua se apoiando no tripé básico de novelas, telejornalismo e filmes – salpicada pelos programas humorísticos, de auditório, seriados, shows e desenhos animados. A grande mudança está acontecendo na frente dos aparelhos de televisão. Na medida em que o tempo passa, fica cada vez mais claro que a novela Pantanal, apresentada pela Rede Manchete às 9 e meia da noite de segunda-feira a sábado, caiu definitivamente nas graças do público. Nos últimos índices de audiência disponíveis do Ibope, nos horários de melhor desempenho Pantanal bate sistematicamente os programas da Rede Globo.”pantanal_jumajove2

Extraordinário é um excelente adjetivo para qualificar a produção, fenômeno absoluto da teledramaturgia nacional. A novela foi originalmente exibida pela extinta Rede Manchete em 1990 e reapresentada em 1991, 1998 e 2008, desta vez pelo SBT após surpreendente jogo de marketing de Sílvio Santos. A reprise causou rebordosa, indignação e revolta nos bastidores da Rede Globo, que entrou na justiça contra o SBT sob a alegação de ter adquirido os direitos autorais de Pantanal em 2006. De lá para junho de 2008 se passaram mais dois anos e dá-lhe gaveta para o folhetim.

A emissora de Roberto Marinho pretendia exatamente o que quando decidiu comprar os diretos sobre a obra de Benedito Ruy Barbosa? Guardar a relíquia, afinal trata-se da história da televisão brasileira, sugerir ao autor que produzisse um remake à altura – sinceramente não há remake para tal história, pois certos momentos emocionais são únicos, e por isso marcantes – ou manter sob o seu escudo a trama que sacudiu os seus alicerces e derrubou a sua tida como intocável ditadura do estúdio? Qualquer uma das respostas desvirtuaria o objetivo da obra, o de tornar-se eterna. Verdade seja dita, aquilo que conquista tal referência no inconsciente coletivo extrapola planejamento e ponderações.

pantanal51A Rede Globo, portanto, pecou em dobro (nos anos oitenta a emissora carimbou a inviabilidade da novela, considerando a história mirabolante e engavetando a mesma por cerca de oito anos) ao decidir comprar os direitos autorais de Pantanal com a falsa crença de que a situação estaria sob controle. Santa inocência e bem feito! Prova está que após dezoito anos desde o seu lançamento, a novela foi ao ar e ponto final. Tudo leva a crer que o folhitim se impõe ao tempo e a determinações. Tabefe estratégico de Silvio Santos nas fuças de alguns à parte, quem saiu ganhando foi o público, que recebeu do SBT um presente espetacular.

Pantanal foi trazida à tela pelas mãos de Jayme Monjardim, diretor geral da emissora dos Bloch na época. O universo de Benedito Ruy Barbosa arrebatou o telespectador, habituado com enredos urbanos, cenas curtas e cortes rápidos. Gravada no cenário deslumbrante do Pantanal Mato Grossense, jamais explorado pela teledramaturgia até então, a pantanal13novela somou diversos fatores para romper tantas barreiras. O elenco de primeira grandeza, a direção impecável de Monjardim, os destacados trabalhos de fotografia e sonoplastia, entre outros atributos deram o suporte que levou Pantanal ao topo da disputa pela audiência com significativos 40 e tantos pontos no Ibope, número que manteve até a transmissão do último capítulo.

A trilha sonora, uma das mais refinadas já vistas, reuniu músicos como Marcus Viana & O Sagrado Coração da Terra, Almir Sater, Maria Bethânia, Sá & Guarabyra, Ivan Lins, Cláudio Nucci, Sérgio Reis, João Bosco, Robertinho do Recife, Leo Gandelman e Renato Teixeira. Entre os atores que integraram o elenco da novela estão Cláudio Marzo, Marcos Winter e Cristiana Oliveira – de química perfeita nos papéis principais –, Marcos Palmeira, Cássia Kiss, Paulo Gorgulho, Ingra Liberato, José de Abreu, Jofre Soares, Luciene Adami, Rosamaria Murtinho, Ângelo Antônio, Antônio Petrin, Ângela Leal, Jussara Freire, Natália Thimberg, Rômulo Arantes, Sérgio Britto, Kito Junqueira, Rubens Corrêa e Tarcísio Filho, além das muito bem encaixadas participações dos músicos Almir Sater e Sérgio Reis.

“Esta foi a primeira, e por enquanto a única telenovela, desde a falência da TV Tupi em 1980, a conseguir a proeza de pantanal72ultrapassar a audiência da Globo.  O avassalador sucesso da trama rural pôs a emissora de Adolpho Bloch de vez entre as grandes produtoras de telenovelas da América Latina.” Tanto que rendeu inclusive estudos acadêmicos. O livro Pantanal – A Reinvenção da Telenovela, de Arlindo Machado (USP e PUC/SP) e Beatriz Becker (UFRJ), publicado em novembro do ano passado, expõe, entre outras, a idéia de que o folhetim, diante da urbanização acelerada, do consumo e da fragmentação, funcionou outra vez como resgate de identidade e valores que estão pedidos. “Pantanal entrou no ar 11 dias depois que Fernando Collor confiscou a poupança dos brasileiros. Agora, em reprise, sem Collor e, por coincidência, em tempos de crise financeira, ainda precisamos reaprender a viver com outras referências que não só o dinheiro, o consumo, a poupança e a aposentadoria”, afirmou Beatriz em entrevista à Folha de São Paulo.

pantanal8Outro aspecto histórico relevante foi que Pantanal estreou no Ano Internacional do Meio Ambiente, antecipando a Conferência Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada dois anos depois no Rio de Janeiro. “Naquele momento, a ecologia ultrapassou os discursos da elite e invadiu a alma dos brasileiros. O Brasil rural que se escondia nos programas de música sertaneja nas manhãs de domingo integrou-se ao cotidiano das grandes cidades. Pantanal revelou uma nova linguagem e mostrou cenas de amor e sexo recheadas de um erotismo lírico nunca visto na telinha. O nu virou notícia, mas não explicou a magia das imagens e dos personagens míticos que se misturavam com a natureza num paraíso selvagem onde era possível haver equilíbrio e serenidade”, esclarecem os autores da publicação.

O poder avassalador de Pantanal é visível. A obra mudou o rumo da teledramaturgia no País. Trouxe à tona, pela primeira vez em telenovelas, a importância fundamental da relação entre o homem e a natureza. Temas como o desmatamento, a caça predatória, a poluição das águas e a ocupação irregular sobre as matas de encosta foram amplamente debatidos entre os personagens. “Que novela se deu ao luxo de dedicar tanto tempo à fauna e à flora, sem diálogos, só com trilha sonora de fundo, e sem despencar no Ibope?”, questionou um repórter do Estadão em entrevista com Jayme Monjardim.  O diretor respondeu sem titubear, “era para ser assim: Pantanal é cativante, popular e humana”.

Eu tinha 13 anos quando a novela foi ao ar em 1990. Hoje tenho 32 e constato que após quase duas décadas, pantanal61Pantanal continua atual.

Para mim, a frase com que Benedito Ruy Barbosa encerra o último capítulo da trama, segue rumo em disparada. Um erro que a humanidade está tentando corrigir, uma ferida que o planeta precisa cicatrizar: “O homem é o único animal que cospe na água que bebe. O homem é o único animal que mata para não comer. O homem é o único animal que corta a árvore que lhe dá sombra e frutos. Por isso, está se condenando à morte…(palavras do Velho do Rio, meu pai)”.

Fiz uma pequena seleção de vídeos sobre a novela para publicar na página. Entre eles estão Estrela Natureza, a música da trilha sonora que eu mais gosto (a canção foi composta pela dupla Sá & Guarabyra); o compacto de cenas dos personagens Joventino Leôncio e Juma Marruá (Marcos Winter e Cristiana Oliveira) – a 1ª que se passa na beira do rio é particularmente especial –; o vídeo que durante a pesquisa encontrei e achei totalmente fantástico (o artista plástico EDUdasAGUAS transformou cenas da novela em uma seqüência de quadros incrível); e a última cena de Pantanal.

Estrela Natureza

Sá & Guarabyra

Estrela natureza precisamos demais
Te ter sempre por perto
Na calma e santa paz
Nos morros e nos campos
No sol e no sereno
Zelando por florestas
Cuidando dos animais
Mulher, e Mãe de todos
O que será de nós
Se a força do inimigo,
Calar a tua voz
Que sai dos passarinhos
Dos mares e dos rios
Dos vales preguiçosos
Dos velhos pantanais.

Compacto

Cenas em pintura

Última cena

Cada macaco no seu galho

Posted Abril 30, 2009 by Carolina Pinheiro
Categories: prá frente é que se anda

bandeira_do_brasil3Macaqueando por aí eu catei um PUTA musicão para acompanhar o gosto que me deu de registrar aqui um fato. Há lugares marcantes, emblemáticos, inesquecíveis. Quem já não pisou em canto qualquer e sentiu imenso prazer em simplesmente estar em tal local? floripa1Identidade é algo que adquirimos quando moleques e levamos para o resto da vida como um selo permanente: nada, ninguém ou coisa alguma arranca. Eu, por exemplo, sou mulher brasileira, nascida no Rio de Janeiro, criada em Porto Alegre e apaixonada por Florianópolis. Fazer o que se a minha Ilha é gostosa, feita para amar, viver, usufruir? Há percalços em habitar cidades pequenas (em crescimento constante e desordenado, no caso específico de Floripa) em comparação a grandes capitais, não resta dúvida, mas, enfim, não se pode ter tudo.

O que estou a esclarecer tem a ver com àquela incontestável sensação de pertencimento a tal núcleo, grupo, realidade. Quem sou? Da onde venho? Que língua falo? Faço parte de que cultura? É disso que estou falando e é com base neste sabor que Maurício Tapajós e Paulo César Pinheiro – dois grandes nomes da MPB – compuseram, em êxtase, a canção Tô Voltando. A inspiração rio3de ambos brotou da alegria contagiante que tomou conta do País e de centenas de exilados ao ser decretada a anistia no Brasil, em agosto de 1979. Alucinante o presentão que nos deram os rapazes, hein? A música se transformou num dos maiores hinos daquele momento histórico e foi eternizada na voz de Simone.

Eu amo o crescente explosivo de emoção que os compositores – PUTA artistas – transbordaram ao constatar que retornariam a sua terra, ao seu chão, ao seu núcleo. Identidade, reitero, é selo permanente: intocável.

Por certo que pesquisei antes de escolher a versão que publicaria aqui, e lavo as minhas mãos frente ao vídeo selecionado. Sim, o que tenho de melhor para postar no momento traz como pano de fundo uma loira peituda. Ahahahahaha!!! Coisas de cotidiano. Nada contra loiras peitudas. Há inúmeras mundo afora, e muitas delas são lindas, rs1maravilhosas, ok? O mesmo ok dou para os produtores da versão. Na internet se vê de um tudo, do brega ao chique. Não serei eu a ditar regras.

De volta ao que interessa, eu, macaca endiabrada, pertenço à cultura brasileira. Repito com orgulho e infinita alegria: sou daqui. Adoro meu País, amo meu lugar. Ao rodar pelo mapa, finco dedo também no chão abençoado pelo Cristo Redentor, no piso gaudério Rio Grandense e na – adoro dizer que é minha – “Ilha da moça faceira, da velha rendeira tradicional, Ilha da velha figueira onde em tarde fagueira vou ler meu jornal.” Quando passar tempo longe, uma das primeiras providências que tomarei em data próxima ao retorno será ouvir Tô Voltando uma, dez, mil vezes. Ô música pra ter gosto BOM!

Tô Voltando

Simone

Maurício Tapajós e Paulo César Pinheiro

Pode ir armando o coreto
E preparando aquele feijão preto
Eu tô voltando
Põe meia dúzia de Brahma pra gelar
Muda a roupa de cama
Eu tô voltando

Leva o chinelo pra sala de jantar
Que é lá mesmo que a mala eu vou largar
Quero te abraçar, pode se perfumar
Porque eu tô voltando

Dá uma geral, faz um bom defumador
Enche a casa de flor
Que eu tô voltando
Pega uma praia, aproveita, tá calor
Vai pegando uma cor
Que eu tô voltando

Faz um cabelo bonito pra eu notar
Que eu só quero mesmo é despentear
Quero te agarrar
Pode se preparar porque eu tô voltando
Põe pra tocar na vitrola aquele som
Estréia uma camisola
Eu tô voltando

Dá folga pra empregada
Manda a criançada pra casa da avó
Que eu to voltando
Diz que eu só volto amanhã se alguém chamar
Telefone não deixa nem tocar
Quero lá, lá, lá, ia, porque eu to voltando!

Prefácio do recém chegado à página

Posted Abril 30, 2009 by Carolina Pinheiro
Categories: Palavreando

Eis que surge mais um rabisco de gaveta. Decidi parar de guardar seja o que for, afinal, o propósito da palavra é a exposição, o aparecimento, a multiplicação do que ela expressa. Faz dois anos que as linhas a seguir  (capítulo 2) me acompanham monkey8beliscando minhas partes e insistindo para que eu desse a elas merecida atenção. O trabalho incessante nem sempre é proveitoso, se por ventura, deixamos de lado algo de tão nosso. Refiro-me à relação íntima que existe entre o trabalho jornalístico e o mundo da macaca, o meu mundo, a minha realidade. Um não existe sem o outro, mas faz-se necessário que o jornalismo aceite a sua existência paralela aos textos macacais. Darei o meu jeito. Admito, em tempo, que ao reler tais parágrafos, alterei coisinhas poucas. Passados mais de seiscentos dias, não há como enxergarmos as letras de forma idêntica, concordam?

Sigamos, pois! Adelante!

Pra frente é que se anda.

A macaca e o quadrilátero da esquisitice

Posted Abril 30, 2009 by Carolina Pinheiro
Categories: Palavreando

capítulo 2

As delícias da juventude estão atreladas a um desenfreado entusiasmo cuja pré-disposição é pontilhada de dobraduras monkey-typing62que abrem e fecham o tempo todo. A boa característica da pouca idade tem a ver com a desgarrada frase: sem ter porque nem para que. Vive-se simplesmente da parafernália embevecida de hormônios. – “O que por um lado é muito divertido”, constata a macaca. Não há como fechar os olhos para o gargalhar solto do bicho juvenil. Memórias de passos dados aos solavancos, do saracotear, do correr mundo e do sobressaltar o peito fresco – ainda em fase de maturação –, são motivo de orgulho para uma fêmea recém chegada à carreira dos 30. A macaca sabe disso, e sem pestanejar infla os poros da pele satisfeita de vida. Não consegue imaginar nada melhor do que a certeza de que é forte. Apesar de tropeços e fracassos, trata-se de um símio de carne e osso, tentou, enfrentou, foi até onde pôde em tudo.

– “O animal que descobre o rio e não se joga na água, jamais saberá o gosto que tem um banho do tipo, não conhecerá o som que o corpo provoca em ambiente líquido, não experimentará os sabores da correnteza, não desfrutará da plena sintonia com o natural estado de ser. Fato é que tudo vale a pena sim, mas claro, é sábio e arguto utilizar de bom senso seeeeeeeeeeeeeempre”, cochicha sem a intenção de interpretar ou deliberar sobre o significado das coisas. – “Não foi para achar demais que vim ao mundo”. Achismos e significâncias são conteúdos amplamente estudados pelo homem, o qual adora dizer que sabe. Vira e mexe, o tal bípede penetra a savana com a retorcida cara de pau do ser racional que é. Espalha-se como mamífero reinante, domina o espaço e comanda o princípio ativo do universo com a habilidade de um regente tenaz.

– “Ô gentinha complicada. Percorre todos os caminhos do mundo para chegar à primária conclusão de que somente em se plantando é que tudo dá. GRANDE novidade!”, repete a macaca para si enquanto deixa-se tomar pela reflexão. Encostada num dos galhos altos da grande árvore, ela contempla a retidão dos horizontes enquanto um sorriso maroto colore com descrição seu olhar concentrado. Braços cruzados desenham sua posição descomprometida com as próximas horas. Termina por apoiar o queixo sobre os dedos da mão esquerda, suspira, relaxa, franze a testa, larga a musculatura e deixa o pensamento correr. Exercitou bastante a cuca para poder fazê-lo com a integridade compatível a sua condição de irmã mais velha. – “Disse o homem que provém do macaco. Estudos científicos comprovam o parentesco. Estou aqui há bem mais tempo e ainda não consegui entender a lógica de seu raciocínio avantajado”, pondera.

– Será que alguém consegue me explicar por que raios os seres humanos não se apegam aos detalhes? Logo eles que se acham os monkey-in-doubt2tais. Regras básicas de sobrevivência passam despercebidas por eles. Eu hein! Nem todos têm a insípida aparência dos insetos, é bem verdade. Pelo legado de alguns, me ocorre que humanos, quando dispostos, podem desfrutar da imponência leonina num piscar de olhos. A fama de garboso mamífero alfa não vem do nada. Leões são dignos de reconhecimento. Cumprem a risca o seu papel e o fazem com a hombridade que lhes cabe. Por menor que seja o elo, ser associado ao bichano é um privilégio para poucos. Pois então?

A macaca se esforça, mas não compreende. Está mais do que farta de ouvir dos experientes macacos da barba branca que o desatino vem do plantar de qualquer jeito, mesmo quando se sabe que a terra precisa de espaço para florescer. Bons frutos nascem da perseverança? Sim, mas acima de tudo brotam do cuidado, do zelo, da paciência em bem dosar o tanto que se tem. A mania de desbravar o chão sem a devida parcimônia causa no solo danos dificilmente reparáveis.

­ – Coisa tão óbvia! Banal, eu diria. Deixa estar. Eles que são “gente” que se entendam com suas impregnadas pseudo-definições do gastar dos dias. – “Por isso não há razão para condenar a juventude. Não é mesmo? Quebrando-se a cara é que se aprende ou não. Cada um com o seu cada qual”. A macaca estava em um dia daqueles. Por mais que o sol brilhasse, estava dedicada a revisão dos acontecimentos. Foram anos de experiência a vagar por terrenos distantes. Formou-se com a coerência que se deve ter em momentos de escolha. Tomou a acertada decisão de seguir o coração. Saboreava com voracidade cada pedacinho do conhecimento que adquirira. Instruir-se é tarefa para uma vida, sem dúvida. Contar com a competência do que somos, contudo, é a materialização da pedra fundamental do porque saltamos do útero feito bolotas. A macaca pensa que as conquistas são mais do que impulsos tomados de vigor. Após três décadas e dois anos desde o seu nascimento, ela está careca de saber que vitórias vão além do ato consciente da labuta. Vencer é romper as barreiras do dia com a clareza de que o fazer pede o acompanhamento apaixonado de temperos potencialmente estimulantes: determinação, respeito, confiança, paixão, entrega, transparência, disciplina, persistência, prazer, objetividade, prática e doses compatíveis de vontade entre o estabelecimento de metas e a realização do projeto, seja ele qual for.

­ – Ahahahahah!!! Não sei o que me deu hoje. Acho que estou literalmente com a macaca. A risada a trouxe de volta à realidade. O sol já havia se posto, a noite caía suntuosa, o céu transbordava de estrelas e a macaca decidiu sair do transe. –“Vou me jogar no rio, tomar um banho de descarrego e me debruçar sobre o frescor dos cheiros primaveris. Depois de uma tarde abraçada a um contexto de conjecturas, o melhor que tenho a fazer é libertar o intelecto. Amanhã tenho o dia inteiro para fazer e acontecer mais um bocado”, afirmou restabelecendo-se sem pressa.

– Mas que situação a minha. Tomei um tombo danado e agora passo horas refazendo meu trajeto, pontuando cada monkey11um de meus experimentos, instante a instante, sem parar. Será que fui contagiada por um vírus do tipo que nos leva do A ao Z de nossa história? Destes que nos amortecem sem pedir licença? Invadem e páh, nos jogam aos traços mais remotos da memória? Bom, não estou maluca. Apenas me restauro na velocidade constante de quem precisa, vez em quando, da linha reta para não deixar passar pontos e vírgulas. Ahh, sei lá. Já disse para mim mesma que não quero mais pensar por hora, e sigo batendo os neurônios. Eita! Credo! Chega! Ufff! O jeito é me lançar daqui de cima. Vou direto e sem intervalo para evitar que novas idéias interfiram em meu plano. Levantou, agarrou-se no galho e sem titubear consumiu seu comprimento em direção ao passo anterior à queda: “Iaaaaaaaaaaaaaaaaaaa”, gritou a macaca. O barulho estridente do som desafinado espantou a passarada que resolvera pernoitar nos arredores da grande árvore. Centenas de penas misturavam-se aos quatro ventos enquanto o inevitável frio na barriga levantava todos os pelos da silhueta arredondada da bela símia, gata pra caramba...yeah, baby! Cair de certa altura expõe qualquer animal desprovido de asas a sensações bastante previsíveis, não é mesmo? Tibuuuuuuuumm! (continua…)

Posted Março 30, 2009 by Carolina Pinheiro
Categories: Matérias Jornalísticas

ESEC Carijós promove ação inédita de limpeza do rio Ratones

Cerca de 20 estudantes participaram de clean up inédito realizado em área que abrange a ESEC Carijós na Bacia Hidrográfica de Ratones

Cerca de 20 estudantes participaram de clean up inédito realizado em área que abrange a ESEC Carijós na Bacia Hidrográfica de Ratones

A Estação Ecológica de Carijós promoveu, pela primeira vez em Florianópolis, um clean up na Bacia Hidrográfica de Ratones. A atividade envolveu profissionais especializados e convidados, os quais realizaram, das 8h às 14h desta sexta-feira, 27 de março, a limpeza do rio Ratones na área que compreende a estação. Dois grupos partiram (por terra e por água) de um canal do rio e do Pontal da Daniela em busca de resíduos sólidos despejados diariamente nas águas. A iniciativa visou à sensibilização da sociedade para a preservação do meio ambiente. O ato contou com a participação do Instituto Carijós Pró-Conservação da Natureza e dos calouros do curso de biologia da UFSC.

Nos últimos 50 anos, a contaminação dos ecossistemas marinho e costeiro pelo lixo se intensificou a ponto de se transformar em uma das maiores ameaças à vida da fauna e da flora litorâneas. Segundo Marcelo Kammers, analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, a quantidade de detrito encontrada na região é alarmante. “Já vimos de latas e garrafas de vidro a móveis e utensílios domésticos como sofás e televisões. Durante a atividade, colhemos cerca de 30 sacos de lixo”, afirma. “Quando um cidadão joga um papel de bala enquanto caminha na Avenida Beira Mar Norte, ele não imagina que esta ação pode ocasionar uma reação no manguezal de Ratones”, exemplifica Roberta Alencar, geógrafa e técnica ambiental do Instituto Carijós.

Estudos comprovam que inúmeras espécies que habitam a região costeira ingerem algum tipo de fragmento não degradável trazido pelas correntes. A mortandade entre as ameaçadas de extinção cresce a cada ano. Embarcações de pesca e de lazer despejam uma quantidade significativa de lixo no mar. O acúmulo de detritos causa danos também aos seres humanos. O setor turístico sofre restrições pelo impacto sobre o valor cênico e o potencial recreativo dos locais contaminados; o uso das águas para a navegação é prejudicado pelo enredamento de resíduos em hélices de embarcações; a saúde das pessoas é comprometida pela poluição e pelo surgimento de focos de doenças como a dengue. Pneus se transformam em depósitos de ovos do Aedes aegypti.

Países do mundo inteiro, baseados em pesquisas e aparatos legais, mobilizam-se na luta pela conscientização da sociedade em prol da qualidade da água, a principal fonte para a manutenção da vida no planeta. Apoena Calixto Figueirôa, analista ambiental e chefe da ESEC Carijós, informa que “a meta, ao estabelecer a ocorrência semestral do evento, é o alcance de bons resultados no que diz respeito à educação ambiental e à divulgação do trabalho”.


(Crédito de foto: Arquivo ICMBio)

Santa Catarina pede ajuda

Posted Novembro 26, 2008 by Carolina Pinheiro
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cheias-sc_titulo

São Francisco do Sul.

São Francisco do Sul.

Itapoá.

Itapoá.

Blumenau.

Blumenau.

Rodovia Estadual SC-411.

Rodovia Estadual SC-411.

Serra do Rio do Rastro.

Serra do Rio do Rastro.

Itajai.

Itajaí.

Ilhota.

Ilhota.

Rodovia Federal BR-101 - Palhoça.

Rodovia Federal BR-101 - Palhoça.

Joinville.

Joinville.

Rodovia SC-401 - Florianópolis.

Rodovia SC-401 - Florianópolis.

Caos no trânsito da capital catarinense.

Caos no trânsito da capital catarinense.

Mais de 40 mil pessoas estão desabrigadas.

Mais de 50 mil pessoas estão desabrigadas.

Mutirão para ajudar as vitimas da enxurrada.

Mutirão para ajudar as vítimas da enxurrada.

COMO AJUDAR?

Para doar dinheiro:

Defesa Civil

Banco do Brasil: Agência 3582-3, Conta Corrente 80.000-7.

BESC: Agência 068-0, Conta Corrente 80.000-0.

(O depósito deve ser creditado ao Fundo Estadual de Defesa Civil – Doações.)

FIESC

Banco do Brasil – Agência 3425-8, Conta Corrente 21.000-5, CNPJ: 83.873.877/0001-14.

Para doar alimentos, remédios, roupas, colchões e água potável:

Consulte a lista de locais de doação separados por cidade no SOS SC – clicRBS, aqui.

COBERTURA COMPLETA DA ENXURRADA EM SANTA CATARINA:

Clic RBS

Folha de São Paulo

Estadão

Jornal do Brasil

O Globo

Correio Braziliense

La Nacion

El País

The New York Times

Portal G1

Terra

Olho Mágico leva Eleições para a sala de aula

Posted Novembro 5, 2008 by Carolina Pinheiro
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O Instituto Carijós Pró-Conservação da Natureza reforçou o seu comprometimento com a comunidade. A equipe promoveu uma eleição fictícia para mostrar às crianças das escolas em que o IC atua qual a importância de votar com responsabilidade, fazendo-as entender como funciona o processo eleitoral e despertando nelas o espírito de cidadania. A atividade fez parte do projeto Olho Mágico, desenvolvido pelo Instituto Carijós nos colégios situados no entorno da Estação Ecológica de Carijós. Na ocasião, alunos da 4ª série da escola Marcolino José de Lima escolheram entre três ‘candidatos’ do folclore brasileiro: Iara, Saci Pererê e Curupira.

A idéia de abordar o tema Eleições com os alunos surgiu durante a etapa do projeto “Construindo” um novo bairro. Em uma das tarefas previstas, as crianças ‘escreveram’ uma carta ao governo municipal com pedidos de melhorias para o bairro onde moram. “A atividade não constava na programação do projeto. Ela apareceu da necessidade de trabalhar o assunto com as crianças. Estamos em época eleitoral e um dos candidatos pertence à comunidade das turmas”, afirma Flávia Martins, estudante de biologia da UFSC e estagiária de educação ambiental do Instituto Carijós.

carijos-eleicao-09-2008-0171Apresentação do personagem ‘candidato’ Saci Pererê.

A atividade foi realizada em parceria com a professora da classe. Em encenação, cada candidato apresentou as suas propostas para o bairro de acordo com as características do seu personagem. A Iara – conhecida por iludir as pessoas – possuía um plano de governo desenvolvimentista com a construção de shoppings, prédios e indústrias somada a garantia de emprego para todos. O Saci Pererê – com fama de levar tudo na brincadeira – prometeu projetar parques, campos de futebol e áreas de lazer. Não apresentou, entretanto, proposta relevante. O Curupira – grande defensor das matas e florestas – expôs uma preocupação com o meio ambiente e abordou temas como saneamento básico, saúde e educação.

O candidato eleito pelas crianças foi o Curupira, com 80% dos votos. Após a divulgação do resultado, a equipe do Instituto Carijós analisou com o grupo os prós e os contras das propostas de cada candidato. Durante o processo, também foram discutidos conceitos como plano de governo, voto secreto, boca de urna, compra e venda de votos e justificativa de voto.

carijos-eleicao-09-2008-0261 Atividade estimula as crianças

a exercitar a cidadania.